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Mostrando postagens de Maio 3, 2012

José Luís Peixoto

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José Luís Peixoto revela-se com uma singularidade, não inédita, mas da maneira que faz, a torna única, fundir a prosa com o poesia com o intuito de revelar certo universalismo das experiências particulares ou locais. Este é um traço, aliás, recorrente na prosa literária portuguesa de sua geração. No seu caso, por vezes esses dois limites da linguagem combinam-se para determinar o funcionamento da obra, isto é, são responsáveis pelo seu aspecto formal e estrutural. Este gesto decompõe as fronteiras imaginariamente desenhadas entre um modelo discursivo e outro. Está em toda sua literatura, desde Morreste-me  seu livro de estreia. Trata-se de uma escrita que põe em suspensão as maneiras de ser do escrito; está, em muitos casos, impregnada de uma musicalidade que recorda certo princípio da musculatura oral ou a reimaginação dessa oralidade pelo tecido da escrita. Algo herdado possivelmente de um gosto à parte de Peixoto: compor canções. Nesse segmento tem, ao longo de sua carrei