Boletim Letras 360º #652

DO EDITOR
 
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Can Xue. Foto: Simone Padovani


LANÇAMENTOS
 
Uma das mais proeminentes escritoras chinesas contemporâneas, Can Xue — que é com frequência comparada a Franz Kafka, pois, assim como ele, construiu uma obra fundada em premissas próprias, capazes de levar sua literatura a lugares aonde nenhum outro escritor chegou — tem sua primeira obra publicada no Brasil.
 
Finalista do International Booker Prize, Histórias de amor no novo milênio é seu romance mais celebrado de Can Xue e conta a história onírica e bem-humorada de uma miríade de mulheres insaciáveis que estão em busca de prazer e do direito à felicidade numa cidade industrial precária. Entre elas está Niu Cuilan, uma mulher independente, viúva e almoxarife. Um de seus hobbies é ir a uma estância termal que oferece “serviços especiais”. Lá conheceu seu amante, Wei Bo, que é casado e empregado de uma fábrica de sabão, mas também exerce certas atividades ilegais. Xiao Yuan, esposa de Wei Bo, é uma professora fissurada em relógios, e acaba se apaixonando por dr. Liu, que exerce medicina tradicional chinesa. Long Sixiang, por sua vez, é amiga de Cuilan, prostituta na estância e amante de vários homens, entre eles o sr. You, um excêntrico antiquário da cidade. Em uma noite, surge no caminho dele um pachinko que ora desaparece, ora ressurge, inexplicavelmente. Nele, a srta. Si vai em busca de seu namorado, mas se depara com um acidente fatal. Pela rede caleidoscópica dessas e de outras personagens cheias de energia e arrebatadas por sexo e ambições, conhecemos não só as histórias de amor prenunciadas no título, mas as de família e de amizade. Num mundo de fraudes e exploração em que a sabedoria milenar se entrelaça com a modernidade, tudo se transfigura, e as mulheres flutuam como nenúfares, enfrentando o engano, a vigilância e a paranoia com sensibilidade. O significado de todas as mudanças repentinas permanece em suspenso, mas a força plenamente surrealista e simbólica das imagens preenche as lacunas do entendimento, conforme elementos da experiência humana pouco acessados pela linguagem emergem à consciência. Afinal, Can Xue é capaz de promover na leitura a sensação de deslocamento e espanto que as personagens parecem experimentar. E, como se fosse uma chave para esse repositório de fantasias, Long Sixiang afirma: “Não entender, na verdade, é entender tudo!”. Publicação da editora Fósforo; tradução de Verena Veludo Papacidero. Você pode comprar o livro aqui.
 
Escrito por Pablo Neruda e ricamente ilustrado pelas fotografias de Luis Poirot, Uma casa na areia é uma ode ao lar, ao mar e à poesia.
 
Ao sul de Valparaíso, no Chile, está a região costeira de Isla Negra. Ali, um conjunto de rochas escuras descansa junto ao mar formando uma paisagem de beleza selvagem que arrebatou o poeta Pablo Neruda. Tal foi o sentimento despertado, que Neruda construiu sua terceira casa nessa praia, e foi nela justamente onde passou seus últimos dias ao lado da esposa Matilde Urrutia. É lá também que os dois estão sepultados. A famosa casa foi comprada de um marinheiro, e conforme os anos se passaram foi sendo ampliada e decorada pelos dois. Até hoje, os visitantes podem ver as bandeiras, as âncoras, as carrancas, as garrafas e os peixes escolhidos a dedo pelo poeta chileno — cada objeto conta sua história. O mar, sempre à vista, é o amigo, o inquilino e o vizinho, e a maresia envolve tudo com seu misticismo. A magia da casa que enfeitiçou Neruda está aqui expressa por palavras que convidam o leitor e a leitora a também se deixar apaixonar. As imagens captadas por Luis Poirot, fotógrafo chileno e amigo de Neruda, trazem outras camadas de delicadeza e sensibilidade. E as fotos também têm sua própria história: ficaram escondidas por décadas, protegidas da ditadura militar de Augusto Pinochet, até serem reunidas nesta encantadora edição. Publicação da José Olympio. Você pode comprar o livro aqui.
 
Gabriel Mwene Okoundji é reconhecido como uma das grandes vozes da poesia africana de língua francesa nas últimas décadas. O autor tem sua primeira antologia com poemas traduzidos para o português.
 
A obra de Okounji, fluida e magnificamente clara, é uma busca fervorosa pelas origens naturais e míticas, um eco da palavra ancestral, que dialoga com a terra original e nos recorda a poesia de Léopold Senghor. Nascido no Congo, em 1962, e radicado na França, sua extensa obra obteve premiações importantes, entre elas, o Prix de Poésie Contemporaine PoésYvelines (2008), o Grand Prix Littéraire d’Afrique Noir (2010), o Prêmio Léopold Sédar Senghor de Poesia do Cenáculo Europeu Francófono (2014) e o Prêmio Internacional de Poesia Benjamin Fondane (2016). Como uma sede de ser homem, ainda, primeira antologia em português do poeta franco-congolês, inclui poemas do Ciclo de um céu azul (1996), Segundo poema: poema do chão da infância (1998), A alma ferida de um elefante preto (2002), Vento louco me bate (2003), Prece aos ancestrais (2008), Estelas do raiar do dia: diálogos entre a Ampili e o Pampu (2011) e Cantos do grão semeado (2014). Os acontecimentos da vida pessoal do autor e da vida social do seu país, permeados pela tentativa de reconstrução íntima e coletiva no período pós-independência, são abordados e reinventados com recursos estéticos próprios da escrita poética, tais como o emprego intencional de metáforas, a variação entre versos curtos e longos, a disposição dos textos com a intenção de explorar seus efeitos visuais e sonoros. A poesia de Gabriel Mwene Okundji aborda as lutas pela independência de seu território de origem, a defesa da liberdade de pensamento e de expressão, a valorização das identidades étnicas e culturais a partir do reconhecimento de sua pluralidade interna, a crítica às tentativas de homogeneização das identidades étnico-culturais em função de um projeto de nacionalismo dependente e o intercâmbio entre suportes de expressão, que incluem as interferências sobre a herança linguística do colonizador, o uso das línguas locais e a interação entre recursos da oralidade e da escrita. Segundo o poeta Edimilson de Almeida Pereira, que assina o posfácio da presente publicação, “a violência e o medo, a contradição e o engano, bem como a beleza e a sensibilidade, a cooperação e o sonho estão no tecido dessa antologia. Num tempo de rupturas dos pactos que sustentam a vida em comunidade, a obra de Okundji — sem ignorar a herança histórica dessas rupturas — demonstra a importância de recuperarmos ‘a sensibilidade necessária ao humano em sua relação com o cosmo’”. Para Guilherme Gontijo Flores, tradutor da antologia, a poesia de Gabriel Mwene Okundji é de uma potência que muito raramente encontrada em livros. “Nela vemos a um só tempo a força da escrita e a mutabilidade da fala, o assentamento na ancestralidade e o devir do presente, em suma, a poesia como filosofia, história, rito e congregação de uma coletividade. Ela tem sua estética, que é poderosíssima, mas é como se aqui o esteticismo de fato devesse ceder a uma força vital que, em seu animismo assumido e em seu reconhecimento da tradição teghe desdobrado em língua francesa, pedisse para circular seu movimento por outros lugares.” Para a primeira publicação em português da obra Gabriel Mwene Okundi foi acrescentado ao volume o texto em prosa Aprender a dar, aprender a receber, que é um verdadeiro testamento poético em vida de Okundji. Publicação da Ars et Vita. Você pode comprar o livro aqui.
 
Marco da literatura antiga é publicado em edição bilíngue no âmbito da Coleção Clássicos Comentados, da Ateliê Editorial.
 
O Cantar de Roldão, a Chanson de Roland, poema épico anônimo de 4 002 versos, composto no século XI da Era Cristã. O poema narra a derrota que Roldão, sobrinho de Carlos Magno (742-814), sofreu diante dos mouros na batalha de Roncesvales em 776, nos confins da França com a Espanha. Como se trata de poesia, será secundário lembrar que o combate histórico se deu na verdade entre franceses e vascões (ancestrais dos bascos) que habitavam aquela região dos Pireneus: foram substituídos no poema pelos mouros por causa do maior apelo que os “infiéis” produziam na imaginação do público cristão na época das Cruzadas. Em outras palavras, saiba já o leitor que sobre o fato histórico, auferível nas fontes historiográficas, prepondera a dimensão poética da narrativa que era oral, que hoje, porém, queira-se ou não, na forma de livro integra a literatura (a bem dizer nesse caso a grande literatura) e está à disposição do público lusófono. Mais próprio do que dizer que O Cantar de Roldão é poema épico será dizer que é “canção de gesta”, sendo “gesta” (em francês geste, que significa “ação notável”) o nome com que o gênero, contendo cerca de oitenta poemas, nos chegou. Porém, curiosa e, poderíamos dizer, tragicamente neste poema, ao contrário do que ocorre naqueles em que o herói é vencedor, como por exemplo Vasco da Gama em Os Lusíadas, Roldão é derrotado e vem a morrer em defesa da retaguarda francesa e da fé cristã. O destino de Roldão depois da morte e o destino de outras personagens, o que são as canções de gesta e seu singular decassílabo original e enfim a própria gesta que perfez o tradutor para vertê-lo poeticamente em português há de saber-se com a leitura do poema e dos ensaios que compõem o volume, mas, restringindo-nos às epopeias, cabe dizer agora que a coleção Clássicos Comentados — se contava com poemas da Antiguidade Clássica, como a Ilíada, de Homero, e a Eneida, de Virgílio; se contava com a épica renascentista que é Orlando Furioso, de Ludovico Ariosto — entre seus títulos não dispunha ainda de uma canção de gesta medieval. (João Angelo Oliva Neto) Publicação da Ateliê Editorial e da Editora da Universidade Federal de Uberlândia. A edição bilíngue tem tradução integralmente verso a verso pelo professor Ronald Costa. Você pode comprar o livro aqui.
 
O romance memorialístico da autora de Cartas a uma negra que é uma obra antirracista e feminista.
 
“Entre a bem-aventurada ignorância dos primeiros anos e o momento em que cada pessoa toma consciência de si, há um tempo em que o diminuto ser se volta para a vida como planta ávida pela primavera. Um tempo mais ou menos ensolarado ou povoado de maravilhoso. O erro é imaginar que as crianças são incapazes de ter sentimentos tumultuosos e dizer, a propósito de tudo e nada, que elas não entendem.” Assim se inicia O tempo da infância, romance de formação sob o olhar de uma criança, que traça a imagem de uma vida camponesa e modesta em Morne-Rouge, na Martinica dos anos 1920.  Graças à escrita cheia de vivacidade de Françoise Ega, a quem os leitores brasileiros conhecem por Cartas a uma negra ― um arrebatador diálogo imaginário com a vida e a obra de Carolina Maria de Jesus ―, mergulhamos na trajetória dessa garota humilde e negra que reconta sua vida numa comunidade rural antilhana nas primeiras décadas do século XX. Junto com sua descoberta do mundo físico, palpável, descortina-se também a dolorosa consciência do que é viver sob o jugo de uma metrópole (a França) sendo mulher, pobre, negra e descendente de escravizados. Em Françoise Ega, a escrita é a ferramenta adequada para alcançar a emancipação e, sobretudo, um universalismo efetivo ― na melhor tradição dos feminismos negros. A tradução é de Maria Clara Machado; publicação da editora Todavia. Você pode comprar o livro aqui.
 
Em novo livro Monique Malcher encontra a justa medida entre a ternura e a violência para contar a história de Sol, cuja infância numa ocupação de terra em Manaus traz memórias que evidenciam a diferença entre o sofrimento intrínseco à condição humana e aquele erigido no barro da injustiça social.

A Zona Franca de Manaus atraiu para o Amazonas milhares de migrantes em busca de uma vida melhor. Era símbolo do progresso. Sem recursos, a família de Sol, protagonista de Degola, vai morar em uma ocupação. Quando chovia, tudo virava barro, e era com ele que Sol modelava pequenas criaturas que depois esmagava. Era gostoso destruir o que ela mesma havia criado. As galinhas ficavam em redor dela, estranhando a menina, temerosas. Aquele lugar tinha mesmo fama de perigoso. A vida de todos e de tudo — humanos, animais, plantas, solo, água e ar — era violentada. Já adulta, Sol sabia que precisava desfazer, ao menos em parte, o que dela foi feito quando criança. Aprender a nadar se torna o caminho para essa transformação. Um rito de passagem, que a autora descreve com beleza e originalidade magníficas. Degola é um delicado exercício de imaginação e de linguagem. A precisão e a incisividade da poesia se combinam com a complexidade narrativa do romance. O resultado é um pequeno milagre da escrita. Publicação da Companhia das Letras. Você pode comprar o livro aqui.
 
Uma investigação sobre o emaranhado do poder na Itália dos anos 1970.
 
Itália, 1978. O homem que conduziria uma ampla coalizão política não chega ao Parlamento no dia da histórica votação. Aldo Moro, presidente do Partido Democrata Cristão e ex-primeiro-ministro da Itália, fora sequestrado pelas Brigadas Vermelhas. Ao longo de 55 dias de cativeiro, políticos, familiares, imprensa e até mesmo o papa discutem sobre sua condição: negociar com os sequestradores ou aceitar seu destino? Ao dissecar o que foi dito e, sobretudo, o que foi silenciado nas cartas de Moro e nos comunicados das Brigadas, Leonardo Sciascia revela que outra saída era possível. Entretanto, havia interesse em manter Moro vivo? Mais do que um episódio da história italiana, O caso Moro é uma investigação sobre o poder. O livro tem tradução de Federico Carotti; publica-se pelo Selo Manjuba. Você pode comprar o livro aqui.
 
Uma meditação sobre o diálogo Fedro, de Platão, e especialmente sobre o modo como nele se pensa a dupla natureza de eros.
 
Eros é uma forma de “loucura” — um desejo de posse e um perder‑se num mundo de ilusão —, mas é também “divino”, uma experiência da beleza que desperta a alma para a interrogação da verdade. O fio dessa meditação é dado pela discussão da relação entre filosofia e poesia, do carácter poético‑literário do texto platónico e da origem das imagens platónicas de eros nos poemas de Safo e em toda a tradição poética dos gregos. Esse fio leva também à reflexão sobre múltiplos ecos das questões platónicas em autores como Nietzsche e Proust e, acima de tudo, sobre a interpretação do Fedro nas obras de Hegel, Heidegger e Thomas Mann. Desta forma, o livro faz pensar no eros platónico como uma experiência surpreendentemente moderna de subjetivização e autenticidade — mas, ao mesmo tempo, como uma experiência da beleza e da verdade que devemos questionar se não estará irremediavelmente perdida para nós. Três Discursos sobre Eros, de João Constâncio, é uma das obras que integram a coleção de livros Ensaio Aberto publicada pela Tinta-da-China Brasil. Você pode comprar o livro aqui.
 
REEDIÇÕES
 
Dedicado às netas Lucia e Margarida, este foi o último dos livros de Lygia Fagundes Telles a ser escrito pela autora antes de sua morte, em 2022.
 
Lançado em 2007, Conspiração de nuvens foi o último livro escrito por Lygia Fagundes Telles, autora de obras-primas como As meninas e Ciranda de pedra. Composto sob o impacto da morte de seu único filho, Goffredo, ela reuniu em livro textos autobiográficos, experimentos ficcionais e crônicas que recorrem a lembranças pessoais para registrar o que havia de mais poético e caro em sua vida — apesar do luto. Segundo Lúcia Telles, que assina o emocionante posfácio a esta edição, “o que a deixou em pé pronta para a luta foi sua criação, sua literatura. Foi assim com este livro, que trouxe para a escritora, para a mulher, para a mãe e para a avó, a possibilidade de continuar viva”. Com revisão da autora e textos de Ignácio de Loyola Brandão, Ubiratan Brasil e outros jornalistas sobre a recepção do livro à época de sua primeira publicação, esta edição de Conspiração de nuvens traz de volta aos leitores a possibilidade de acessar a vida e os pensamentos de uma escritora essencial para a literatura e história brasileiras, em sua versão definitiva. Esta é também uma de suas obras mais pessoais, com histórias de família e reflexões próprias sobre literatura, política e a vida, numa seleta de crônicas, contos e memórias. Publicação da Companhia das Letras. Você pode comprar o livro aqui.
 
RAPIDINHAS
 
Milton Hatoum imortal. O escritor é agora um integrante da Academia Brasileira de Letras; foi eleito no dia 14 de agosto para a cadeira deixada por Cicero Sandroni.

Romance de estreia de Eugen Weiss em nova edição. O livro, também o primeiro de Weiss, veio a público quando o escritor contava setenta anos e chegou aos finalistas do Prêmio Jabuti em 2017; agora, Tristorosa ganha caprichada reedição pela editora Quelônio.
 
Mais das memórias de Patti Smith. As livrarias estadunidenses recebem em novembro Bread of Angels, o livro que acompanha a trajetória da multiartista desde a infância até o estrelato no punk rock. A obra marca os 50 anos do disco Horses e chega aos leitores brasileiros no primeiro semestre de 2026 pela Companhia das Letras.
 
Catulo & Horácio. A Ateliê Editorial prepara a publicação de uma antologia reunindo textos dos dois poetas romanos organizada e traduzida por Trajano Vieira. O livro integrará a Coleção Clássicos Comentados.
 
DICAS DE LEITURA
 
1. O tambor, de Günter Grass (Trads. Lúcio Alves e Rachel Valença, Nova Fronteira, 608p.) A vida de Oskar, interno de um hospício, marcada pelo desejo perene de não crescer se tornou um marco da vida adversa numa Alemanha marcada pelo colapso moral e social. Você pode comprar o livro aqui
 
2. Caminho de pedras, de Rachel de Queiroz (José Olympio, 176p.) Uma mãe decide se integrar em uma nova célula composta com a missão de atuar contra o fechamento dos primeiros caminhos da liberdade com o levante do governo Vargas que resultaria na ditadura militar. Você pode comprar o livro aqui
 
3. A voragem da expressão, de Francis Ponge (Trad. Jorge Coli, Editora da Unesp, 168p.) Uma coletânea que reúne poemas em prosa, rascunhos, reflexões sobre poesia e fragmentos de correspondências de um ícone da poesia francesa do século XX.  Você pode comprar o livro aqui
 
VÍDEOS, VERSOS E OUTRAS PROSAS
 
Ainda a Imprensa Nacional de Portugal. Na edição passada deste Boletim, recordamos algumas publicações digitais oferecidas pelo selo português da obra e seu entorno de Camilo Castelo Branco, escritor que alcançou o bicentenário neste ano de 2025. Nesta semana, a casa disponibiliza, no formato de edição crítica quatro títulos de outro nome incontornável da literatura de língua portuguesa, Almeida Garrett. Coordenada por Sérgio Nazar David, a edição reúne O corcunda por amor, Tio Simplício, Falar verdade a mentir e O Conde de Novion. Está disponível aqui.    
 
BAÚ DE LETRAS
 
Günter Grass? Recorde por aqui este breve perfil do escritor alemão. Foi publicado aqui no Letras em abril de 2015 e com ele, você encontra outros caminhos em torno da obra e da biografia de Grass encontrados até então neste blog, incluindo um texto polêmico em que em tempos muito distante já denunciava o perigo de Israel. 
 
Ted Hughes nasceu no dia 17 de agosto de 1930. Dentre as passagens do poeta inglês pelo Letras, recordamos a de janeiro do ano passado, quando nosso colunista e também poeta Pedro Belo Clara nos brindou com cinco poemas do livro O falcão à chuva. Para dizer que não deixamos de um todo de repetir a circularidade dos calendários.
 
DUAS PALAVRINHAS

A literatura vive da crise, floresce entre os escombros e sua função é profanar cadáveres.
 
— Günter Grass

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