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Mostrando postagens de Setembro 10, 2019

Quiasmo Malcolm-X: a tópica negra do descobrir o ouro

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Por Wagner Silva Gomes


Quem pega um exemplar do último livro do autor capixaba Marcéu Rosário Nogueira, lançado pela editora BOLEKAJA (2019), lê em sua capa frontal de cor marrom, com letras grandes em negrito, o nome “Ação Dão”. A contracapa, de mesmo estilo, traz o nome “Cor Podre”. Há um estranhamento imediato no entendimento de que o nome do livro não é “Ação Dão” e a contracapa não é apenas uma frase mostrando o conteúdo do livro. Então, ao abrir o livro o escancarando, num ato luxurioso que a quem não o tratou com afeto pode causar um incômodo de repugnância (é amor ou estupro, se o seu olhar for colonial), como quem o coloca em uma copiadora para imprimir ou escanear, se surpreende com o nome verdadeiro do livro Coração Podridão.
Detalhe, no poema OLHARmaTOCAdorDIZsó, o M, que pode ser de Machado de Assis, que traz em sua biografia o registro de ter trabalhado com impressões de textos em uma copiadora, onde aprendeu muito lendo os livros, diz ele em uma de suas crônicas alhure…