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Seis poemas de Um Rapaz de Shropshire (1896), de A. E. Housman

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Por Pedro Belo Clara  (Seleção e versões)* A. E. Housman. Foto: Hulton-Deutsch   II. Das árvores mais adoráveis, a cerejeira, agora Cheia está de flores p’los galhos afora, Junto à trilha que põe a mata dividida, Para o tempo Pascal de branco vestida. Dos meus sessenta anos e dez mais, Vinte tornarão não mais, E se tirar vinte a setenta primaveras Com cinquenta fico, deveras. Como para ver coisas a florir Cinquenta primaveras é tempo a fugir, Às matas dirijo a passada, A ver a cerejeira de neve carregada. III. O Recruta Deixa para trás a casa tua, rapaz, E aos amigos a mão vais estender, Vai, e vá a sorte contigo, Enquanto a torre de Ludlow¹ se erguer.   Oh, regressa a casa num Domingo, Quando as ruas de Ludlow quietas estão, E os sinos de Ludlow chamam  Para a lavoura, as azinhagas, os moinhos do pão; Ou regressa numa Segunda-feira, Quando o mercado de Ludlow é um rumor E os carrilhões de Ludlow tocam “O retorno do herói conquistador”;   Regresses ...