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Ensaio sobre a cegueira, de José Saramago

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Por Pedro Fernandes Publicado em 1995, Ensaio sobre a cegueira  nasceu de uma feliz inquietação de José Saramago: e se, de uma hora para outra, perdêssemos a visão? A pergunta aparentemente simples que talvez tenha sido pensada por qualquer pessoa não é, entretanto, mania que vem de passagem de alguém que se nota, de uma hora para outra, ensimesmado como determinadas possibilidades. Diante dela, o escritor português desenvolveu um romance, que interessado em alcançar ou sondar uma resposta, penetra as fronteiras dos múltiplos sentidos suscitados pela condição  de estar cego e, por conseguinte, os sentidos implicados na ideia de visão . É assim que este se mostra texto especulativo, que se constrói em círculos, examinando, apurando atentamente as várias possibilidades de resposta para uma pergunta ou a conformação de uma tese: “Penso que não cegámos, penso que estamos cegos, Cegos que veem, Cegos que, vendo, não veem” ― retomando uma das conclusões célebres das várias que com