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Juan Carlos Onetti, Santa María ante o Boom

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Por Ignacio Bajter


Pouco depois de a Compañía Fabril haver publicado O estaleiro em 1961, Juan Carlos Onetti atende com enorme desconfiança ao chamado do Boom. A partir de então, cedo, e sobretudo depois de passado os anos, mantem uma conversa à distância – às vezes fria, outras vezes ríspida, quase sempre irônica – com os escritores da primeira linha daquele fenômeno que o incomodava por carecer de definição. Escutou, e melhor, falou pouco, fiel ao seu estilo. Quando tudo aquilo tomava forma e começava a envolver-se em polêmicas pesadas, este homem respeitado por todos, em quem é difícil encontrar contradições, forjava lentamente a explosão de Santa María, o incêndio da cidade que havia criado através da alucinação de uma personagem.
Em junho de 1962, Onetti se refere ao Boom com seu conhecido ceticismo e define sua atitude, uma mistura de atenção ao seu entorno com tons ácidos e arltianos que havia criado em Marcha, há mais de vinte anos, em colunas que assinava como “Periquito el a…