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Mostrando postagens de Abril 23, 2020

Stoner, de John Williams

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Por Pedro Fernandes


Quando a obra continuamente negada em seu tempo alcança o reconhecimento tardiamente uma das justificativas sempre repetidas é que ela não estava ao alcance dos leitores de então. No Brasil, por exemplo, essa complicada constatação é sempre oferecida em relação à literatura de Clarice Lispector. No país natal de John Williams, a compreensão se repete com frequência em torno de obras como Moby Dick, de Herman Melville, ou da literatura de Raymond Carver ou do próprio autor de Stoner só redescoberto meio século depois da sua morte. Sua chegada por essas terras só foi possível nessa febre tardia em torno do romance e da obra do escritor do Texas.
Mas, a justificativa não é apenas complicada; é ainda uma daquelas mentiras fabricadas pela crítica – talvez inconscientemente – para não admitir sua falta de sensibilidade ou mesmo a esconder certa implicância proposital em torno de determinados criadores. Não é possível acreditar plenamente na ideia de obra projetada para …