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Mostrando postagens de Janeiro 24, 2018

Reino de Deus, de Frances Lee

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Por Pedro Fernandes


Este filme é sobre a pedagogia dos afetos. A chegada de um trabalhador romeno para ajudar nos afazeres da fazenda da família de Johnny, um rapaz que decidiu substituir a promissora vida urbana pela continuidade na vida rural e vive agora entre a frustração da escolha e a impossibilidade de encontrar uma saída para esta situação, modifica todo um ambiente fundado na rudeza.

Gheorghe, o forasteiro, oferecerá, sobretudo a Johnny, que a depender de qualquer saída para as escolhas erradas, o que nos mantém vivos são as pulsões dos afetos e a honestidade para conosco e com os outros. Ser rude consigo, com os outros e com a vida é erguer ante si mais muros pelos quais a existência, que já é um fardo, se constituirá mais pesada e pobre de ideias. E tudo só se complica se, associado à rudeza, pairar o espírito da desonestidade.
É que Johnny não consegue aceitar, muito provavelmente por uma sorte diversa de intervenções impostas e autoimpostas pelo ambiente onde vive: órfão…