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Mostrando postagens de Julho 3, 2018

Frantumaglia, de Elena Ferrante

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Por Pedro Fernandes  Em “A frantumaglia”, texto que antecede a existência dessa coletânea, Elena Ferrante estabelece algumas definições de um termo que remonta a fala de sua mãe e emprega para justificar a condição existencial de suas personagens, sobretudo as dos seus dois primeiros romances,  Um amor incômodo  (1992) e  Dias de abandono  (2002); dentre elas, uma parece justificar o título dessa obra: “é uma paisagem instável, uma massa aérea ou aquática de destroços infinitos que se revelam ao eu, brutalmente, como sua verdadeira e única interioridade”. Tal revelação, por natureza caleidoscópica e heteróclita, produz em que aparece tomado de  frantumaglia  uma sensação de vertigem, náusea, desnorteamento dos sentidos, o que recobram do indivíduo uma necessidade de recuperar um estágio fundamental ao não perecimento, a vigilância sobre si.   Ao que parece, frantumaglia  é um jogo de elucubração exclusivamente feminino, embora a escritora italiana não deixe de sublinhar n