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Mostrando postagens de Fevereiro 26, 2020

Pablo Picasso, o poeta

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“Se fosse chinês não seria pintor mas escritor, escreveria minhas pinturas.”
“No final de contas, todas as artes são apenas uma. É possível escrever uma pintura com palavras como é possível pintar sensações num poema.” (Pablo Picasso)

A inclinação de Pablo Picasso para as palavras, a literatura, a poesia remontam aos tempos de infância e juventude, quando redigia pequenos jornais em forma de cartas e enviava aos seus pais. Mas, só se revela como escritor a partir de 1935, quando se viu imerso numa crise sentimental e criativa, ocasião que chegou a confessar para o seu amigo Jaume Sabartés que queria mesmo largar tudo, a pintura, a escultura e a poesia, para se dedicar exclusivamente ao canto. Sabe-se que isso não aconteceu, mas no mesmo ano de sua revelação poética, André Breton o consagrava através do seu texto “Picasso poète”, publicado no Cahiers d’Art.
Mais tarde, em 1954, ele organizou e publicou Poèmes et Litographies (ver o final desta matéria). Mas, o trabalho em poesia do p…