Estamos sem a revista Entrelivros e o que resta?

Por Pedro Fernandes 




O mercado editorial brasileiro é muito pobre em publicações de qualidade. Quando estreou por cá a publicação de uma revista preocupada apenas com livros e literatura, vibrei. Era a revista Entrelivros. Saía pela Duetto Editorial e a duras penas consegui comprar alguns números e colecionar alguns especiais. Mas, o que aconteceu não sei: as edições findaram depois de três anos e de 32 números.

Ficaram outras publicações. Mas, concordemos, que o conteúdo não é tão completo como era o da Entrelivros. Outro dos males no Brasil, além da qualidade do que se publica, é nossa falta de vocação para o estabelecimento de projetos dessa natureza a longo prazo como é possível encontrar em outros países. Queixas à parte, fiquemos agora com o que podemos ter. 

Agora podemos dispor gratuitamente do material on-line - e isso é novidade! - do acervo de uma das mais importantes revistas, que não chega ao padrão Entrelivros, mas merece a divulgação. Ficou sendo o que dispomos de melhor em circulação no mercado brasileiro. Seu escopo editorial é mais aberto. A literatura não é apenas o assunto. No seu acervo encontramos textos sobre cultura e ciências humanas. E isso fica aberto, agora, gratuitamente.

Estão digitalizados os conteúdos integrais desde o ano de 1997 de todos os Dossiês que são publicados na revista. Para facilitação e credibilidade da pesquisa, o nome dos autores e o número da edição correspondente são apresentados no início de cada texto. 

Clique aqui para fazer o cadastro gratuitamente no site e aso encontre dificuldades, por favor, envie uma mensagem para site@revistacult.com.br.

A revista? Chama-se Cult. É publicada mensalmente pela Editora Bregantini. Vale a pena conferir. Ah, se a Duetto Editorial tomasse essa atitude um dia. 

Comentários

AS MAIS LIDAS DA SEMANA

11 Livros que são quase pornografia

Memória de minhas putas tristes, de Gabriel García Márquez

Ernest Hemingway não era inimigo de John Dos Passos

“Pano de fundo variado para um destino comum”: Otto Maria Carpeaux e o romance brasileiro

Dez poemas e fragmentos de Safo

O vermelho e o negro, de Stendhal

Boletim Letras 360º #675