Boletim Letras 360º #483

 
 
DO EDITOR
 
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Samuel Beckett. Foto: John Minihan


 
LANÇAMENTOS
 
Quatro peças de Samuel Beckett publicadas pela primeira vez no Brasil.
 
O livro Play Beckett – uma pantomima e três dramatículos reúne “Ato sem palavras II”, “Comédia”, “Improviso de Ohio” e “Catástrofe”. Na primeira, uma pantomima para dois atores, traduzida por Luana Gouveia, vemos as personagens A e B sendo impelidas a uma rotina idêntica, porém performada de maneira totalmente diversa. Em “Comédia”, com tradução de Rubens Rusche, as vozes de um triângulo amoroso — um homem, sua esposa e sua amante – dialogam em elaborado coro, presos em suas respectivas sepulturas, de onde podemos ver apenas seus rostos. A terceira, “Improviso de Ohio”, traduzido por Leyla Perrone-Moisés, trata da perda de um ser amado, da relação a dois, quando só resta um. Segundo a tradutora, “essa é talvez a única peça de amor de Beckett: amor que foi feliz, amor por/de alguém que já morreu e envia outro para confortar o que ficou. Outro que é a sombra desse alguém morto, sombra que é a imagem mesma do que ficou”. Por fim, "Catástrofe", também traduzida por Rubens Rusche, traz para a cena autoritarismo e manipulação. Esta é uma das poucas peças beckettianas de teor político explícito, a qual foi dedicada ao diretor teatral tcheco Václav Havel, naquele momento preso político. As peças aqui apresentadas, escritas entre 1956 e 1982, compõem o espetáculo Play Beckett, encenado pela Cia Instável, com direção de Mika Lins. O livro publicado pela editora Cobogó ainda traz uma apresentação da atriz Simone de Lucia e um posfácio sobre a tradução de Improviso de Ohio escrito por Leyla Perrone-Moisés. Você pode comprar o livro aqui.
 
Uma nova tradução da obra-prima de Virgílio.
 
A Eneida é a obra-prima de Virgílio e o épico nacional da antiga Roma. Escrito no século I a.C., conta a saga de Eneias, um troiano que é salvo dos gregos em Troia e viaja errante pelo Mediterrâneo até chegar à península Itálica. Seu destino era dar origem à descendência dos fundadores de Roma. Após serem lidos pela primeira vez para o futuro imperador Augusto, há mais de dois mil anos, os versos grandiosos e sublimes da Eneida ainda hoje são pura aventura, amores, disputas, perigos, combates e glória. Neles estão guardadas incontáveis referências a todos os grandes poetas, oradores e filósofos que precederam Virgílio na vasta história da cultura Clássica. Além disso, está na Eneida a expressão política do próprio Império Romano: ela consolidou no imaginário de seus leitores o arcabouço mitológico da fundação da nação romana e fez o anúncio da instauração do novo regime e do seu projeto para o futuro. Lidos por inumeráveis gerações, seus versos sempre foram citados, repetidos, adaptados e traduzidos. Ler a Eneida é dialogar direta, indireta ou transversalmente com toda a produção intelectual do ocidente. A tradução de João Carlos de Melo Mota é publicada pela Autêntica. Você pode comprar o livro aqui.
 
Chega ao Brasil um novo livro de Ana Luís Amaral.
 
Em Mundo, Ana Luísa Amaral cria uma paisagem de sons, cheiros, cores, bichos, seres que constituem a vida: a abelha e a flor em descanso, a mesa e a faca pousada, ou as gentes e as suas interrogações. Reconhecida pela capacidade de transformar o quotidiano e de questionar o mundo com uma sensibilidade poética e estética singulares, Ana Luísa nos transporta para seu universo lírico, um dos mais originais e eruditos da poesia portuguesa contemporânea, onde ocupa um espaço estelar. Uma das grandes vozes poéticas contemporâneas em Portugal, Ana Luísa Amaral é autora de dezenas de livros. Recebeu em 2021 o Prêmio Rainha Sofia de Poesia Ibero-Americana, atribuído pelo Patrimônio Nacional Espanhol e pela Universidade de Salamanca, por sua contribuição ao patrimônio cultural ibero-americano. Recebeu também outros prêmios, como o Correntes d’Escritas, o Prêmio Letterario Poesia Giuseppe Acerbi e o Grande Prêmio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores. Mundo é publicado pela Assírio & Alvim Brasil. Você pode comprar o livro aqui.
 
O horror de Auschwitz pela voz de um dos seus artífices.
 
Artífice do assassinato em massa de mais de 5 milhões de judeus em Auschwitz nos anos finais da Segunda Guerra, o oficial SS Rudolf Lang (codinome de Rudolf Höss) narra sua história em primeira pessoa, da infância infeliz, marcada pelos rigores de uma educação religiosa e pelos abusos de um pai fanático, até seu julgamento no tribunal de Nuremberg, onde é condenado à morte. Escrito com base nos prontuários do psicólogo que atendeu o réu na prisão, o romance de Robert Merle desafiou tabus e enfrentou a ira dos historiadores e da crítica literária da época. Sua intenção, no entanto, fica clara para o leitor mais contemporâneo à medida que a frieza do protagonista, suas escolhas e a maneira como racionaliza seus atos são filtrados pela lupa do escritor, abrindo um amplo leque analítico. A obra revolve as entranhas psicossociais que inoculam, na rotina de um indivíduo perturbado, metódico e obediente, a lógica do extermínio em escala industrial. Exatamente setenta anos após sua aparição, A morte é meu ofício, em sua primeira edição brasileira, é leitura fundamental numa era em que a morte volta a ser exaltada pela máquina unificada do discurso de ódio, onde Rudolfs contemporâneos são gestados diariamente. Ao dar voz ao carrasco, Merle joga luzes clarividentes sobre a gênese e a experiência do mal. Ao decifrar seus mecanismos, que se revelam universais e atemporais, oferece munição à resistência e apresenta as armas indispensáveis ao bom combate. A tradução de Arnaldo Bloch é publicada pelo selo Vestígio/ Grupo Autêntica. Você pode comprar o livro aqui.
 
Livro reúne duas peças do argentino Roberto Arlt.

A editora Papéis Selvagens publica duas peças de Roberto Arlt. A primeira, “A ilha deserta” retrata uma pequena revolução que eclode num tradicional escritório quando os funcionários cogitam a possibilidade de viver seus últimos anos de vida “numa cabana à sombra de uma palmeira, sem pensar em horários”. A segunda, uma farsa em que o protagonista, um humilde vendedor de manteiga, é enganado por um grupo de jovens burgueses liderado por Susana. Em “Savério, o cruel”, Arlt desenvolve o tema das relações entre classes e estabelece uma crítica ao militarismo e aos regimes totalitários da época. Na brincadeira forjada pelo grupo de Susana, as personagens fingem que o protagonista é um coronel despótico. O livro abre a Coleção Bertolt.
 
A face contista de Michael Cunningham.
 
Em Um cisne selvagem e outras histórias, sombrios contos de fada são reimaginados pelo premiado autor vencedor do Prêmio Pulitzer Michael Cunningham, e ricamente ilustrados por Yuko Shimizu. Uma maçã envenenada e uma pata de macaco que têm o poder de mudar o destino; uma menina cujos cabelos extraordinariamente compridos são responsáveis por uma catástrofe; um homem com um braço humano e uma asa de cisne; e uma casa, bem nos confins da floresta, feita de confeitos de goma e biscoito de gengibre, glacê de baunilha e açúcar cozido. Em Um cisne selvagem e outras histórias, os habitantes e talismãs de terras distantes, muito distantes — as figuras míticas de nossa infância —, se veem transformados pelo premiado autor Michael Cunningham em histórias de sublime revelação. Aqui estão os momentos que esqueceram de nos contar ou deliberadamente ocultaram nos contos de fadas: os anos posteriores à quebra de um feitiço, o instante arrebatador em que um milagre é concretizado e o destino de um príncipe curado só pela metade de uma maldição. Há também a história do homenzinho com um talento especial que trama para conseguir um filho. E o preguiçoso João, que prefere viver no porão de sua mãe a correr atrás de um emprego, até o dia em que troca uma vaca por um punhado de feijões mágicos. Reimaginados por um dos mais talentosos contadores de histórias da sua geração e ilustrados com delicadeza por Yuko Shimizu — em um estilo que lembra Aubrey Beardsley com um toque de Maurice Sendak —, os contos da hora de dormir nunca foram tão sombrios, perversos e realistas. Com tradução de Roberto Muggiati, o livro é publicado pela Bertrand Brasil. Você pode comprar o livro aqui.
 
REEDIÇÕES
 
Nova edição de O Dia Mastroianni, de J. P. Cuenca.
 
Em O Dia Mastroianni, de J.P. Cuenca, o mesmo autor do livro de crônicas Qualquer lugar menos agora (Record, 2021), acompanhamos as 24 horas da aventura de Pedro Cassavas e Tomás Anselmo, que flanam pela cidade em encontros com mulheres e bebidas, marcando presença em festas para as quais não foram convidados e saboreando os privilégios e as angústias de sua condição existencial e social. Cuenca usa habilmente os artifícios da metalinguagem para criar uma narrativa questionadora de si mesma, que retrata os clichês de uma geração de jovens de classe média cheia de informações e pretensões artísticas, mas incapazes de criar algo original, e que teme os lugares-comuns, mas que não consegue se desvencilhar deles. O jornalista e escritor Paulo Roberto Pires acrescenta, na orelha desta nova edição: “Na ficção contemporânea, O Dia Mastroianni tem lugar tão indefinido quanto sua trama. A léguas do que ainda hoje se espera de um Brasil supostamente profundo, é também um deboche com a literatura urbana e burguesa à qual o próprio Cuenca se vinculara em Corpo presente, seu livro de estreia.” Você pode comprar o livro aqui.
 
A José Olympio reedita a tradução de Lúcio Cardoso para a obra-prima de Liev Tosltói.
 
A grande habilidade de Liev Tolstói em reconstruir, em seus livros, a sociedade moscovita do fim do século XIX atinge seu momento mais precioso em Ana Karenina. De longe, este foi seu livro mais popular desde o lançamento, em 1877, e o mais comentado pela crítica até a atualidade. Neste livro, o celebrado autor russo nos apresenta a história de Ana Karenina, uma mulher que se sente profundamente infeliz e frustrada no casamento. Ela enfrenta o julgamento cruel da alta sociedade ao assumir sua paixão por outro homem, um belo e jovem oficial, que lhe inspira uma paixão arrebatadora. As escolhas de Ana Karenina acabam por afastá-la de seu filho, o que, somado ao posterior desinteresse do amante, a coloca em uma situação sem saída, levando-a ao limite de seu próprio sustento emocional. Tolstói anuncia neste romance uma história de amor que desafia os costumes de sua época. Somos conduzidos, a partir das descrições ácidas que o tornaram um escritor mundialmente conhecido, por conflitos morais temperados com a ruína psicológica de Ana Karenina, o marido, Karenin, e o amante, conde Vronski. Publicada pela Editora José Olympio originalmente em 1943, esta tradução de Ana Karenina, realizada por Lúcio Cardoso, foi a primeira edição integral desta obra-prima no Brasil. Quase oitenta anos depois do lançamento, a casa retoma esta festejada tradução para oferecer aos leitores brasileiros este texto singular, no qual vemos a rara aptidão de Lúcio Cardoso com a linguagem, sem deixar de lado o lirismo e o rigor técnico. Esta edição conta com posfácio, preparação e cronologia de Ésio Macedo Ribeiro. Você pode comprar o livro aqui
 
Reedição da tradução de Lígia Junqueira para O retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde.
 
Publicado em 1890 na lendária revista Lippincott’s Monthly Magazine, este romance já nasceu escandaloso. O editor inclusive submeteu o original a cortes por considerar algumas passagens “indecentes”. O cultuado escritor irlandês revisou essa versão, excluindo alguns trechos, e acrescentou a ela um prefácio e sete capítulos. Com isso, buscou realçar alguns temas — como a tensão entre classes sociais na era vitoriana — e disfarçar outros — como as insinuações homoeróticas “libertinas”. A história foi lançada em livro em 1891. Mesmo após Wilde fazer alterações, buscando um tom mais comedido, ele e a obra foram tachados de “imorais”. Nestas páginas, o artista Basil Hallward, o jovem e belo Dorian Gray e o lorde Henry Wotton, seu mentor, conduzem leitoras e leitores pelos prazeres do corpo e do espírito, propondo reflexões sobre os limites do hedonismo. As cenas e os diálogos revelam o próprio gênio de Oscar Wilde — por vezes paradoxal —, que não se furtou a imprimir nos personagens seus predicados pessoais. Com intuito de pensar os afetos contemporâneos a partir deste clássico, a Editora Civilização Brasileira traz, nesta edição especial, textos inéditos de Fabio Akcelrud Durão e João Silvério Trevisan. Além disso, foi mantida a apresentação do escritor Carlos Heitor Cony, presente na edição anterior. Você pode comprar o livro aqui.
 
Peça clássica do consagrado autor Dias Gomes, O rei de Ramos reúne humor, ação, música, violência, crítica e ritmo.
 
A trama conta com brilhantes canções de Chico Buarque e Francis Hime. Dias Gomes desenvolve em O rei de Ramos a crônica musicada da rivalidade de dois banqueiros do bicho, Mirandão e Brilhantina, cujo ódio recíproco não é suficiente para impedir o amor entre seus filhos, Taís e Marco. Deliciosa comédia de costumes, a peça é também uma sátira da realidade brasileira contemporânea, com seu humor ágil e linguagem certeira. A simplicidade da história envolve; a ironia e a crítica social a temperam. Com enredo extremamente popular, as cenas são tipicamente brasileiras. Mais ainda: é particularmente carioca. Dias Gomes é um mestre na criação de tipos e situações marcantes. Ninguém esquecerá os conflitos entre os dois banqueiros de bicho e sua conciliação, bem como a cena em que o contraventor Mirandão sai morto, nos braços do povo, com a explosão de ritmos, cores e alegrias de uma escola de samba em pleno desfile de carnaval. Viva e autêntica em sua linguagem, que as excelentes canções de Chico Buarque e Francis Hime tanto realçam, a trama envolve e nos leva a participar das jogadas de Mirandão e a torcer pelo seu êxito. A nova edição da peça é publicada pela editora Bertrand Brasil. Você pode comprar o livro aqui.

RAPIDINHAS  
  
Ulysses ou Ulisses 1. Aumentará a presença do Ulysses em língua portuguesa. O tradutor Diego Aguiar Vieira anunciou que trabalha numa nova tradução do grande romance de James Joyce. Sem previsão ainda, mas sairá pela editora Colenda.

Ulysses ou Ulisses 2. A Editora Nova Fronteira adquiriu os direitos da tradução feita por Bernardina da Silveira Pinheiro, a segunda realizada no Brasil. O livro antes saía pela Objetiva/ Alfaguara e foi descontinuado depois da tradução de Caetano Galindo para Penguin/ Companhia das Letras.
 
DICAS DE LEITURA
 
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1. Não me pergunte jamais, de Natalia Ginzburg. Não foi há muito que anunciamos a publicação dessa coletânea de ensaios da escritora italiana, mas desde sempre é um livro que entendemos como essencial por vários motivos; dois deles — a raridade de edições que reúnam em nossa língua esses textos de autora de Léxico familiar e seu inestimável trabalho. A coletânea agora recomendada reúne textos publicados em sua maioria do diário La Stampa entre 1968 e 1970 e neles, Natalia Ginzburg mostra reflexões sobre o seu entorno; entre crônica e ensaio, são inquietações de uma escritora que jamais esteve perdida no tempo que viveu. A tradução é de Julia Scamparini e o livro sai pela editora Âyiné. Você pode comprar o livro aqui.
 
2. A metade fantasma, de Alan Pauls. A obra do escritor argentino já alcançou amplo reconhecimento entre os melhores ficcionistas argentinos desde o aparecimento de O passado, livro que ganhou reedição pela Companhia das Letras quando a editora trouxe este mais recente trabalho de Pauls. Fixado no universo virtual, neste romance encontramos com Savoy, um homem de meia-idade que guarda desinteresse pela tecnologia até iniciar um relacionamento com Carla por internet. Alinhados por interesses próximos — ele por apartamentos e casas por alugar e ela cuidando de casas, plantas e pets alheios — o enovelamento estende-se a expressões curiosas. A tradução é de Josely Vianna Baptista. Você pode comprar o livro aqui.
 
3. O compromisso, de Seguei Dovlátov. A obra do escritor tem sido o destaque no restrito catálogo da editora Kalinka, especializada na publicação de autores russos um tanto fora do radar das demais casas nele interessadas. De 1981, este romance descreve a incursão de Dovlátov pela gazeta Estônia Soviética, em Tállin, onde viveu entre 1972 e 1975. O livro reúne uma dúzia de narrativas situadas entre o jornalismo e a literatura, o fato e a invenção, que demonstram a versatilidade do escritor para o humor e a irreverência. A tradução é de Yulia Mikaelyan. Você pode comprar o livro aqui
 
VÍDEOS, VERSOS E OUTRAS PROSAS
 
1. A Quatro Cinco Um tem sacudido nos últimos dias a monótona vida na cultura literária na maior cidade do Brasil com uma feira do livro. E tem feito ainda uma cobertura interessante com a socialização online de vários textos dos autores participantes discutindo os temas motivadores de suas intervenções. Para quem está perto ou longe, vale uma visita ao site.
 
BAÚ DE LETRAS
 
1. O amor interdito, o que não pode dizer seu nome. Algumas das raízes do clássico de Oscar Wilde encontram semente no drama passional que levou o escritor à ruína. No blog, recorde a história entre o Wilde e Lord Alfred Douglas. 
 
2. No passado 7 de junho, celebrou-se o 70.º de Orhan Pamuk. Recordamos três textos que têm o escritor turco como figura principal: 1) o próprio comenta sobre a tradição dos romances sobre a peste — um texto que traduzimos aqui; 2) um texto de Pedro Fernandes sobre um dos romances mais recentes de Pamuk no Brasil — Uma sensação estranha, aqui; 3) e, uma visita ao imbróglio jurídico que envolve escritor a partir da publicação do seu romance Veba Geceleri.

DUAS PALAVRINHAS
 
O refinamento não se esconde na fraqueza nem na sutileza, mas reside na firmeza e na determinação.
— De Meu nome é vermelho, Orhan Pamuk

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