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Mostrando postagens de Abril 17, 2008

As veias de Saramago poeta, breve homenagem

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Passam-se dois anos que comecei a ler e estudar a obra de José Saramago. Nesse tempo, passei por bons encontros e descobertas das múltiplas facetas de sua escrita: o romancista, o cronista e, agora, o poeta. Sim, ele também escreveu poesia. Um livro que se apresentou recentemente por aqui como do mesmo gênero foi O ano de 1993  (Companhia das Letras, 2007). Mas, os poemas apresentados a seguir não deixam dúvidas do trabalho do escritor por essa seara; são, os dois primeiros, de sua obra Os poemas possíveis  (1966), e último   da obra Provavelmente alegria  (1970). Vale ressaltar que esses livros ainda não estão publicados no Brasil; os recortes, os consegui do rico  Jornal de Poesia . Retrato do poeta quando jovem Há na memória um rio onde navegam Os barcos da infância, em arcadas De ramos inquietos que despregam Sobre as águas as folhas recurvadas. Há um bater de remos compassado No silêncio da lisa madrugada, Ondas brancas se afastam para o lado Com o rumor da se