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Mostrando postagens de Abril 3, 2020

João Cabral de Melo Neto em Barcelona

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Por Ernesto Hernández Busto


No verão de 1947, o poeta brasileiro João Cabral de Melo Neto chegou a Barcelona para servir como vice-cônsul de seu país. Nesse mesmo ano, ele se tornou amigo do pintor Joan Miró e, nos meses seguintes, se relaciona com vários representantes do grupo de vanguarda catalão que, no ano seguinte, em setembro, se uniria à revista Dau al Set (Modest Cuixart, Antoni Tapiès, Joan Brossa Joan-Josep Tharrats, Joan Ponç).
Até essa data, Cabral já havia publicado três de seus livros de poesia – Pedra do sono (1942), Os três mal-amados (1943) e, especialmente, O engenheiro (1945) – consumando o trânsito entre suas primeiras preocupações surrealistas e uma posterior revolução formal da linguagem poética brasileira, onde poderá incorporar as mais radicais conquistas estéticas do século XX. Apenas durante os primeiros anos em Barcelona, ​​ele publicará duas outras obras fundamentais: Psicologia da composição com a fábula de Anfião e Antíodo (1947) e o extenso poema O cão…