Cinco poemas de Robert Lowell

Por Pedro Belo Clara

 
Robert Lowell. Foto: Alfred Eisenstaedt 


DIAS TERMINAIS EM BEVERLY FARMS
 
Em Beverly Farms, um grande bloco de pedra ocupava,
imponente e desconfortável, o centro do jardim —
um irregular toque japonês.
Depois do seu “velho” Bourbon, o Pai,
bronzeado e jovial, de compleição demasiado rosada,
balançava, como se estivesse de serviço no convés,
sob a lanterna em forma de estrela de seis pontas —
a prenda de anos no passado mês de Julho.
Sorria com aquele sorriso oval dos Lowell,
trazia vestido o smoking creme
com a faixa índigo.
Sua cabeça era eficiente e calva,
sua figura, alvo de uma recente dieta, bastante elegante.
 
O Pai e a Mãe mudaram-se para Beverly Farms
para estarem a dois minutos a pé da estação,
a meia hora de comboio dos médicos em Boston.
Não tinham vista para o mar,
mas os carris com a cor azul do céu brilhavam
qual espingarda de dois canos
através do sumagre escarlate de fins de Agosto,
multiplicando-se como cancro
no canteiro do jardim.
 
O Pai tivera dois enfartes.
Guardava ainda economias dissimuladas,
mas o seu melhor amigo era o Chevie preto,
arrumado na garagem como um bezerro sacrificial
de patas doiradas,
ainda sensacionalmente sóbrias,
e menos gastas do que um velho sapato de dança.
O negociante local, um “flibusteiro”,
fora subornado com um “resgate digno de um rei”
para entregar rapidamente um carro sem cromo.
 
Todas as manhãs às oito e meia,
distraído e radiante,
transportando a calculadora e os livros de trigonometria,
as estatísticas de veleiros,
e a régua de cálculo em marfim,
o Pai saía furtivamente no Chevie
para vaguear pelo Museu do Mar de Salém.
Chamava ao conservador
“o comandante da Marinha Suíça”.
 
A morte do Pai surgiu abrupta e sem protesto.
A sua visão era ainda de vinte-vinte.
Após uma manhã com um sorriso ansioso e repetitivo,
suas últimas palavras para a Mãe foram:
“Sinto-me pessimamente”.
 
 
NAVEGANDO DE REGRESSO A CASA VINDO DE RAPALLO
(Fevereiro de 1954)
 
A tua enfermeira apenas falava italiano,
vinte minutos depois consegui porém imaginar a tua última semana
e as lágrimas correram-me pelas faces…
 
Quando embarquei de Itália, com o corpo de minha Mãe,
toda a linha da costa do Golfo di Genova
despontava em flores ardentes.
As zorras loucas, amarelas e azuis-celeste,
saltando como martelos pneumáticos através
do borbulhar spumante do sulco do nosso transatlântico,
faziam lembrar as cores cintilantes do meu Ford.
A Mãe viajava em primeira classe no porão;
sua urna negra e doirada, estilo Risorgimento,
era como a de Napoleão nos Invalides…
 
Enquanto os passageiros se bronzeavam
no Mediterrâneo, sentados no convés,
o cemitério da nossa família em Dunbarton
persistia nas Montanhas Brancas
numa temperatura abaixo de zero.
O solo do cemitério ficava duro como pedra —
muitas das suas mortes haviam sido em pleno Inverno.
Severo e sombrio contra a neve alva acumulada pelo vento,
o seu regato negro e os troncos dos abetos estavam lisos como mastros.
Uma cerca com punhos de lanças em ferro
contornava a negro o registo das campas, na sua maioria coloniais.
 
A única alma não-histórica a vir para este lugar
foi o Pai, enterrado agora sob o recente,
e não consumido pelo tempo, pedaço de mármore com veios rosa.
Até o latim da sua divisa Lowell:
Occasionem cognosce¹,
parecia demasiado remanescente dos negócios e intrometida, aqui,
onde o frio ardente iluminava
as inscrições cinzeladas dos parentes da Mãe:
vinte ou trinta Winslow e Starks.
A geada emprestara a seus nomes uma orla diamante…
 
Na inscrição grandíloqua do caixão da Mãe,
Lowell havia sido incorrectamente soletrado LOVEL.
O cadáver
fora embrulhado como panetone em papel de estanho italiano.
 
 
MARIDO E MULHER
 
Domesticados pelo Miltown², estamos deitados na cama da Mãe;
o sol, despontando em pinturas de guerra, tinge-nos de vermelho;
à plena luz do dia, as colunas doiradas da cama brilham,
abandonadas, quase dionisíacas.
A árvores estão finalmente verdes em Marlborough Street,
as flores desabrochando na nossa magnólia inflamam
a manhã com um branco mortífero de cinco dias.
Durante a noite segurei a tua mão,
como se tivesses
enfrentado pela quarta vez o reino dos loucos —
o seu discurso banal, o seu olhar homicida —
e me tivesses arrastado para casa vivo… Oh, minha Petite,
a mais lúcida de todas as criaturas de Deus, toda ela ainda ar e vigor:
estavas nos teus vinte anos, e eu,
com um copo na mão
e o coração na boca,
esvaziei os Rahvs³ no calor
de Greenwich Village, desmaiando a teus pés
demasiado agitado e tímido,
com uma expressão demasiado impassível para namorar,
enquanto o insistente entusiasmo
da tua invectiva feria o Sul tradicional.
 
Agora, doze anos depois, voltas as costas.
Sem sono, anichaste-te
à almofada como uma criança,
a tua tirada fora de moda —
terna, rápida, implacável —
irrompe como o Oceano Atlântico na minha cabeça.
 
 
MEIA IDADE
 
Agora, em pleno Inverno, o monótono
passeio a pé, Nova Iorque
penetra através dos meus nervos,
enquanto caminho
nas ruas apinhadas.
 
Aos quarenta e cinco,
e a seguir, a seguir?
Em cada esquina,
encontro o meu Pai,
com a minha idade, ainda vivo.
 
Pai, perdoa-me
as minhas ofensas,
como eu perdoo
aqueles que
tenho ofendido!
 
Nunca subiste
ao Monte Sião, deixaste porém
pegadas
de dinossauro na crosta
onde devo caminhar.
 
 
O JARDIM PÚBLICO
 
Lustroso, calcinado, ardente ainda como o ano,
conduzes-me ao nosso recinto estampado.
A cidade e os carros circundam
o Jardim Público. Tudo está vivo —
crianças regressando a casa depois da escola às cinco horas,
lances de futebol cruzando os ares na cidade,
os marinheiros e os seus engates abrigados nas árvores
com rótulos em latim. E o cansado bando
de gaivotas remando para a doca.
O parque fica mais calmo.
Folhas mortas amontoam-se
na bacia de uma fonte, onde
as cabeças de quatro leões de pedra olham imóveis
e sugam torneiras vazias. A noite
cai. Da ponte em arco, vemos
os patos-reais do parque acercando-se, como eles persistem
nadando em círculos e mergulhando à luz da lanterna,
buscando algo oculto na imundície.
E agora a lua, a amiga da terra, que tanto
e tão pouco connosco se inquietou, regressa —
uma estranha, sempre! Enquanto caminhamos,
ela permanece como giz
sobre as águas. Tudo se concentra no solo.
Recordai o Verão! Bolhas de água enchiam
a fonte e nós chapinhávamos. Afogávamo-nos
no Éden, enquanto a lira verde-erva de Jeová
sussurrava à nossa volta nas folhas
que gorgolhavam em redor, revolteando…
A escassa água da fonte cintila em torno
do jardim. Nada se incendeia.
 
 
***
 
Robert Lowell IV nasceu a 1 de março de 1917 em Boston, no estado norte-americano de Massachussetts, originário duma família da classe alta, uma das usualmente designadas “a nobreza de Boston”. Descendia de poetas célebres (James R. Lowell (1819 – 1891) e Amy Lowell (1874 – 1925), postumamente vencedora do Pulitzer), de um famoso general da guerra civil, um dos heróis do conflito, e, entre muitos outros ilustres, de William S. Johnson (1727 – 1819), um dos signatários da Constituição dos Estados Unidos.
 
Talvez por se ter visto nascido e criado em berço de ouro, Lowell fora uma criança terrivelmente indisciplinada nos relacionamentos exteriores à família e com especial predilecção pela violência. Frequentemente, atormentava outros jovens da sua idade, e até mais novos, num apetite por humilhar e denegrir que não parecia ter fim. Não foi à toa que, já adolescente, os amigos mais próximos lhe colocariam a alcunha de “Cal”, uma abreviatura de Calígula, o célebre imperador tirano que no seu tempo aterrorizou Roma, e igualmente de Caliban, um vilão dado à vida pela inspiração de Shakespeare. A alcunha acompanharia Lowell o resto da sua vida, ainda que o amadurecimento proporcionado pela natural passagem do tempo tenha amenizado o seu carácter bélico e opressor.
 
Frequentou, como seria de esperar, escolas de elite. Durante o período liceal, ao travar conhecimento com o poeta Richard Eberhart (1904 – 2005), professor e futuro Pulitzer, o jovem Robert decide tentar a sua sorte no ofício. Terminado o liceu, é aceite na Universidade de Harvard, que frequenta por dois anos. Durante a estadia, visita o já célebre Robert Frost (1874 – 1963) e pede-lhe conselhos para os seus versos ainda imaturos. Porém, os poucos anos vividos na prestigiada instituição foram infelizes e Robert, que era já paciente de psiquiatria, recebe o conselho médico de mudar de universidade, folgando não só do ambiente em que vivia como da proximidade filial. Lowell aceita mudar-se para a Vanderbilt e estudar sob a orientação do poeta e professor Allen Tate (1899 – 1979). Posteriormente, acompanha o seu tutor para o Ohio e aí termina o bacharelato em Estudos Clássicos. Estávamos em 1940.
 
Prossegue os estudos com um mestrado em Literatura Inglesa e começa a leccionar os seus primeiros cursos. Entretanto, dá-se o ataque japonês a Pear Harbour e os Estados Unidos, sem grande margem de manobra, entram no conflito que para a História ficaria conhecido como a Segunda Grande Guerra. Robert, objector de consciência desde o primeiro momento, recusa-se a integrar o exército norte-americano, chegando mesmo a escrever uma carta ao Presidente Roosevelt, explicando os seus motivos (ao que parece, não concordava com os termos de rendição que o seu país impunha ao Japão e à Alemanha nazi). Como consequência, é encarcerado.
 
Certas experiências só enriquecem a obra dum artista, fortalecendo algumas temáticas ou expandindo-a até novos horizontes. Em 1944, decorrendo ainda o grande conflito, Lowell publica o seu primeiro livro de poesia: Land Of Unlikeness (uma possível tradução: “Terra de Discrepância”). É uma obra ainda algo distante do estilo e conteúdo que celebraria o seu autor, fiel a preceitos clássicos, com um formalismo denso, referências históricas e uma forte simbologia cristã. Há uma certa razão para isto: Lowell, em acção subvertida contra seus pais, convertera-se à fé católica. Porém, o livro, que até recebera algumas críticas modestamente positivas, era, naturalmente, o típico exemplo de obra de juventude, ainda apegada ao legado dos seus mentores, dentre os quais o próprio Allen Tate, seu professor e prefaciador da obra em questão.
 
Bastaram, ainda assim, somente dois anos para Robert Lowell receber a aclamação da crítica e da maioria dos leitores do género. Surgirá com a edição de Lord Weary’s Castle (“O Castelo de Lorde Weary”), um livro que até conta com a reedição revista de cinco poemas da obra anterior, bem como de alguns dos seus mais célebres trabalhos. O estilo de escrita não se havia alterado de modo significativo, mas o resultado deste volume, é certo, foi sobejamente bem aceite e alvo de elogios de primeira categoria. No ano seguinte à sua edição, em 1947, Lowell recebe o Prémio Pulitzer e, em 1948, é nomeado Poeta Laureado da Biblioteca do Congresso norte-americano.
 
Quem sabe se embalado por um sucesso súbito e talvez inesperado, Lowell inicia uma participação cada vez mais activa na sociedade de então, ainda que nem sempre com um foco acurado. Deixamos um exemplo: em 1949, Lowell adere ao movimento de denúncia de supostos comunistas a viverem e trabalharem em território americano, acusando a própria directora duma comunidade de artistas onde à época residia. A senhora em causa, nas suspeitas de Lowell, não só daria abrigo a comunistas que constituíam um perigo notório, uma ameaça considerável ao estilo de vida americano, como manteria uma relação homossexual. Apesar de todo o aparato, as queixas foram consideradas ocas, sem suporte factual, e o caso encerrou-se sem grande demora.
 
É importante esclarecer que, durante grande parte da sua vida, Robert Lowell debateu-se contra as agruras duma doença mental, a bipolaridade, que frequentemente o levava a atingir momentos de grande euforia ou de grande depressão, alternadamente, causando diversos internamentos hospitalares. Além disso, acrescerá ainda toda a problemática duma dependência alcoólica. É, pois, justificável, à luz do que se conta, alguma da sua conduta mais desestabilizada, compreendendo-se melhor certos comportamentos mais bruscos ou pouco providos de lógica ao julgamento de alguém, digamos, sadio.
 
A carreira docente continua a merecer um forte investimento durante o dealbar da década vindoura. De facto, ao longo dos anos, Lowell leccionará em diversas universidades de prestígio, como Boston, Yale e Harvard, sendo professor de personalidades que, mais tarde, também se destacarão no género: dentre elas, talvez as mais famosas sejam Sylvia Plath (1932 – 1963) e Anne Sexton (1928 – 1974). A par do seu percurso como poeta, Lowell granjeia imenso prestígio como professor. Futuramente, será elogiado e celebrado por vários antigos alunos em ensaios e crónicas próprias.
 
Se o seu terceiro livro, editado em 1956, não logra obter o sucesso do anterior, o seguinte, lançado em 1959, retoma o caminho da fama. Falamos de Life Studies (“Estudos de Vida”), uma das principais obras de Lowell, talvez só tocada de perto por For The Union Dead (“Aos Mortos da União”), de 1964. Este trabalho abre sérias fendas no seu legado anterior e irá firmar Lowell como o fundador da poesia confessional, apesar de tal epíteto ter o seu quê de polémico, uma vez que muitos críticos não o consideram como o modelo típico do poeta confessional, pois amiúde traz teor público (assuntos da época, preocupações daqueles tempos) para a sua poesia que, apesar de tudo, também oferece um lado íntimo. É nesta obra que entramos verdadeiramente no mundo de Lowell, na sua visão sobre a vida humana e a sua posição no mundo, os ditames sociais, as lutas interiores contra a doença, as tensões familiares… Enquanto um preceito de verso livre começa a penetrar no seu trabalho, bem como o recurso a uma linguagem menos formal. No ano seguinte, Lowell vence o National Book Award graças ao seu trabalho inovador e, em muitos aspectos, pioneiro. Muito mais tarde, em 2005, Life Studies será considerado, pela Academia de Poetas Americanos, um dos mais relevantes livros do género do século XX, oficialmente o grande percursor do movimento confessional.
 
Na década de sessenta, já Robert Lowell é uma figura amplamente conhecida e celebrada, algo raro num poeta, diga-se. Algumas vozes não hesitam em laureá-lo como o melhor poeta americano da sua geração. Uma vez que a exposição pública era significativa, é natural que a fama, como uma aura envolvendo a sua figura, fosse constantemente alimentada. Aproveitando as instabilidades da década, Lowell torna-se um contestatário de peso contra o conflito que os Estados Unidos iniciaram no Vietname. Será também o tempo em que lança um dos seus melhores trabalhos, o antes referido “Aos Mortos da União”. Seguir-se-á The Old Glory (“Velha Glória”, o nome que os americanos dão à sua bandeira), uma compilação de três peças de teatro de um só acto, amplamente elogiada e premiada.
 
A sua poesia começa a politizar-se um pouco, neste momento, revelando uma certa tendência em regressar às formalidades originais, experimentando o soneto. A década seguinte irá confirmar a sua decisão em explorar o género, continuando com o teor confessional, por vezes algo diarístico — já uma marca do seu trabalho. Com isto chegamos a 1973 e ao lançamento da obra The Dophin, “O Golfinho”, o nome que carinhosamente dava à sua nova (e terceira) esposa. Apesar do aparato familiar que a obra causou, expondo o teor de conversas íntimas, ao apresentar poemas baseados na correspondência que uma das ex-mulheres manteve com Lowell, valeu ao seu autor, em 1974, o segundo Pulitzer.
 
Infelizmente, a nem sempre pacífica vida de Robert Lowell, marcada pela doença mental, o alcoolismo e por três casamentos (curiosamente, todos com mulheres escritoras), não duraria muito mais tempo. Porém, ainda houve oportunidade de lançar Day By Day (“Dia a Dia”), o único volume a conter somente poemas de verso livre. A obra dividiu bastante a crítica, mas foi capaz de granjear mais prestígio e prémios de montra ao poeta em questão. Decorria o ano de 1977, aquele que seria o ano da sua morte, vítima de ataque cardíaco, no interior dum táxi em Manhattan, Nova Iorque, enquanto se preparava para visitar a sua segunda ex-mulher. Tinha sessenta anos de idade.
 
Toda a sua obra parece demonstrar um esforço, mantido quase com a mesma tensão com que se puxa e segura uma corda, entre as formalidades exigidas pela poesia clássica e a liberdade oferecida pela espontaneidade das artes informais. Aliás, o próprio Lowell admitiria ser grande apreciador da poesia do seu professor Tate, mais inclinado para a arte formal, e, entre outros, de William Carlos Williams, mais dado à informalidade artística. Talvez, intimamente, tivesse sempre tentado encontrar o seu espaço de liberdade dentro das restrições formais que considerava ser apanágio da poesia. Levou muito de si para o espaço poético, mas igualmente do aspecto público da vida social. A sua poesia manifesta preocupações políticas e sociais, desassossegos íntimos surgidos do decorrer da própria existência, desafios da vida familiar, o encontro com a morte, provações impostas pela doença mental, a angústia que esta lhe gerava ao vê-la foco de apreensão entre os seus entes mais queridos… Sobre estes aspectos, podemos sem reserva afirmar que a sua poesia foi, para a época, veramente original.
 
A questão do lugar, o espaço físico elevado no espaço do poema, também adquire importância na sua temática, nomeadamente a região da Nova Inglaterra, que eleva quase ao nível mitológico, em particular numa fase inicial. Além disso, identifica-se um perfil de poeta-historiador bastante interessante que, em certos momentos, traz à memória a herança do grego Kaváfis.  
 
Decerto por esta combinação pouco vulgar, também pelo seu carisma enquanto figura pública, que sempre se revela um bom auxílio na divulgação duma obra, quase sempre proporcionando um elevado volume de vendas, Robert Lowell é considerado um dos mais relevantes poetas americanos do período do pós-guerra. Não nos é pedida opinião, mas, sinceramente, não temos qualquer protesto a apresentar.
 
Notas
 
* Selação a partir de Aos Mortos da União – E Outros Poemas (Assírio & Alvim, 1993, Tradução de Mário Avelar).

1 Uma possível tradução: “reconhece a oportunidade”.
 
2 Um medicamento de acção calmante, algo comum à época.
 
3 Referência a Philip Rahv (1908 – 1973) e sua esposa. Nascido na Rússia, Rahv foi um influente crítico literário e destacado ensaísta norte-americano. Foi igualmente editor da Partisan Review.

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