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O Mentiroso, de Henry James

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Por Pedro Belo Clara



O seu maior biógrafo, Leon Edel, não teve dúvidas quanto à qualidade da breve novela que hoje se apresenta: "Um grande êxito", diria oportunamente.
Criada pela mão de um escritor que nasceu norte-americano e faleceu inglês, e que nos entretantos publicou, de romances a narrativas curtas, trabalhos tão emblemáticos quanto Daisy Miller (1878), Os Europeus (do mesmo ano), Washington Square (1880) ou O Retrato de uma Senhora (1881), não goza, apesar de ser digna dos seus louvores, do mérito das produções de proa de Henry James, actualmente creditado como um dos maiores novelistas da língua inglesa, nomeado para o Prémio Nobel em 1911, 1912 e 1916 – os derradeiros anos da sua vida.
Mas nem sempre foi assim. Na verdade, James vestiu muitas vezes, mesmo que não o desejasse, o traje do malfadado autor, embora tenha arduamente lutado pela aceitação da sua literatura junto da mais exigente crítica – ao ponto de, como o próprio admitira a seu irmão, aflorarem lágrima…