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Mostrando postagens de Julho 20, 2020

“Matita Perê” entre o épico e o lírico

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Por Felipe de Moraes
Matita Perê1
No jardim das rosas
de sonho e medo pelos canteiros de espinho e flores lá quero ver Você olerê olará, Você me pegar Madrugada fria de estranho sonho acordou João, cachorro latia João abriu a porta o sonho existia
Que João fugisse que João partisse que João sumisse do mundo de nem Deus achar, lerê
Manhã noiteira de força viagem leva em dianteira um dia de vantagem folha de palmeira apaga a passagem o chão, na palma da mão, o chão, o chão
Manhã redonda de pedras altas cruzou fronteira da servidão olerê quero ver olerê
E por maus caminhos de toda sorte buscando a vida encontrando a morte pela meia rosa do quadrante norte João, João
Um tal de Chico chamado Antonio num cavalo baio que era um burro velho que na barra fria já cruzado o rio lá vinha Matias, cujo nome é Pedro aliás Horácio, vulgo Simão lá um chamado Tião chamado João
Recebendo aviso entortou caminho de nor-nordeste pra norte-norte na meia vida de adiadas mortes um estranho chamado João