Boletim Letras 360º #501

 
 
DO EDITOR
 
1. Caro leitor, até o mês de novembro, lembrarei aqui sobre o sorteio que agora o blog realiza com o apoio da Editora Trajes Lunares. A casa disponibilizou dois Kits de livros para sorteio entre os participantes do nosso clube. Este clube de apoios é uma das alternativas para ajudar este blog com o pagamento das despesas anuais de hospedagem na web e domínio.
 
2. Para participar dos sorteios é simples. Envia um PIX a partir de R$15 a blogletras@yahoo.com.br; para saber mais sobre os livros da Trajes Lunares disponíveis e sobre outras formas de apoiar, visite aqui. E lembro que: a aquisição de qualquer um dos livros pelos links ofertados neste Boletim garante a você desconto e ajuda ao blog sem pagar nada mais por isso.
 
3. Um rico final de semana com boas leituras!

Marcel Proust. Foto Researchers RM.


 
LANÇAMENTOS

Os dois primeiros volumes da nova tradução para a obra-prima de Marcel Proust

1. Para o lado de Swann é o primeiro dos sete livros que compõem o romance À procura do tempo perdido. Publicado originalmente em 1913, este tomo apresenta o leitor às reminiscências da infância do Narrador e a personagens como Charles e Gilberte Swann, Odette de Crécy e conde de Forcheville. É também aqui que está presente o icônico episódio das madalenas — quando o Narrador, ao provar um bolinho, é tomado por uma alegria imensa, fruto da memória involuntária das férias que passava em Combray. Mario Sergio Conti, que assina a tradução, a introdução e as notas desta edição, destaca a polivalência temporal do Narrador, que “raciocina acerca do que acontece no presente, e também adota a perspectiva de quem está no futuro e analisa o passado”. O volume inclui ainda prefácio de Etienne Sauthier, que contextualiza a recepção da obra proustiana no Brasil. Você pode comprar o livro aqui.

2. Publicado pela primeira vez em 1919, À sombra das moças em flor rendeu a Marcel Proust o prêmio Goncourt. Ambientado em Paris e na praia imaginária de Balbec, na Normandia, o livro trata da adolescência e do amor juvenil — desde a relação do Narrador com Gilberte Swann até a descoberta de um novo universo de sensações e seu deslumbramento pelas moças que dão título ao romance. É ainda nessas páginas que são introduzidos outros personagens decisivos, como Albertine, Robert de Saint-Loup e o barão de Charlus. De acordo com Rosa Freire d'Aguiar, que assina a tradução, a introdução e as notas desta edição, a obra “revela um observador excepcional que desmonta as engrenagens de todos os aspectos de nossa vida, impressões e emoções, palavras e gestos, cheiros e suspiros.” Os dois volumes são publicados pela Companhia das Letras. Você pode comprar o livro aqui.

Os escritores seduzidos pela América.
 
Há muitos livros de historiadores sobre viagens de europeus à América Latina, mas a maioria deles se restringe ao período desde os descobrimentos no século XV até o século XIX. Américas, um sonho de escritores, do autor Philippe Ollé-Laprune, toma vários escritores ocidentais do século XX, como Blaise Cendrars, Stefan Zweig, Ernest Hemingway, os surrealistas e mais outros tantos, e conta sobre suas viagens para países como Brasil, Argentina, Cuba, México, e sobre suas percepções sobre esses lugares. Blaise Cendrars, Stefan Zweig e Georges Bernanos no Brasil; Roger Caillois e Witold Gombrowicz na Argentina; William S. Burroughs, Victor Serge, D.H. Lawrence, Malcolm Lowry, César Moro e os surrealistas franceses no México; Henri Michaux no Equador; Ernest Hemingway e Robert Desnos em Cuba. Para cada um destes, um capítulo. Com seu indiscutível talento como narrador, Philippe Ollé-Laprune relata em Américas os dramas pessoais desses escritores e o encontro deles com estas terras de paixões, desequilíbrios e exaltações que deram origem a algumas das obras mais significativas do nosso tempo. Américas, um sonho de escritores é o primeiro livro de Ollé-Laprune a que os leitores brasileiros têm acesso em português, aliás com o acréscimo dos capítulos sobre Gombrowicz e Lowry, respectivamente, na Argentina e no México, que não constam na edição francesa do livro. O livro é publicado pela editora Estação Liberdade com tradução de Leila de Aguiar Costa e prefácio de Patrick Deville. Você pode comprar o livro aqui
 
Gertrude Stein e os desafios poéticos da linguagem.
 
“Uma garrafa, isto é um vidro cego”. Esse é o título do primeiro poema do Tender buttons, de Gertrude Stein. Aí já começamos a ver alguma coisa. Ou melhor, a não ver. Porque quando se trata de Stein, não é de transparência — o vidro — que estamos falando. Mas de opacidade – cego. Não que o sentido seja totalmente eliminado. Nas descrições insólitas que ela faz de objetos, de alimentos ou de quartos, algo do referente permanece. Mas a linguagem em si é decomposta e recombinada. Algo como fazem os cubistas com suas formas, Picasso, Braque. Não à toa, amigos e referências de Stein. No caso dela, porém, estamos em território textual, não visual. Daí o estranhamento maior. Stein pega as palavras e as trata como objetos, como pecinhas. Criança que desmonta o brinquedo e remonta de um jeito inédito. “Esqueça a gramática e pense em batatas”, escreveu ela no livro How to Write, de 1931. Tem coisas que Stein não nos deixa esquecer. Primeiro, que é de linguagem que se trata, como foi dito. Não é outra coisa, não é o conteúdo, embora a ligação não deixe de existir. Segundo, que a linguagem é um deleite. Um deleite, um prazer, uma delícia. Como trava-línguas. Ou repetir uma frase até perder o sentido. “Uma tentação qualquer tentação é uma exclamação se há delitos e ossinhos.” Jogar, brincar. “Brame brame, manteiga. Deixe um grão e mostre, mostre. Eu espio.” Como diz o tradutor Arthur Lungov no posfácio, Stein faz tudo isso sem inventar palavras, sem os neologismos de Joyce ou os sons assemânticos dos dadaístas. É tudo na sintaxe. “As palavras que lemos em Tender buttons são relativamente simples e cotidianas; é a maneira pela qual estão dispostas que nos desconcerta”, escreve. E esse desconcerto é um estranhamento é um espanto é um deleite. A tradução de Lungov é feliz na recriação de um texto tão cheio de desafios, mantendo o frescor e a graça do original, dos trocadilhos ao aspecto sonoro, das rimas e aliterações às repetições e pontuação. Elementos que formam o ritmo tão peculiar da autora. Escritos entre 1912 e 1913, os botões de Stein continuam tão tenros na tradução quanto eram há 110 anos. Aos leitores e leitoras, cabe se entregar à experiência do texto e relaxar, desistindo de qualquer ideia de transparência, de apreensão absoluta de significado ou interpretação. “Cadências, cadências reais, cadências reais e uma cor quieta.” Aí começa o jogo, a cabra-cega. “É melhor que lagos inteiros lagos, é melhor que semear.” O livro é publicado pelas Edições Jabuticaba.
 
Um Hermann Hesse que fez a cabeça de Freud.
 
Peter Camenzind foi muito bem recebido desde a sua publicação em 1904, tendo fascinado Sigmund Freud. O livro, responsável por trazer sucesso e notoriedade a Hermann Hesse, ecoa alguns de seus célebres personagens e apresenta temas importantes que ele mais tarde aprofundaria em seus escritos, como a paixão pela natureza, a desconfiança com relação às pessoas, a nostalgia da ingenuidade perdida e a ânsia pela transcendência. A tradução de Claudia Abeling é publicada pela Editora Todavia. Você pode comprar o livro aqui.

Romance que abre um díptico magistral em que Cormac McCarthy nos leva ao sul dos Estados Unidos dos anos 1980 para recontar a história de Western, um homem assombrado pela morte da irmã, e que se envolve em um complô de grandes proporções.

Pass Christian, Mississippi, 1980. São três da manhã quando Bobby Western mergulha na escuridão do oceano. As lanternas subaquáticas revelam partes de um jato afundado, onde nove corpos ainda estão presos aos assentos. Os documentos de navegação, no entanto, desapareceram, assim como a caixa-preta. Deveria haver um décimo passageiro, mas não há sinal dele. De volta à terra firme, Bobby segue as pistas que podem ajudá-lo a elucidar o mistério, que se torna mais intrincado à medida que ele avança. Em pouco tempo, ele é acossado por autoridades do governo e tem sua vida pessoal devassada. O protagonista, em si, é também um mistério. Por meio da narrativa econômica e elusiva de McCarthy, mergulhamos em seu passado e conhecemos seus fantasmas: o pai foi um físico que participou do desenvolvimento da bomba de Hiroshima, e a irmã Alicia, frágil e instável, morreu de forma trágica. Ela é a única pessoa que Western realmente amou na vida, e sua ausência lhe arruína a alma. Em O passageiro, McCarthy cria um romance impressionante sobre moral e ciência, sobre as consequências do amor desenfreado e a loucura nos desvãos da consciência. O passageiro faz parte de um volume duplo de romances, a ser concluído com Stella Maris. A tradução de Jorio Dauster é publicada pela Companhia das Letras. Você pode comprar o livro aqui.

A estreia de Mar Becker no catálogo luso-brasileiro de poesia.
 
Sal, da poeta gaúcha Mar Becker, finalista do prêmio Jabuti 2021 com A mulher submersa, nos conduz ao universo feminino, feito por meio do desenho de cenas quase imperceptíveis: as peças de roupa de uma casa distribuídas aqui e ali, nos recostos da cadeira, ao fim do inverno, para secarem em dias de chuva; o estojo de esmaltes de mulheres já feitas, tomado de assalto por uma menina; o ressecamento do suor, do líquido, o que talvez dê notícias de um sentimento de mar nos corpos; a cristalização da vida, a petrificação daquela para quem, como para a mulher de Lot, o amor (a uma cidade ou a um rosto) chama a olhar para trás. Como resultado, surge esta escrita sobre o mundo da mulher, ou das mulheres, como uma linhagem em que se reproduz o gesto, a história, a emoção. Evocando sua infância com a família em Passo Fundo, Rio Grande do Sul, onde nasceu, Becker produz vibrações sublimes, estranhas, particularmente quando forças opostas se entrelaçam, no imprevisível modo que só a grande poesia sabe expressar. O livro é publicado pela Assírio & Alvim Brasil.
 
A chegada de Valentina Maini ao Brasil.
 
O emaranhado de Valentina Maini conta a história de Gorane e Jokin, dois gêmeos filhos de terroristas do ETA que se perdem e se buscam entre Bilbao e Paris em meio a shows de drum & bass, escritores egocêntricos, heroína, garotas da Nouvelle Vague e fantasmas familiares e históricos. De um lado, é a história de um amor pessoal e de uma catástrofe coletiva irremediavelmente enredada. De outro, contudo, é também uma reflexão sobre as histórias e a capacidade que elas têm de gerar mundos, por isso é um romance profundamente metanarrativo que, como uma lanterna mágica, projeta as sombras de Bolaño e Aagota Kristof, de Clarice Lispector e Burroughs. Como no Bolaño d’Os detetives selvagens e nos primeiros romances de Jennifer Egan, ninguém é quem diz ser e todos são espiões em uma guerra fria de sentimentos: o resultado é o de um prisma psicodélico, uma voz que, como a de um ventríloquo, é muitas vozes, uma obra que brilha em cores que mudam a cada página e explode em todas as direções sobre as linhas de um desejo arrebatador. Enfim, um romance de rara potência, não apenas muito bem escrito (Maini é uma poeta e mostra bem isso, as palavras queimam), mas capaz — e hoje isso é realmente incomum — de unir a superfície da forma à matéria viva que se agita no fundo da alma. Seria um livro incrível mesmo que fosse o trabalho de uma autora estabelecida, o fato de ser a estreia de uma autora na casa dos 30 anos tem algo de sobrenatural. Com tradução de Cezar Tridapalli, o livro é publicado pela Editora Âyiné. Você pode comprar o livro aqui.
 
Passar em revista o conceito de antropofagia.
 
Nos textos reunidos em Saudades do mundo, a Antropofagia é tomada como um conceito ampliado, tanto no tempo quanto em sua compreensão teórica. Partindo da proposta de Oswald de Andrade — mas incluindo aproximações ao tema que vão de Joaquim de Sousândrade a Eduardo Viveiros de Castro —, Eduardo Sterzi constrói um arrojado projeto intelectual que revisita e amplia as discussões gestadas em nosso modernismo. O livro é publicado pela Editora Todavia. Você pode comprar o livro aqui.
 
RAPIDINHAS
 
Marcel Proust: fábrica de uma obra. É o título da exposição aberta pela Biblioteca Nacional da França  no último dia 11 de outubro de 2022. Esta é a maior exposição em torno do autor de À procura do tempo perdido; reúne 350 peças, entre as quais muitos dos manuscritos que resultaram na publicação de sua obra mais conhecida. O evento é uma das celebrações em torno do centenário de Proust, celebrado a 18 de novembro.

A edição especial de um romance iconoclasta. A Companhia das Letras continua as celebrações pelo centenário de José Saramago no  Brasil. Desta vez, publica uma edição especial de O Evangelho segundo Jesus Cristo. O romance de 1991 foi motivo de uma celeuma envolvendo autoridades da política e cultura portuguesa, além de valer alguns dos embates do escritor com a igreja católica.

Prêmio Literário Biblioteca Nacional 2022. Na categoria romance, o ganhador foi Antonio Geraldo Figueiredo Ferreira com Siameses (Kotter Editorial). O sono dos humildes (Editora Patuá), destacou Alexei Bueno na categoria poesia.   
 
REEDIÇÕES

Nova edição traz dois livros de um dos mais renomados contistas uruguaios.
 
Em cerca de meia centena de contos, o uruguaio Mario Arregui (1917-1985) construiu um mundo narrativo no qual soube explorar a fundo e mostrar à flor da pele alguns conflitos e inquietudes tão enraizados quanto encobertos que, desde obscuras origens, moldam a natureza humana. Compelido a ter como subsistência terras rurais que herdou, tornou-se estancieiro, mas sobretudo um versado conhecedor da criação de gado num país que chegou a ter mais vacuns e ovinos do que homens e mulheres. Essa exigente ocupação, que contribuiu decisivamente na formação de sua personalidade, não o impediu de frequentar a vida social no departamento em que nasceu, Flores, tampouco de compartilhar de vez em quando, com suas amizades na capital, tanto a boemia intelectual como a rebeldia da luta política em Montevidéu, assumidas ambas com igual fervor. Com o perfil crítico da geração a que pertenceu, consequente leitor e viajante eventual além-fronteiras, apaixonado homem de esquerda que, durante a ditadura, pagou o preço de sua militância, foi mormente um escritor obstinado e rigoroso, articulador de uma linguagem austera, persuasivo e sedutor, adestrado na implacável e tensa estrutura do conto, na qual concebeu e produziu, desde a campanha uruguaia, algumas peças magistrais e antológicas. Desse labor exemplar, que indica o domínio do autor sobre personagens, situações e sequências, com a transparência e a naturalidade proporcionada apenas pelo íntimo conhecimento do vivido e do imaginado, numa escala que vai desde o drama profundo ao humor sagaz, este volume reúne, sob os sugestivos títulos de Cavalos do amanhecer e A cidade silenciosa, duas séries dos melhores e mais representativos contos de Arregui, na versão em língua portuguesa do experiente tradutor e narrador brasileiro Sergio Faraco, fiel amigo do autor e minucioso e lúcido intérprete de sua obra. O livro é reeditado pela L&PM Editores. Você pode comprar o livro aqui.

DICAS DE LEITURA
 
Na aquisição de qualquer um dos livros pelos links ofertados neste boletim, você tem desconto e ainda ajuda a manter o Letras.
 
1. Pornografia, de Witold Gombrowicz. A obra do escritor polonês já uma vez foi recomendada nesta seção. Neste livro, toma corpo o que já observáramos em Ferdydurke: como Gombrowicz utiliza-se de formas e expressões da prosa para reinventá-las. Como bem foi descrito: a história dos amigos Witold e Fryderyk, intelectuais boêmios que visitam uma fazenda na Polônia ocupada pelos nazistas, é ora uma novela pastoral, uma farsa melodramática, um thriller político, um romance policial, ora é tudo isso e nada disso. A tradução é de Tomasz Barcinski e está publicada pela Companhia das Letras. Você pode comprar o livro aqui
 
2. A boneca Kokoschka, de Afonso Cruz. A história do pintor Oskar Kokoschka e sua boneca feita à imagem e semelhança da sua amada contada por Mathias Popa ressignifica a vida e o destino de um grupo de pessoas sobrevivente às quatro toneladas de bombas lançadas sobre Dresden durante a Segunda Guerra Mundial. Eis o motivo da narrativa desse romance de Afonso Cruz publicado entre nós pela editora Dublinense e que na observação do português Jornal de Letras reúne todas as qualidades literárias do escritor: o gosto pela história curta, a extrema atenção dada à forma e a propensão por enredos labirínticos. Você pode comprar o livro aqui.  
 
3. Alma corsária, de Claudia Roquette-Pinto. Um livro com seis livros. Assim poderíamos sintetizar o recente trabalho da poeta que regressa quase uma década depois de Margem de manobra. “Alma corsária”, “Na estrada”, “As horas nuas”, “Poemas do Rio”, “Escritos na pandemia” e “Resumo da ópera” se alinhavam pela maneira como a poeta percebe o mundo e em que o impulso de liberdade se manifesta no trabalho de se arriscar para além das fronteiras vigentes. O livro foi publicado pela Editora 34. Você pode comprar o livro aqui
 
VÍDEOS, VERSOS E OUTRAS PROSAS
 
1. Neste 15 de outubro de 2022, celebramos o centenário de Agustina Bessa-Luís, importante nome para a literatura de língua portuguesa do século XX. No arquivo de vídeos em nossa página no Facebook, compartilhamos uma intervenção de Agustina Bessa-Luís para o programa Perfil, da RTP, em 1.º de novembro de 1978. A escritora lê um texto no qual  apresenta uma reflexão pessoal sobre os diferentes níveis e conceitos de felicidade. Veja aqui.

BAÚ DE LETRAS
 
Em continuidade ao tema do centenário de Agustina Bessa-Luís, destacamos abaixo algumas das publicações disponíveis no blog sobre a escritora portuguesa e sua obra.
 
1. Em 2009, reproduzimos um texto de Carlos Leme Câmara publicado na revista Ler no mesmo ano e que é uma excelente entrada no universo ficcional de Agustina. 

2. Do mesmo autor, do mesmo ano e periódico, compartilhamos este texto sobre A ronda da noite, romance publicado três anos antes. 
 
3. Agustina Bessa-Luís morreu a 3 de junho de 2019. Na ocasião, a seção Dicas de Leitura do Boletim Letras 360.º do dia 8 de junho de 2019 foi dedicada a obra da escritora. Constam cinco livros para os leitores que buscam conhecer melhor sua rica literatura.
 
4. No ano seguinte, Pedro Fernandes escreveu sobre um dos principais romances de Agustina: A sibila. Você pode ler o texto aqui.

5. E, neste ano do centenário, vale recordar o texto de Silvina Rodrigues Lopes. É um ensaio que examina acuradamente os principais interesses do rico universo literário de Agustina Bessa-Luís.
 
DUAS PALAVRINHAS
 
Parte da originalidade dum escritor depende das fontes dos seus plágios.  É preciso dominá-las bem para poder usá-las da maneira mais convincente.
 
― Agustina Bessa-Luís.

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