Boletim Letras 360º #546



Roque Larraquy. Foto: Pablo García

LANÇAMENTOS
 
Um novo livro do escritor argentino Roque Larraquy chega ao Brasil.
 
O insólito literário é a chave de leitura que consegue dar conta dos absurdos da história recente humana, perpetrados pelos processos de colonização europeus. E Roque Larraquy tece com maestria seu insólito, adicionando temas caros à ficção científica nesta crítica a facetas argentinas que esse país desejaria esquecer. A telepatia nacional, como nas melhores histórias da literatura fantástica, insere nomes reais em uma trama ficcional complexa. Inicia com o sequestro de índios da Amazônia peruana em 1930, que são levados, através do Brasil, a Buenos Aires. O objetivo? Replicar em solo portenho o projeto asqueroso europeu que gerou lucros imensos no século XIX: um zoológico humano. Contudo, se esse enredo parece focar no passado, não se engane! Larraquy se vale de tais acontecimentos com o intuito de minar nossas certezas sobre a diferença entre o real e o imaginado, a memória e o delírio e, por fim, o que se é e o que se pode ser. Somente o contato com o Outro pode fazer o indivíduo escapar, mesmo que um pouco, de si mesmo. “Não creio que nascer e crescer em algum lugar imponha a condenação de uma única visão do mundo, nem que a terra ou a cartografia do Estado sejam a prisão de uma identidade”, lemos em certo ponto do livro. A ficção científica se consolidou nos temas dos contatos e das identidades e este romance é a prova de que Larraquy sabe usá-los de forma habilidosa. (Rafael Ottati). Com tradução de Sérgio Karam, o livro sai pela editora Moinhos. Você pode comprar o livro aqui.
 
A editora Todavia finda 2023 com mais quatro títulos reeditados da obra de Antonio Candido.
 
1. A educação pela noite. Começando por Álvares de Azevedo, autor ao qual Candido dedicou atenção singular, esta reunião de ensaios vai desde um olhar sobre os jovens do “realismo poético”, a ensaios sobre os escritos pessoais de Lima Barreto, à poesia de cunho pessoal de Carlos Drummond de Andrade, Murilo Mendes e Pedro Nava, além de textos sobre críticos e sobre a nossa recente ficção. Você pode comprar o livro aqui
 
2. Teresina Etc. Considerado “o mais político” de seu autor, este livro começa tratando de Teresina Carini Rocchi, socialista italiana que veio para o Brasil em 1890 e aqui se integrou nos movimentos de reivindicação social em São Paulo até 1910. A segunda metade conta com seis textos variados, entre eles, um ensaio sobre Raízes do Brasil, de Sérgio Buarque de Holanda. Você pode comprar o livro aqui.
 
3. Um funcionário da monarquia. Este volume conta a história de Antônio Nicolau Tolentino, burocrata de origem social modesta que entrou em choque com os senhores da política, quando tentou substituir, no serviço público, o pistolão e o compadrio por concursos que gerassem carreiras escalonadas segundo o mérito. Figura ainda nesta edição uma entrevista com Candido. Você pode comprar o livro aqui.
 
4. Vários escritos. Os ensaios deste livro estão organizados em duas partes. A primeira começa com a obra de Machado de Assis e um texto sobre Oswald de Andrade. Vem depois a leitura da poesia de Carlos Drummond de Andrade, um longo apanhado sobre o tema do jagunço, e uma abordagem da obra O Uraguai, de Basílio da Gama. A segunda versa sobre o direito à literatura, entre outros escritos. Você pode comprar o livro aqui.
 
Após décadas ministrando oficinas literárias, Noemi Jaffe decidiu sintetizar seus ensinamentos em sete princípios fundamentais.
 
Voltado a escritores iniciantes ou experientes, Escrita em movimento não é um mero manual, mas uma jornada pela exploração e pelo desenvolvimento da voz literária única de cada artista através da conscientização dos próprios processos. Desde que as oficinas literárias surgiram, debate-se uma questão central: é possível aprender a produzir ficção, da mesma maneira como se estuda outros ofícios? Se existe uma forma de transmitir esse conhecimento, não é com regras e truques de manual, e sim pensando a escrita de modo aberto e livre, através de preceitos norteadores que perpassam a linguagem. E é essa a proposta deste livro, uma reflexão sobre o próprio processo de escrever — da escolha cuidadosa das palavras à intenção por trás de cada texto, da busca pela originalidade ao mergulho corajoso na experimentação literária. Sintetizando a vasta experiência de Noemi Jaffe em sala de aula, Escrita em movimento traz também entrevistas com diferentes autores de destaque, como Beatriz Bracher, Milton Hatoum, Eliana Alves Cruz, entre outros, para oferecer variados pontos de vista a respeito dos princípios que estruturam o texto e que integram a caixa de ferramentas de todo artista da palavra, proporcionando um panorama amplo da escrita contemporânea, que recusa todos os rótulos. O livro sai pela Companhia das Letras. Você pode comprar o livro aqui.
 
Mais um título de Charles Bukowski no projeto de reedição da HarperCollins Brasil.
 
Em cartas redigidas entre 1945 e 1993, endereçadas a editores, amigos e escritores, são expostos o processo criativo de Charles Bukowski e sua relação com a escrita, além das ponderações do autor sobre as banalidades do cotidiano, a complexidade das relações humanas e a boemia ― regada a álcool e sexo na vida noturna de Los Angeles. Este é um compilado de cartas reunido e editado pelo biógrafo de Bukowski, Abel Debritto. Publicado mais de vinte anos após a morte do último maldito, Sobre a escrita é um passeio por sua mente brilhante e turbulenta. A edição publicada pela HarperCollins Brasil é comentada, com tradução de Isadora Sinay, e posfácios dos escritores Nara Vidal e Luiz Antonio de Assis Brasil. Você pode comprar o livro aqui.
 
Pela primeira vez no Brasil o primeiro livro de Mariama Bâ.
 
A escritora senegalesa fez sua estreia com Uma carta tão longa, um romance epistolar com características autobiográficas que tematiza a condição das mulheres muçulmanas no Senegal através de uma carta que a viúva Ramatoulaye escreve para Aïssato, sua melhor amiga de infância que vive nos Estados Unidos. A carta, redigida inicialmente para noticiar a morte do marido e a indignação dela com o sistema da poligamia tradicional, também evidencia resquícios da dominação colonial, a evolução dos processos políticos, as pressões por liberdades individuais e as convicções da protagonista para manter seus princípios éticos depois da viuvez. Originalmente escrito em francês, o romance inédito no Brasil chega ao público com tradução e notas de Marina Bueno de Carvalho e texto de orelha por Cidinha da Silva. Publicação da editora Jandaíra. Você pode comprar o livro aqui.
 
Um ano de virada do século XX.
 
Quando começa nosso tempo? Nosso agora? Em 1947, tudo está em movimento, tudo rapidamente pode mudar. Em 10 de fevereiro é assinado o armistício em Paris. A Segunda Guerra Mundial está oficialmente terminada. Ao mesmo tempo, fascistas e nazistas europeus tentam se organizar e se reerguer após a grande derrota. Simone de Beauvoir vive a paixão de sua vida, jamais se sentiu tão apaixonada por um homem assim. Ela começa a escrever O segundo sexo. Um comitê tem quatro meses para resolver a questão da Palestina. Christian Dior apresenta sua primeira coleção, The New Look. Um sucesso. É preciso formular os direitos humanos, o conceito de genocídio é pouco difundido. O filho de um relojoeiro egípcio, Hassan al-Banna, deseja reverter o tempo a favor do islã, e introduz um conceito que rapidamente se torna o ideal dos jihadistas. Na Alemanha, num campo de refugiados para órfãos de pais assassinados pelos nazistas, está Joszéf, dez anos. Agora, sozinho, ele precisa tomar uma decisão que marcará sua vida — começar uma nova vida na Palestina ou regressar à Budapeste de seus antepassados? Muito tempo depois, ele vai para a Suécia e tem uma filha, Elisabeth. Desses eventos aparentemente tão díspares, Elisabeth Åsbrink concebeu uma narrativa sobre um mundo que, para o bem e para o mal, começa a tomar forma, em que noções de democracia e participação nascem e morrem no mesmo instante, em que a antiga ordem desmorona e uma nova começa a surgir. Nosso tempo agora. 1947 sai pela editora Âyiné com tradução de Leonardo Pinto Silva. Você pode comprar o livro aqui.
 
O novo livro de Eucanaã Ferraz revela o poeta saído de uma trilogia.
 
Após Sentimental (2012), Escuta (2015) e Retratos com erro (2019), livros nos quais predominam uma violência e horror e por isso denotam uma espécie de trilogia, Eucanaã Ferraz reencontra a leveza que marca sua trajetória desde o início, há mais de três décadas. Em, Raio, seu novo livro, Eucanaã Ferraz reafirma sua poética e, mais uma vez, surpreende seus leitores. A mais flagrante originalidade é a presença de poemas em prosa. De uma página para outra, deslizamos, sem sobressalto, dos versos para as linhas contínuas e de volta a eles. A luminosidade sugerida pelo título é presença constante — no entanto, desenha-se sempre em contraste com a escuridão. É exemplar a maneira como a aventura de alguém à procura da palavra surge em termos perturbadores: “Atirou seus cabelos aos cães. Queimou aviões. Desmontou os esqueletos da sagrada família. Comeu o coração de sua mãe. E nada”. O modo como a paisagem carioca é apresentada dá a medida do quanto o livro agita-se entre visões conflitantes: “A tarde/ sobrevém numa revoada verde/ nervosa de maritacas. Na noite/ voam sirenes e tiros”. Todo o volume parece movido por uma cadeia sem fim de perplexidades. O clarão abre caminho na sombra, a palavra vibra, os sentidos se acendem. A escuridão retorna, mas já não somos os mesmos. O livro sai pela Companhia das Letras. Você pode comprar o livro aqui.
 
A poesia do cubano Víctor Rodríguez Núñez.
 
“Víctor Rodríguez Núñez surge como um desses escritores notáveis que criaram uma poesia e um mundo entre o primeiro lar e a primeira cultura e os novos mundos onde depois se encontra”, diz Jerome Rothenberg sobre esse poeta que buscou outros lugares para além de sua ilha, mas sempre a levando consigo. “Quando vivia em Cuba era simplesmente um poeta cubano”, diz Víctor, “mas viver na Nicarágua, Colômbia e acima de tudo nos Estados Unidos, me deu uma noção mais profunda daquilo que sou [...] pode ser que não escreva sobre Cuba, mas escrevo sempre a partir de Cuba”, ou mais especificamente de sua vila, Cayama. Como Marco Polo, ele escreve: “algo vi do mundo/ e isso aprofunda minha dor/ nada me pertence”. Mas além do mundo a ser visto, a poesia de Víctor também se detém nos caminhos da imaginação e da invenção. Outros autores, personagens históricos, lugares, cometas, amigos, a mãe, o pai, a avó figuram como ecos em seus poemas. São diversas vozes dentro de uma única, propondo uma poesia dialógica, que produz estranhamento e faz com que o leitor veja o mundo como nunca antes; que desfamiliariza o cotidiano, o óbvio, o possível. Uma escrita baseada no enjambement de conteúdo e forma, onde não só os versos se sobrepõem, mas também as estrofes, os poemas e os próprios livros do autor. Seus poemas — ora breves reflexões, ora séries de imagens, ora longas narrativas — se constroem a partir e através de temas que se cruzam e retornam insistentemente, equívoco a equívoco (“somente o erro nos une/ a poesia é o reino/ dos equivocados”), resultando em um sujeito poético fluido, que desrespeita as fronteiras e privilegia o movimento em detrimento da fixidez. Em alguns casos, é o poema quem parece enunciar ou definir as suas próprias regras e condições: “deve fazer calor neste poema”. E a cada releitura percebemos que, em sua concepção, cada um desses poemas “é o único instante/ em que sabemos que resistirão/ as ruínas do futuro”. Nascido em Havana em 1955, o jornalista, crítico, tradutor, professor e poeta Víctor Rodríguez Núñez nos expõe neste uma álgebra selvagem mais de quatro décadas de seu amadurecimento poético, do aprendizado com as primeiras referências (como Gelman, que oferecia a solução ao problema de como se fazer uma poesia que fosse ao mesmo tempo lírica e coloquial, pessoal e social, experimental e comprometida) até uma crença que ele próprio, após décadas de releituras e experimentos, parece tomar como profissão de fé: “acredito na poesia porque é a única coisa que o capitalismo não pode converter em mercadoria, porque é um instrumento cardeal de resistência contra a desumanização dominante”. (Cesare Rodrigues) Com tradução de Prisca Agustoni e Edimilson de Almeida Pereira, Uma álgebra selvagem sai pelas Edições Jabuticaba. 
 
REEDIÇÕES
 
A tão esperada reedição de Onde os velhos não têm vez, de Cormac McCarthy — uma das obras mais marcantes de um gênio da literatura estadunidense.
 
Neste romance de extraordinário vigor e potência que inspirou o premiado filme dos irmãos Coen, Cormac McCarthy faz uma reflexão profunda sobre os laços de amor, sangue e dever que informam vidas e definem destinos. Onde os velhos não têm vez tem como cenário o deserto inclemente na fronteira do Texas com o México nos anos 80. Caçando antílopes perto do Rio Grande, Llewelyn Moss se depara com uma cena de horror: corpos crivados de bala, um carregamento de heroína e mais de 2 milhões de dólares. Jovem veterano da guerra do Vietnã, Moss conhece bem a violência. Mas desta vez é diferente. Quando decide levar o dinheiro, ele sabe que sua vida vai mudar, não necessariamente para melhor. Logo, passa a ser perseguido pelo psicopata Anton Chigurh, contratado por um cartel para reaver o dinheiro. Quem está caçando Chigurh, por sua vez, é um ex-agente das forças especiais norte-americanas. E quem segue o rastro de todos eles, ao longo da fronteira entre o Texas e o México, tentando evitar que mais sangue seja derramado, é o Xerife Bell — um homem com fortes valores morais, atormentado por um segredo. Cada personagem parece determinado a encontrar a resposta à pergunta: como se decide o que sacrificar na vida? Com uma narrativa econômica, de agilidade e fôlego estonteantes, Cormac McCarthy conduz o leitor por uma história comovente e instiga uma reflexão sobre os laços de amor, sangue e dever que moldam nossa vida e nosso destino. A tradução de Adriana Lisboa regressa pela Alfaguara Brasil. Você pode comprar o livro aqui.
 
Nova edição de Felicidade, livro que traz uma série de reflexões do prêmio Nobel de Literatura Hermann Hesse sobre o seu dia a dia e o ofício da escrita.
 
Um autor refletindo sobre o cotidiano e o ofício de escrever. Este é o Hermann Hesse de Felicidade. Nestas pequenas histórias ― ou reminiscências ― encontramos o autor em sua escrivaninha lendo as cartas de seus leitores, cartas por vezes melancólicas, engraçadas ou espirituosas; em seu jardim, com roupas surradas, recebendo o autor francês André Gide; ou refletindo sobre o sentido de algumas palavras, como felicidade, ou sobre o motivo de ter usado uma determinada expressão em uma obra escrita há mais de 25 anos, o que o leva a pensar sobre sua rígida educação religiosa. Escritas entre 1947 e 1961, estas histórias mostram um Hesse maduro, preparando-se para enfrentar a ideia de morte; um Hesse humanitário, que faz pequenos livros personalizados com poemas e desenhos, cuja venda seria revertida em ajuda para pessoas em países em guerra: para ele, cada traço ou palavra representava um prato de comida ou remédios para famintos e doentes. Em Felicidade conhecemos a casa do autor, os pequenos cômodos, a paisagem de sua janela, as flores, sua gata, o armário com diferentes tipos de papéis que, mais do que insumo para suas obras, eram retratos de seu estado de espírito: em um dia áspero, no outro, liso; às vezes branco, logo depois amarelecido ou colorido. Nesta antologia de pequenos textos, assistimos, em prosa e verso, ao autor tratar de um tema que lhe era particularmente caro, mas que também diz respeito a cada um de nós. Quem já não se interrogou se é feliz ou se alguma vez o foi? E quem não sentiu dificuldade ao tentar circunscrever o significado da felicidade ao definir o que é para si felicidade? A tradução de Lya Luft é reeditada pela editora Record com prefácio de Marco Lucchesi. Você pode comprar o livro aqui.
 
RARIDADES
 
Revelado um pequeno inédito de Fernando Pessoa.
 
A revista Lote publicou um poema inédito do autor de Mensagem. Trata-se de um rubai, escrito ao estilo do poeta persa do século XI Omar Khayyam. Achado do biógrafo do poeta português e especialista na obra sua obra Richard Zenith: “A ave canta livre onde está presa./ O servo dorme e o sonho lhe é surpresa./ Liberta-te, mas nega a liberdade./ Poder e não querer, eis a grandeza.”
 
RAPIDINHAS
 
Repaginar Moacyr Scliar 1. A Companhia das Letras anunciou que prepara novas edições para a obra do escritor gaúcho. Entre elas está a edição especial de A majestade do Xingu que sairá com textos de Paulo Scott e Michel Laub.
 
Repaginar Moacyr Scliar 2. Anunciou ainda que prepara um novo volume de contos organizado e prefaciado por Regina Zilberman, uma adaptação em HQ do romance O centauro no jardim e novo projeto editorial para livros como Sonhos tropicais e Manual da paixão solitária.

DICAS DE LEITURA
 
Na aquisição de qualquer um dos livros pelos links ofertados neste boletim, você tem desconto e ainda ajuda a manter o Letras.
 
1. A hora de Clarice Lispector, de Hélène Cixous (Trad. Márcia Bechara, Editora Nós, 114 p.) O célebre ensaio da pensadora francesa ganhou uma tradução para o português na íntegra pela primeira vez com esta edição datada de 1989 e um dos mais célebres sobre a autora de A paixão segundo G. H. Escrito como um longo poema em prosa à maneira de um fluxo de consciência, Cixous examina o primeiro instante da estrela, o nascimento da escrita, o liame da epifania. Você pode comprar o livro aqui
 
2. Sobre aquilo que mais penso, de Anne Carson (Trad. Sofia Nestrovski, Editora 34, 192 p.) O segundo livro da escritora canadense saído no Brasil pela mesma casa editorial. Aqui, entre a prosa e a poesia, os onze textos reunidos pela tradutora e também por Danilo Hora oferece uma visão abrangente do pensamento de Carson: são reflexões sobre o tempo em Virginia Woolf e Tucídides, o sono em Homero e Elisabeth Bishop, o documental em Longino e Antonioni, o intraduzível em Francis Bacon e Joana D’Arc, e assim, sucessivamente, sempre situada no arco entre o passado clássico e a modernidade, recurso característico do seu trabalho. Você pode comprar o livro aqui

3. O anjo azul, de Heinrich Mann (Trad. Erlon José Paschoal, Estação Liberdade, 234 p.) Das obras de destaque desse escritor. Acompanhamos um professor que entre a atitude de fustigar seus alunos com traduções de Homero ou redações sobre Schiller se vê envolto numa trama de perdição com uma dançarina que o leva às últimas consequências. Você pode comprar o livro aqui
 
VÍDEOS, VERSOS E OUTRAS PROSAS
 
No passado 24 de agosto, foi dia do aniversário de Donizete Galvão. O poeta mineiro que nos deixou em 2014, nasceu 59 anos antes. No arquivo de recortes e recordações em vídeo em nossa página no Facebook, um depoimento e alguns poemas de Galvão para o documentário Versos Diversos (Ivan Marques, TV Cultura, 1999). 
 
BAÚ DE LETRAS

E neste blog encontram dois textos à volta de Donizete Galvão e sua obra: uma crônica do nosso editor Pedro Fernandes; e uma resenha de Alfredo Monte sobre A carne e o tempo.

No dia 25 de agosto, passou-se o centenário de Álvaro Mutis, poeta e prosador colombiano, um dos mais importantes no século XX para a sua literatura. Sublinhamos a ocasião recordando dois textos em torno da sua obra: um breve perfil biobibliográfico; e a versão deste texto de Mario Benedetti com uma sensível leitura da poesia completa de Mutis. 

DUAS PALAVRINHAS

Todo paralelismo histórico, além de inútil, apenas indica uma invencível preguiça mental. A história nunca se repete. O que se repete, e de forma inelutável, é um certo padrão ao qual se conformam os acontecimentos e os processos históricos, cada um com a sua máscara peculiar e irrepetível, atrás da qual se esconde o vasto e sombrio mistério do nosso destino.

Álvaro Mutis, “De cómo mueren los imperios”.

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* Todas as informações sobre lançamentos de livros aqui divulgadas são as oferecidas pelas editoras na abertura das pré-vendas e o conteúdo, portanto, de responsabilidade das referidas casas.

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