Boletim Letras 360º #329


Este Boletim fecha o mês de junho e o primeiro semestre de 2019. É uma data quase cabalística se formos considerar as duas coincidências. Por isso, nesta edição, acrescentamos outro elemento de valia. Queremos ajudar nosso leitor na construção de suas leituras para o segundo semestre do ano. Por isso, esteja atento às recomendações na seção Dicas de leitura, que apresenta seis destaques das publicações que chegaram às livrarias brasileiras nesses seis primeiros meses.

Toda editora quer um Joseph Conrad para chamar de seu. Chega às livrarias outra edição de Coração das trevas


Segunda-feira, 24 de junho

Um pé de milho, que reúne crônicas de Rubem Braga publicadas em vários jornais e revistas entre 1933 e 1947 é próximo título nas reedições da Global Editora.

Alguns dos textos aqui reunidos como “Passeio à Infância” e “Em Cachoeiro”, retratam a infância de Rubem Braga, enquanto que outros, como “História do Corrupião”, “Receita de casa” e a obra-prima “Aula de Inglês”, reverberam a ironia e o humor do autor com bastante intensidade. São crônicas que, apesar do tom realista, se abrem para o imaginário e revelam a grande marca de Braga: a abordagem do mundo em que vivemos através de seus dois lados, o incômodo e o belo. O escritor José Lins do Rego, ao ler Um pé de milho, identificou algo que veio da infância do cronista em Cachoeiro de Itapemirim, sua cidade natal, e que se enraizou, mantendo-se mesmo em sua agitada vida nas grandes cidades: “Tudo que ele viu, tudo o que ele amou, tudo o que debochou com seu sorriso mais falso que os olhos de Capitu, nada é para o Braga que eu conheço. Deem-lhe um pé de milho, ali no fundo do seu quintal da rua Júlio de Castilhos, e o Braga se desmancha na doce poesia da crônica mais terna que um sopro de brisa”.

Terça-feira, 25 de junho

Outros detalhes sobre o livro de Andrêi Platônov que sai pela Ars e Vita e Kalinka

Em 2019 passam-se os 120 anos de Andrêi Platônov (1899-1951), um dos escritores mais importantes da literatura russa do século XX. No início do ano noticiamos aqui sobre dois títulos seus que ganham edição no Brasil, entre eles, o romance Chevengur. Este foi único título nesta forma literária que ele finalizou. Pois bem, sua edição sai por aqui em setembro, pela Ars et Vita e Kalinka. Escrito entre 1926 e 1929, mas só lançado em 1988, a tradução do russo é de Maria Vragova e Graziela Schneider e terá ilustrações de Svetlana Filíppova. A obra discute dialeticamente a utopia soviética comunista: nos anos 1920 (entre a guerra civil e a Nova Política Econômica), Aleksandr Dvánov, filho de um suicida, e Stepan Kopenkin, acompanhado por seu rocim Força Proletária, erram pelo sul da Rússia em busca do éden comunista e acabam em uma cidade alucinante, Chevengur, onde seres humanos belos e possessos concebem o inconcebível paraíso.

O próximo título da Editora Antofágica, é Coração das trevas, de Joseph Conrad

Publicada em forma de livro em 1902, esta é considerada uma das obras de maior sucesso da literatura do século XX, conhecida também por ter servido de ponto de partida para o filme Apocalypse Now!, obra-prima de Francis Ford Coppola. A nova edição da obra que sai pela Editora Antofágica tem tradução de José Rubens Siqueira, ilustrações de Cláudio Dantas, textos de Ana Maria Bahiana e Christian Dunker. O livro está previsto para chegar às livrarias em setembro.

Quarta-feira, 26 de junho

Nova tradução da Teogonia, de Hesíodo

Hesíodo é um dos umbrais da história grega. Contemporâneo de Homero, a obra mais conhecida do poeta grego que viveu no século 8 a.C é a Teogonia, que nos conta como o mundo surgiu a partir dos primeiros deuses, seus amores e suas lutas. Teogonia significa “o nascimento dos deuses”. A obra constituía, com os poemas de Homero, a cartilha na qual os gregos aprendiam a ler, a pensar, a entender o mundo e a reverenciar o poder dos deuses. É, portanto, o mais antigo tratado de mitologia grega que chegou até nós. A Kotter Editorial publica nova tradução do clássico realizada por Henry Bugalho.

Livro recupera, pela primeira vez no Brasil, poema acádio composto no início do primeiro milênio antes de nossa era

Descida de Ishtar ao mundo dos mortos é uma poema acádio conservado em duas tabuinhas de argila, escritas em cuneiforme, pertencentes à biblioteca do rei assírio Assurbanípal (685-627 a. C.). Tendo sido composto no início do primeiro milênio antes de nossa era, nele confluem tradições semitas e sumérias que remontam ao terceiro milênio, envolvendo a viagem da deusa Ishtar (em sumério, Inana) ao mundo subterrâneo dos mortos – o Kurnugu – e sua surpreendente volta dessa “terra sem retorno”. A relação com a produção mais antiga não supõe demérito, pois no processo de recontar velhas histórias novos sentidos sempre emergem. Sendo Ishtar a deusa ligada à sexualidade, sua descida tem consequências de duas ordens. De um lado, implica o fim da libido sexual que impede a humanidade e os outros animais de sucumbir ao aniquilamento enquanto espécie. De outro, já que à descida da deusa segue seu retorno, a vida prevalece e relativiza-se a absoluta separação entre vivos e mortos, pela instituição de festas a estes dedicadas. O que se celebra, portanto, é a sucessão das gerações tanto em termos dos corpos, quanto da memória. A tradução pioneira em língua portuguesa, feita diretamente do acádio por Jacyntho Lins Brandão, é acompanhada de estudo sobre aspectos linguísticos, literários, mitológicos e culturais do poema. Assim, o leitor poderá ter acesso a uma das obras mais refinadas da civilização mesopotâmica antiga, em que se plasmaram, ao longo de milênios, muitas de nossas crenças e de nosso imaginário. A edição é da Kotter Editorial.

Primeira antologia publicada no Brasil com poetas holandeses

A notícia é de Daniel Dago e da página Literatura Holandesa. Daniel é responsável pela organização da Poesia Holandesa. Do século XIX à atualidade e é juntamente com Rubens Chinali o tradutor dos poemas aí reunidos. A edição bilíngue que sai pelo Selo Demônio Negro será apresentada no Barco Holandês, programação realizada no âmbito da Festa Literária Internacional de Paraty, em julho. A antologia reúne 30 poetas clássicos: Piet paaltjen, sJacques Perk, Alberto Verwy, Herman Gorter, Guilherme kloos, Henriqueta Roland Holst, Alipio Roland Holst, Hendrik de Vries, J. H. Leopold, Theo van doesburg, P.C. Boutens, Jan Jacó Slauerhoff, Martinho Nijhoff, Hendrik Marciano, M. Vasalis, Ida Gerhardt, Jan Campert, J.C. Flor, Gerrit Achterberg, Hans Lodeizen, Lucebert, Jan Hanlo, Remco Campert, Leão Vroman, Rutger Kopland, Gerrit Kouwenaar, Hans Faverey, Gerrit Komrij, Wijnberg Wijnberg e Ester Noemi Perquín.

Novo livro de Raimundo Carrero

Colégio de freiras é uma novela que denuncia o tratamento cruel que sofriam — e ainda sofrem — as jovens brasileiras que amam o sexo, e conta a história de Vânia, que é condenada sem julgamento ou processo legal a viver numa Colônia penal do Recife porque perdeu a virgindade sendo então considerada a vergonha da família. A sociedade brasileira sempre foi impiedosa com a mulher. Decretou muito cedo a liberdade absoluta dos homens. Às mulheres sempre reservava a cozinha e sempre, sempre, sempre o trabalho doméstico, destinando o tratamento de puta para aquela que tivesse um mínimo de interesse público. Com a chamada ”revolução do sutiã” já na segunda metade do século XX, teve início, verdadeiramente, a liberação feminina. Sem esquecer, é claro, o surgimento da minissaia, cuja importância social é inesquecível. Timidamente, as meninas mostravam o joelho. O escritor Raimundo Carrero faz, assim, uma forte e definitiva crítica à sociedade pela maneira grosseira como trata a questão da mulher moderna e contemporânea. Mostra, entre outras coisas, que esta sociedade despreza completamente o surgimento de novos valores sociais, considerados decadentes — na expressão usual — por conservadores e antiquados. A novela aponta para o surgimento de uma nova sociedade, regida pelos seus próprios valores, sem desrespeito aos mais antigos, mas iluminando os novos. É nesse sentido que o personagem dr. Vesúvio, o patético e violento pai de Vânia, se movimenta com o seu chapéu-panamá. Símbolo de um autoritarismo estúpido que desaparece e que só ele parece não perceber. Ao lado de Vânia e de Vesúvio, surge o jardineiro Abdon, espécie de anjo da menina e que cuida dela com imenso carinho, substituindo a mãe, inclusive nos banhos. Enfim, uma novela contemporânea, que examina as relações humanas, sem perder, porém, a perspectiva do humor. Assim, Raimundo Carrero enriquece seu painel de grandes personagens femininas que reúne Bernarda Soledade, Esther, Camila, tia Guilhermina e Vânia, que protagoniza esta novela com a sua impetuosidade e poesia, com a cumplicidade de Sylvia Plath, a rebelde escritora norte-americana. O livro sai pela Editora Iluminuras.

Quinta-feira, 27 de junho

Autor adorado por Oscar Wilde, John dos Passos e D.H. Lawrence, Louis Couperus (1863-1923) tem na Holanda o mesmo status de Liev Tolstói e Gustave Flaubert. No Brasil, este é o seu primeiro romance.

Sobre pessoas velhas e coisas que passam... (1906), uma das obras-primas do escritor e um dos maiores clássicos em língua holandesa, tem como ponto de partida o noivado de dois jovens cujas famílias cresceram juntas, e a partir daí todos entram em xeque com suas respectivas consciências. O leitor acaba conhecendo inúmeros membros das famílias Dercksz e Takma, unidas e separadas por um terrível segredo. Ottilie Dercksz, de noventa e sete anos, e Emile Takma, de noventa e três anos, mantêm um segredo que esperam nunca revelar, mas quando Lot, neto de Ottilie, fica noivo de Elly, neta de Emile, a roda do destino começa a girar. “A Coisa”, como o segredo é chamado, deixa de ser memória e ganha vida, cresce e vira parte de todos ligados à história das duas famílias, e se desenvolve também junto com a narrativa, que torna-se um enorme panorama da sociedade holandesa da virada do século XIX e XX. Romance que pode ser lido como um estudo psicológico ou policial, este livro impressiona pela força com que trata problemas conjugais, velhice, morte e culpa. Adaptado dezenas de vezes para teatro e televisão, o romance de Louis Couperus é leitura obrigatória nas escolas de seu país. A tradução é de Daniel Dago e inclui posfácio de Katherine Mansfield; a edição é da Zouk Editorial.

Um dos pilares da literatura holandesa ganha tradução no Brasil

Narrado com alucinante franqueza — até então vista apenas uma única vez na Europa, em Memórias do subsolo, de Dostoiévski —, Uma confissão póstuma (1824) chega ao Brasil pela Editora Zouk (1894). O frio narrador e protagonista, Willem Termeer, já na primeira página, anuncia que matou sua esposa e, para dar vazão à sua “infeliz existência”, resolve escrever suas confissões. Revisita a covardia na escola, a rejeição do pai e da mãe, os fracassos amorosos e sociais, a decepção com a esposa, e a obsessão em ser traído – o que gerará comparações com Dom Casmurro. Extremamente tenso, dilacerante, impiedoso, de transtornada profundidade analítica, Uma confissão póstuma cada vez mais ganha traduções — entre elas ao inglês, feita por J. M. Coetzee, cuja introdução consta nesta edição — e repercussão fora da Holanda, mantendo Marcellus Emants, ao lado de Dostoiévski, entre os grandes da Europa. A tradução é de Daniel Dago e a edição sai com prefácio de Coetzee.

Sexta-feira, 28 de junho

Documentário repassa os primeiros anos de Mario Vargas Llosa até a publicação de seu primeiro romance

O escritor peruano passou por muitas dificuldades para publicar sua primeira obra, A cidade e os cachorros. Essa é uma das histórias que ele próprio conta em Mario y los perros, documentário de Chema de la Peña, sobre a juventude do Prêmio Nobel de Literatura que foi apresentado em Madri na sexta-feira, 27 de junho de 2019. A narrativa proposta pelo documentarista investiga a infância do autor para revelar as matrizes que o levaram à literatura. Um dos destaques desse período é a relação de Vargas Llosa com a ausência de seu pai que ele acreditava estar morto e a fuga da família para Lima; na capital peruana encontra-se com o violento pai e para fugir da violência refugia-se nos livros: “A leitura foi um refúgio onde eu podia viver outras vidas”, sublinha o escritor no documentário que percorre do nascimento à expansão do gosto pelos livros. O percurso de "Mario y los perros" circunscreve os primeiros vinte e seis anos de vida do escritor, i.e., contemplam-se aí episódios como a sua saída do Peru, sua estadia em Espanha com bolsa de estudos em plena ditadura e sua estadia em Paris, onde chegou com a A cidade e os cachorros já escrito.

DICAS DE LEITURA

Aproveitamos a passagem do primeiro semestre de 2019 para recomendar seis títulos publicados por aqui e indispensáveis à leitura (se ainda não leu) no próximo semestre. Na seleção, consideramos quatro livros de prosa e dois de poesia. E o melhor: no final deste Boletim, o leitor encontra um formulário para participar de uma promoção que o presenteará com um dos livros aqui recomendados e do seu interesse.  

1. Contos de cães e maus lobos, de Valter Hugo Mãe. O trabalho do escritor português com a narrativa curta eleva propositalmente a aproximação da prosa com a poesia, num gesto de apresentação do mundo em sua riqueza e complexidade. Embora houvesse publicado textos em antologias ou mesmo em livro, esta é a primeira vez que o escritor reunião sua produção nessa forma literária. Assim que esse livro foi publicado em Portugal, o colunista do Letras Pedro Belo Clara destacou que “Valter Hugo recusa escrever um texto sequer que ‘apenas divirta’. Portanto, o significado de cada história é algo que importa descortinar e, posteriormente, reter como um bom conselho. Tudo isto é concretizado numa liberdade de quem lança ao vento as suas sementes na certeza de que, algures, encontrarão uma fértil terra onde medrar”. A antologia acaba de chegar ao Brasil pelo selo Biblioteca Azul, da Globo Livros, tem prefácio de Mia Couto.

2. O jogo da amarelinha, de Julio Cortázar. Não é fácil atravessar o longo itinerário recheado de volteios e de possibilidades, mas uma vez conseguindo, o leitor terá para si a superação de um desafio de quem sobreviveu ao abismo sem se deixar levar pela vertigem. Já agora é possível outra vez envolver-se (os que já se envolveram) ou viver o relato de amor entre Horacio Oliveira e Maga ao acaso pelas ruas de Paris. Há muito ansiávamos por uma edição caprichada desse caprichoso romance que reformulou as bases da ficção latino-americana e numa época quando tudo por aqui parecia ficar circunscrito aos moldes do Boom.  A nova edição tem tradução de Eric Nepomuceno e reúne textos de Haroldo de Campos, Mario Vargas Llosa, Julio Ortega e Davi Arrigucci Jr. O projeto gráfico de Richard McGuire que simula a descontinuidade da narrativa foi realizado pela Companhia das Letras.

3. O apanhador no campo de centeio, de J. D. Salinger. Mais que o livro de Julio Cortázar, este era um que há muito precisava de uma edição que zelasse pelo amplo significado no interior da história do romance contemporâneo. A abertura proposta pela família do recluso escritor estadunidense coincidiu com o interesse de uma jovem editora brasileira que tem publicado desde sua estreia uma centena de títulos valiosos. O principal livro de Salinger inicia um trabalho de publicação da sua obra por aqui. A nova tradução, realizada pelo sagaz Caetano Galindo reaviva todo o viço da linguagem libérrima de um narrador pouco confiável, mas carregado de um coquetel molotov capaz de colocar tudo pelos ares. Signo de um tempo de rupturas com os paupérrimos princípios quase-fixos do modus vivendi estadunidense, o livro chega ao Brasil numa ocasião oportuna: a de quando precisamos nos libertar da vidinha vulgar. A nova edição veio com o mesmo projeto gráfico de quando a obra se tornou reconhecida; outro mérito da Todavia Livros.

4. Dias exemplares, de Walt Whitman. O poeta estadunidense ficou reconhecido pela sua obra poética lida por muitos como a introdutora da modernidade nas criações literárias de seu país e revolucionária no temário e na forma para toda poesia. Mas, Whitman aventurou-se reiteradas vezes pela prosa. Um ano antes do seu bicentenário os leitores de língua inglesa receberam uma novela inédita sobre a qual o Letras comentou num destes Boletins e numa postagem que pode ser lida aqui. No interior desse gênero, i.e., da prosa, o poeta também escreveu uma espécie de diário; são textos objetivos, ao estilo de Whitman, que formam uma visão sobre si próprio. No Brasil, essas anotações pessoais e de memórias foram reunidas numa edição vigorosa e extremamente eclética. Somam-se, aí além desses textos, descrições, listas, pequenos ensaios, notas sobre política, perfis de figuras comuns e ilustres, cartas, excertos. A tradução do material coube a Bruno Gambarotto e o caprichado projeto editorial a Thiago Lacaz (com capa única para os mil exemplares da edição limitada) dão a primeira forma de Dias exemplares ao leitor brasileiro. Trabalho da Editora Carambaia.

5. Mil sóis. Poemas escolhidos. Primo Levi não é um desconhecido entre nós. Títulos como A trégua e É isto um homem, obras que são testemunhos ferrenhos sobre os horrores do Holocausto estão há muito na estante e na preferência dos leitores. O que pouquíssimos sabiam era sobre a verve lírica do escritor italiano. E, agora, quando passam cem anos do seu nascimento, chega-nos a oportunidade de conhecê-la. Os textos reunidos nesta antologia reaproximam-se de temas caros a Primo Levi: seja o da sobrevivência em meio às catástrofes, a desumanização, o papel da arte, da escrita e da literatura no breu total da humanidade. A seleção dos textos coube a Maurício Santana Dias, responsável também pela tradução que foi publicada pela Todavia.

6. Céu noturno crivado de balas, de Ocean Vuong. É quase unanimidade a opinião de que o poeta nascido no Vietnã e radicado nos Estados Unidos é uma das mais significativas expressões da poesia em língua inglesa da última década. O poeta e ensaísta chegou a receber – e é este seu ponto alto – o prestigiado Prêmio T. S. Eliot de Poesia. A primeira vez que sua obra sai aqui é nesta edição aqui recomendada. Aí o leitor encontrará um Vietnã dilacerado pela guerra, Nova York tomada pela intolerância e pela violência, a condição gay como diversidade e marginalização. Tudo, conforme se lê na descrição oferecida pela Âyiné Editora, animado por uma nova linguagem, de difusão e criação, na qual o amor pelo classicismo – o mito, a estética, a harmonia, a fé na ordem e na simetria – funde-se com a busca de novas formas, sempre fiéis ao verso livre e a um diálogo, surpreendente e vital, entre a prosa e o lirismo.

VÍDEOS VERSOS E OUTRAS PROSAS

No último dia 27 de junho passaram-se os 111 anos do nascimento de João Guimarães Rosa. O autor de uma das obras mais importantes da literatura latino-americana, Grande sertão: veredas, é lembrado nesta ocasião e na seção seguinte do Boletim.

1. Este é um dos raros registros João Guimarães Rosa em vídeo; é o excerto de uma entrevista dada a uma emissora alemã e nele é possível encontrar o escritor esclarecendo alguns traços sobre sua biografia e sua obra. O excerto exibido integra o documentário Outro sertão (2013), das diretoras Adriana Jacobsen e Soraia Vilela.

2. Neste outro excerto, João Guimarães Rosa comenta sobre a tradução de sua obra. Este é um pequeno vídeo postado pela DiFilm e é um fragmento de quase 2m de uma conversa gravada durante o 2º Colóquio de Escritores Latino-americanos e Alemães em Berlim (1964).

BAÚ DE LETRAS

1. Neste link estão reunidas algumas das principais matérias publicadas no blog sobre a obra e o escritor João Guimarães Rosa até o presente.


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