Boletim Letras 360º #674
DO EDITOR
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LANÇAMENTOS
Livro oferece ao leitor uma dúzia de contos inéditos de Ricardo Guilherme Dicke, grande nome da prosa brasileira
Música de mortos suaves reúne catorze contos ― doze deles inéditos ― encontrados por Rodrigo Simon de Moraes ao vasculhar os alfarrábios deixados pelo autor após sua morte, em 2008.
Natural de Chapada dos Guimarães e figura central da literatura mato-grossense, Dicke construiu ao longo da vida uma obra marcada pela experimentação, pelo mergulho no inconsciente e por uma prosa que desafia os limites do real. Essa reunião de contos se impõe como uma porta de entrada poderosa para seu universo literário, dialogando tanto com a tradição quanto com o delírio. O conto que dá título ao livro inaugura a atmosfera que atravessa todo o volume: um território onírico, entre o surrealismo e o realismo mágico. Para Joca Reiners Terron, no texto de orelha desta edição de Música de mortos suaves publicada pela editora Record, “Nestes contos encontrados no espólio do autor, anteriores à sua estreia no romance com Deus de Caim em 1968 ― chancelada pelo Prêmio Walmap, cujos jurados eram ninguém menos que Guimarães Rosa, Jorge Amado e Antonio Olinto ―, vibram com eloquência as rigorosas obsessões de Ricardo Guilherme Dicke, o sertão, a morte, o sexo e a fúria da linguagem, em palavras rutilantes como esmeraldas na escuridão da mina.” Você pode comprar o livro aqui.
Natural de Chapada dos Guimarães e figura central da literatura mato-grossense, Dicke construiu ao longo da vida uma obra marcada pela experimentação, pelo mergulho no inconsciente e por uma prosa que desafia os limites do real. Essa reunião de contos se impõe como uma porta de entrada poderosa para seu universo literário, dialogando tanto com a tradição quanto com o delírio. O conto que dá título ao livro inaugura a atmosfera que atravessa todo o volume: um território onírico, entre o surrealismo e o realismo mágico. Para Joca Reiners Terron, no texto de orelha desta edição de Música de mortos suaves publicada pela editora Record, “Nestes contos encontrados no espólio do autor, anteriores à sua estreia no romance com Deus de Caim em 1968 ― chancelada pelo Prêmio Walmap, cujos jurados eram ninguém menos que Guimarães Rosa, Jorge Amado e Antonio Olinto ―, vibram com eloquência as rigorosas obsessões de Ricardo Guilherme Dicke, o sertão, a morte, o sexo e a fúria da linguagem, em palavras rutilantes como esmeraldas na escuridão da mina.” Você pode comprar o livro aqui.
Ágota Kristóf constrói um romance de interioridade radical que acompanha a vida de um operário exilado de sua origem, de sua língua e de si mesmo.
Preso à repetição do trabalho industrial e a uma existência esvaziada de vínculos, o narrador de Órfão se sustenta numa espera obsessiva por Lina — figura de sua infância, ao mesmo tempo real e fantasmática, promessa de um sentido que talvez não exista. À medida que o romance fratura o presente de Sandor, emerge uma infância marcada pela miséria e pela guerra, uma fuga criminosa e a fabricação de uma identidade falsa em prol da sobrevivência. Em recusa a qualquer psicologismo conciliador ou redenção narrativa, Kristóf faz de sua escrita seca e implacável, reduzida ao essencial — fruto do exílio linguístico vivido pela autora —, uma força estética que espelha a brutalidade da guerra e a alienação do trabalho moderno. O resultado é um romance sobre a impossibilidade do retorno — ao país de origem, à infância, ao amor idealizado. Uma obra breve e devastadora, que confirma Ágota Kristóf como uma das vozes mais rigorosas e inquietantes da literatura europeia do século XX. O livro é publicado pela editora Nós; tradução de Prisca Agustoni. Você pode comprar o livro aqui.
Edição reúne quatro novelas de Miguel de Unamuno.
“São Manuel Bueno, mártir” traz um dilema existencial: um pároco que esconde a descrença para sustentar a fé de sua comunidade. Tem-se assim o embate entre o valor da verdade, ainda que dura, e a virtude de uma ilusão consoladora. “A novela de dom Sandalio, jogador de xadrez”, “Um pobre homem rico” e “Uma história de amor” completam o volume, explorando temas caros a Unamuno como a identidade, a solidão e a complexa relação entre a ficção e a vida. Com tradução de Gênese Andrade, São Manuel Bueno, mártir e mais três histórias é publicado pela Editora Unesp. Você pode comprar o livro aqui.
O novo romance de Geny Vilas-Novas.
No centro deste romance de memórias pulsa uma voz rouca: a de Isaac, astro secreto dos bailes do Clube Municipal, gênio de serenatas que incendiava madrugadas no bairro do Beija-Flor, em Caratinga. Geny Vilas-Novas recompõe, com humor, ternura e feridas abertas, a geografia afetiva de uma cidade e de uma geração: a zona boêmia de apelidos fulgurantes (a “mulher da onça”, o Gilda de tamancos), a boate Canadá e seu mexidinho, o bar do Tio Chico, as janelas do internato das Carmelitas onde as meninas subiam nos vasos para ver — e ouvir — a noite. No palco, Isaac vira sol. Na rua, reaprende a timidez, o álcool e a lenda. Entre um bolero e um samba-canção, ele dá voz ao que não coube na vida. Mas As serenatas do Isaac é também o romance de quem narra: uma menina que atravessa a Praça da Estação, cresce entre o Sítio de Cima e a cidade miúda, coleciona perdas, assombros e reencontros (até os do Facebook), e aprende a decifrar, nas entrelinhas, o que os adultos silenciavam. A autora ergue um painel que mistura crônica de costumes, investigação afetiva e pequenas epifanias: os desfiles no salão, o frio cortante de maio, os códigos mineiros de pudor, as “Fiéis Irmandades” masculinas e as mulheres que, de tão invisíveis, viraram mito. Há risos, bravatas, tiros que erram de destino, histórias que correm como rastilho — e, por baixo de tudo, a música como fio de salvação. Com sua prosa viva, digressiva e límpida, Geny faz o tempo circular: Caratinga encontra o mundo e volta para casa. O passado não é vitrine: é matéria quente, reconstituída a partir de vozes, apelidos, receitas, cartas e retratos. O que parecia apenas anedota revela caráter; o que era “apenas” bairro vira país interior. No fim, resta a nota sustentada de Isaac — a que faz tremer as janelas e, décadas depois, ainda convoca a cidade a cantar junto. Este livro é o registro desse coro: um romance-memorial que guarda a vibração das noites de serenata e a delicadeza com que a autora transforma lembrança em literatura. As serenatas do Isaac é publicado pela 7Letras. Você pode comprar o livro aqui.
Uma abordagem cômica e ao mesmo tempo sensível da Pandemia de 2020 a cargo de um dos mais engenhosos ficcionistas estadunidenses.
Um grupo de amigos passa uma temporada numa propriedade rural em algum ponto dos Estados Unidos durante a pandemia. Os anfitriões, ambos imigrantes russos de meia idade, são um escritor com o prestígio em declínio e sua esposa psiquiatra que enfrenta problemas no casamento e na relação com a filha. Entre os convidados estão um ator bonito e egocêntrico, uma jovem intelectual ambiciosa, um ex-professor de origem indiana recuperado de um câncer e uma coreana-americana que ficou milionária ao criar um aplicativo de relacionamentos. Com Gary Shteyngart, no entanto, os rótulos são mais fluidos. Um dos mais originais escritores em atividade acrescenta a modelos literários reconhecíveis um tom mais raro do que parece na ficção de hoje: algo entre o humor cínico enfastiado com o excesso de informações do século XXI e a agudez na construção de personagens sólidos — tanto em seus dramas particulares quanto naquilo que podem representar na sociedade. Assim, a esperteza dos diálogos do livro remete à frivolidade de uma classe privilegiada e o hedonismo possível nas circunstâncias do enredo — as longas bebedeiras; os flertes discretos ou abertos — se liga à morte durante uma emergência sanitária. Num sinal duplo contínuo; a vivacidade das cenas entre quatro paredes ajuda a entender o mundo fora daqueles limites; o mesmo que caminha para o horror político e ambiental. Como sair desses impasses tão familiares; inclusive no Brasil? Partindo da “bolsa velha de lantejoulas” que é o coração de cada personagem; a resposta dada por Nossos amigos do campo é de uma riqueza humana singular. Publicação da editora Todavia. Tradução de André Czarnobai. Você pode comprar o livro aqui.
Mais quatro títulos das novelitas de César Aira chegam aos leitores brasileiros. São eles:
1. A princesa Primavera. Numa pequena ilha na América Central, a princesa Primavera vive tranquila com sua governanta. Para sustentar o castelo, ela trabalha arduamente como tradutora de livros populares, sendo exemplar no ofício. Um dia, porém, a ilha é ameaçada pela invasão do general Inverno e do comandante Pinheirinho de Natal. Tem-se início a guerra, e com ela uma aventura enlouquecida acompanhada de uma profusão de personagens igualmente delirantes. Para a mente criativa inesgotável de César Aira, parodiar o gênero tradicional dos contos de fadas seria simples. Assim, nesta novelita, ele também subverte a fábula e o relato bélico, aproveitando para refletir sobre os estigmas da qualidade literária, sempre surpreendendo quem a lê. Afinal, segundo Victor da Rosa no posfácio à edição, para Aira “o que importa é a surpresa e a invenção literária, e isso certamente o leitor encontra em A princesa Primavera”.
2. Eu era uma mulher casada. Sob influência do título, pode-se pensar que esta novelita trata apenas da vida matrimonial. De fato, a protagonista conta o martírio de estar casada com um homem maldoso, violento, desempregado, adicto de drogas, isto é, um verdadeiro fardo que vive lhe pregando peças. O horror e o absurdo do cotidiano dessa trabalhadora residem não só nas privações, mas na sua mente e no seu corpo, que aos poucos vão padecendo. No entanto, ao nos embrenharmos nas voltas narrativas de César Aira, que remontam às geometrias labirínticas de Borges, como afirma Ana Paula Pacheco em posfácio à edição, chegamos ao imprevisível: o relato passa a tanger reflexões estéticas sobre representação, alegoria, metáforas, recursos “contra o excesso de realismo” e culmina no surgimento inesperado de um palhaço, levando-nos mais uma vez ao início: o engodo patriarcal sofrido por uma mulher casada.
3. Artforum. Leitor ávido da Artforum, revista estadunidense fundada nos anos 1960 para tratar de arte moderna e contemporânea, César Aira dedica esta espirituosa coletânea de textos à sua obsessão pelo periódico. Espécies de ensaios ficcionais, os relatos são sempre disparados por um episódio peculiar relacionado à Artforum. Seja uma tarde em que ele compra vinte e quatro edições num ato de colecionismo apaixonado, seja a dificuldade de adquiri-las por meio de uma assinatura, ou ainda a melancolia causada pelo atraso de seu recebimento, cada incidente nos leva a refletir sobre amizade, inexorabilidade do tempo e mistérios cotidianos guardados até num pregador de roupas. Com humor tragicômico e neurótico, as peripécias são surpreendentes, afinal, como afirma Franklin Alves Dassie em posfácio à edição: “não saber o que esperar do próximo parágrafo ou de cada uma das partes é uma das qualidades que torna a escrita de Aira ‘eloquente’”.
4. N’O Pensamento. Vencedor do prêmio Finestres de 2024, este singelo romance de formação se passa n’O Pensamento, vilarejo próximo a uma estação de trem nos pampas argentinos. Nele, o narrador rememora o último período em que viveu ali antes de se mudar, cercado pelo carinho da mãe e impactado pelo poderio do pai, um homem de negócios que acaba por comprar quase tudo a sua volta. De suposta matriz autobiográfica, o enredo se transforma inesperadamente depois da chegada de um tutor cosmopolita e do desaparecimento inexplicável da locomotiva que cruzava o povoado. Assim, ao contrastar pampas e cidade, progresso e tradição, realismo e criatividade, atmosfera proustiana a toques de surrealismo, N’O Pensamento demonstra “uma imaginação altamente inventiva, destinada a urdir finais surpreendentes, repentinos e até arbitrários”, conforme afirma Ana Cecilia Olmos em posfácio à edição.
Reunidos numa caixa, à maneira das duas primeiras edições da Coleção César Aira, os livros saem pela editora Fósforo e traduções são de Joca Wolff e Paloma Vidal. Você pode comprar a caixa aqui.
Uma entrada ou um passo a mais pelo interior da chamada Feéria, como designou Tolkien o conjunto de obras que antecederam ou foram as bases do universo engendrado por ele visível em obras como O Senhor dos Anéis.
As lendas do Rei Artur e da Távola Redonda são pilares fundamentais da literatura medieval que reverberam através dos séculos e seguem moldando gerações de leitores e escritores, tendo sido uma referência literária para Tolkien desde sua infância. Figurando entre as produções mais emblemáticas do imaginário coletivo, os contos presentes nesta edição avançam sobre os mistérios do coração humano e nos convidam a revisitar Camelot, seu rei e os cavaleiros que o cercam a partir de novas perspectivas.
Com artes de John Howe ― um dos pioneiros na ilustração das obras tolkienianas ― e compilação e textos do especialista em questões arturianas John Matthews, este livro é parte de Feéria, uma coleção que apresenta narrativas únicas para mergulhar na literatura de fantasia. O nome é uma referência ao termo desenvolvido por Tolkien para descrever um lugar mágico habitado por criaturas fantásticas onde a física, a natureza, a moral e o próprio tempo são regidos por leis próprias. Lá não se passam apenas os contos de fadas infantis, mas narrativas maduras nas quais o inexplicável se torna possível. A coleção está dividida em três segmentos: a Feéria antiga reúne mitos e lendas fundacionais que inspiraram as primeiras obras de fantasia moderna, incluindo O Senhor dos Anéis; a Feéria clássica reúne obras contemporâneas ao legendário de Tolkien, em sua maioria pertencentes à “era de ouro” da fantasia; e a Feéria visionária apresenta histórias que, inspiradas pelas obras de fantasia clássica, vislumbram outros mundos e possibilidades para a ficção especulativa contemporânea. Entre conhecidas e inéditas, as obras de Feéria vão encantar os leitores ao expandir o conceito definido por Tolkien, enquanto ilustram o desenvolvimento de todo um gênero literário. Com tradução de Érico Assis, a publicação da HarperCollins Brasil, O grande livro do rei Artur, vem acondicionada em uma caixa de luxo. Você pode comprar o livro aqui.
Com artes de John Howe ― um dos pioneiros na ilustração das obras tolkienianas ― e compilação e textos do especialista em questões arturianas John Matthews, este livro é parte de Feéria, uma coleção que apresenta narrativas únicas para mergulhar na literatura de fantasia. O nome é uma referência ao termo desenvolvido por Tolkien para descrever um lugar mágico habitado por criaturas fantásticas onde a física, a natureza, a moral e o próprio tempo são regidos por leis próprias. Lá não se passam apenas os contos de fadas infantis, mas narrativas maduras nas quais o inexplicável se torna possível. A coleção está dividida em três segmentos: a Feéria antiga reúne mitos e lendas fundacionais que inspiraram as primeiras obras de fantasia moderna, incluindo O Senhor dos Anéis; a Feéria clássica reúne obras contemporâneas ao legendário de Tolkien, em sua maioria pertencentes à “era de ouro” da fantasia; e a Feéria visionária apresenta histórias que, inspiradas pelas obras de fantasia clássica, vislumbram outros mundos e possibilidades para a ficção especulativa contemporânea. Entre conhecidas e inéditas, as obras de Feéria vão encantar os leitores ao expandir o conceito definido por Tolkien, enquanto ilustram o desenvolvimento de todo um gênero literário. Com tradução de Érico Assis, a publicação da HarperCollins Brasil, O grande livro do rei Artur, vem acondicionada em uma caixa de luxo. Você pode comprar o livro aqui.
E, por falar em Tolkien, a mesma casa editorial apresenta Os fragmentos de Bovadium, uma obra satírica inédita do escritor.
À medida que estudiosos examinam os fragmentos descobertos no sítio arqueológico de Bovadium, um punhado de documentos escritos em duas línguas revela os segredos desse lugar antigo, escondidos por séculos. Tudo indica que, em certo momento, um Daemon surgiu na região vizinha de Vaccipratum e, com sua astúcia, criou máquinas abomináveis às quais deu o nome de Motores. O povo de Bovadium, a princípio encantado com essas invenções, logo tornou-se seu escravo; e, enquanto as estradas se congestionavam e a cidade era tomada pela fumaça tóxica, o fim de Bovadium se aproximava. A tradução desse inédito é de Eduardo Boheme. Você pode comprar o livro aqui.
A edição da Antofágica de A morte em Veneza, de Thomas Mann.
Gustav von Aschenbach é um escritor reconhecido, disciplinado e avesso a qualquer tipo de excesso — até um encontro inesperado abalar a meticulosa rigidez de sua vida. Fascinado pela beleza de um jovem desconhecido, o escritor mergulha em uma espiral hipnótica, capaz de romper os princípios que sempre seguiu com devoção quase obsessiva. Ambientado numa Veneza à beira do colapso, em meio a um calor opressivo e aos rumores de uma epidemia, a narrativa acompanha Aschenbach em sua decisão de permanecer, mesmo quando todos os sinais apontam para a partida. A cidade, ao mesmo tempo envolvente e ameaçadora, se transforma em espelho de um desejo que, em seu ápice, conduz o escritor a um ponto de não retorno. Livro incontornável de Thomas Mann, A morte em Veneza investiga os abismos entre arte e vida, beleza e destruição, autocontrole e abandono. Uma narrativa perturbadora sobre como aquilo que admiramos pode, aos poucos, nos consumir. A edição da Antofágica conta com nova tradução de Petê Rissatti, mais de 80 ilustrações da artista Mariana Darvenne, apresentação de Tatiana Salem Levy, posfácios de Marcelo Backes, Amara Moira e Paula Jacob. Você pode comprar o livro aqui.
Esta é uma edição reduzida, de recesso, por isso o Boletim Letras 360º é apresentado sem as costumeiras seções complementares.
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* Todas as informações sobre lançamentos de livros aqui divulgadas são as oferecidas pelas editoras na abertura das pré-vendas e o conteúdo, portanto, de responsabilidade das referidas casas.
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