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Mostrando postagens de Março 25, 2019

Um romance sobre horror nazista recuperado depois de oito décadas

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Por Juan Carlos Galindo

Por volta das onze horas da noite do dia 29 de outubro de 1942, Ulrich Alexander Boschwitz morre junto com outros 361 refugiados, a maioria judeus, a bordo do Abosso, naufragado a 700 milhas náuticas dos Açores pelo submarino alemão U-575. Tem 26 anos. Finda assim uma odisseia iniciada com as leis raciais de Nuremberg em 1935 e que havia levado este escritor nascido em Berlim de um lugar a outro, perseguido e odiado pelos que foram seus compatriotas e repudiado pelos europeus aos quais pedia acolhida.
Mas, sem saber, Boschwitz havia lançado uma mensagem que teria grande repercussão em seu país oito décadas depois. Quando morreu carregava consigo a nova versão manuscrita de seu livro O passageiro [tradução livre a partir do título em espanhol, El pasajero], publicado na Suécia, Reino Unido e Estados Unidos entre 1938 e 1940 e totalmente ignorado na Alemanha. Dois meses antes havia escrito para sua mãe pedindo-lhe indicações sobre o que fazer com sua edição. Tud…