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Mostrando postagens de janeiro 30, 2026

A Ilíada de Homero: guia de leitura, de Giuliana Ragusa

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Por Afonso Junior Os estudos clássicos passam por uma crise. A formulação de Werner Jaeger de que Homero, como “mestre da humanidade inteira”, demonstra o dom especial dos gregos para chegar à “formulação daquilo que une e move todos nós” ( Paideia , 1936), nos mostra como envelheceu o mito do “grego como modelo da cultura”, do qual a Europa bebeu para seus próprios impérios. Se as epopeias sobrevivem, é porque são maiores e mais fortes (também mais multiétnicas) que esse brilho falso.   É um texto central e, ao mesmo tempo, precisamos de um Guia. Uma vez, fiz uma obra teatral com a Ilíada . Um desafio, e não apenas a multiplicidade de enredos dos quais fala Aristóteles. Há algo no poema de distante e estranho. Seus valores são anteriores até mesmo à subjetividade. A Odisseia , provavelmente retrato da era dos comerciantes, é cheia de magia, monstros e gente como a gente, mas a Ilíada é a era das lutas por terras, saque de riquezas e colonização. Ainda falta muito tempo para que S...