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Mostrando postagens de Maio 11, 2020

Sérgio Sant'Anna, um esteta da língua dos raros na literatura brasileira

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Por Pedro Fernandes



Em 2019, Sérgio Sant’Anna pode comemorar, sem alardes, os cinquenta anos de carreira literária; é bem verdade que, como todo grande escritor, a data é simbólica. Não apenas pelos sentidos nela implicados ― a tradição com a palavra e a dedicação a um ofício ―, mas porque através dela foi possível estabelecer uma retrospectiva sobre o desenvolvimento de um universo, cujas fronteiras continuavam ainda em franca expansão. “A cada nova obra, procuro fazer alguma coisa diferente. Do contrário, perderia a graça”, disse em 2018 ao jornal Cândido; e sabemos que o escritor carioca seguia ativo na porfia da renovação literária.
Na efeméride, a casa editorial que publicou a obra do escritor desde o fim dos anos 1980, reeditou por recomendação de uma amiga de Sérgio Sant’Anna, o romance Amazona. O livro sempre apresentado como uma ótima opção para o acesso ao trabalho criativo do mestre da ficção brasileira foi publicado em 1986 e estabelece um diálogo bastante atual com a polí…