Boletim Letras 360º #582

Alejandro Zambra. Foto: Begoña Rivas


LANÇAMENTOS
 
Espécie de manual para pais de primeira viagem, ou simplesmente um novo e brilhante capítulo da obra magnífica do autor de Poeta chileno e Formas de voltar para casa.
 
“Com você no colo, vejo pela primeira vez, na parede, a sombra que formamos juntos. Você tem vinte minutos de vida.” Desse modo, ensaiamos os primeiros passos num relato emocionante e cheio de ternura sobre a paternidade, a infância e as relações entre pais e filhos. Ao longo de uma série de contos e textos autobiográficos, Alejandro Zambra nos convida a refletir sobre como o nascimento e o crescimento de um filho não somente modificam o presente e o futuro, mas também nossas ideias relativas ao passado. Acompanhamos anotações e pensamentos de um narrador, o próprio Zambra, durante todo o primeiro ano de vida de seu filho, Silvestre; o comovente relato da paixão de um pai pela pesca; a história de um filho que ganha do pai uma viagem para Nova York com a condição de que corte o cabelo; um conto que mistura ausência paterna e muitos (mas muitos) palavrões; e uma fascinante investigação sobre pais, filhos e futebol. Diário da paternidade, espécie de “carta ao filho” e pura ficção: esta é a matéria-prima deste mais novo triunfo de um dos principais nomes da literatura contemporânea mundial. Literatura infantil sai pela Companhia das Letras com tradução de Miguel Del Castillo. Você pode comprar o livro aqui

Poema de Basílio da Gama inédito em livro até 2024, ganha edição em livro.

Brasilienses Aurifodinae foi escrito em latim entre 1762 e 1764, alguns anos antes do épico O Uraguai. Trata-se de um raro texto sobre a mineração do ouro no Brasil durante o século XVIII, apresentando retrato detalhado da sociedade e economia do ouro em MG, cujas principais jazidas haviam sido descobertas em meados do século XVI. O texto é entremeado com palavras em tupi e português para reproduzir adequadamente a realidade brasileira da época, e está escrito em hexâmetros, seguindo a epopeia latina. É um testemunho raro da mineração de ouro em minas subterrâneas, e traz detalhes da vida dos escravos negros africanos em Minas Gerais e do universo da mineração. Esta edição bilíngue contou com a organização e tradução de Alexandra de Brito Mariano, apresentação de Vania Pinheiro Chaves e posfácio de Junia Ferreira Furtado. Publicação da Edusp. Você pode comprar o livro aqui.

A Assírio & Alvim Brasil publica uma reunião de todos os livros de Mário de Sá-Carneiro.
 
Em um volume, reúnem-se todos os livros de Mário de Sá-Carneiro: Princípio (1912), Dispersão e A confissão de Lúcio (1913), "Céu em fogo" (1915), e Indícios de oiro, datado de 1915, publicado postumamente em 1937 pela editora da revista Presença. Juntam-se às obras poemas e textos soltos, publicados dispersamente ou enviados em cartas a Fernando Pessoa. Dessa forma, o conjunto abrange a grande obra em verso e prosa de um autor capital do Modernismo português. Ficaram apenas os poemas de juventude, quando Sá-Carneiro ainda amadurecia, antes de se tornar, além de colaborador e interlocutor de Fernando Pessoa, ele mesmo um grande expoente da literatura em língua portuguesa em todos os tempos. Você pode comprar o livro aqui.
 
A chegada ao Brasil da obra do escritor estadunidense Percival Everett.
 
 Money, no Mississippi, é uma cidade pequena e pacata (além de racista) no Sul dos Estados Unidos. A aparente tranquilidade da cidadezinha e de seus moradores é, de repente, abalada por uma série de assassinatos brutais e incompreensíveis. Em cada cena do crime, uma imagem se repete: um homem negro, que aparenta estar morto há anos, segura uma parte do corpo da suposta vítima. Considerado culpado pelo assassinato, o cadáver dele é levado para ser identificado, mas misteriosamente desaparece, até reaparecer no crime seguinte. O cadáver da história lembra Emmett Till, adolescente linchado em 1955, na mesma cidade de Money, num crime de racismo que se tornou um marco da luta por direitos civis nos Estados Unidos. Não por acaso, os mortos do romance são membros da família envolvida neste linchamento. Assim, dois detetives estaduais são enviados à cidade, mas encontram resistência da polícia local e, é claro, da população — a exemplo dos mortos, os moradores não são exatamente defensores da equidade racial. Enquanto as autoridades tentam juntar as peças dos assassinatos, crimes semelhantes começam a acontecer em todo o país. Até que os investigadores estaduais conhecem Mama Z, uma mulher de cento e cinco anos, que perdeu o pai em um linchamento racial impune e que, há décadas, mantém um arquivo de cada caso desse tipo de crime nos Estados Unidos. Um romance policial singular e revoltante. Com tradução de André Czarnobai, As árvores sai pela editora Todavia. Você pode comprar o livro aqui.
 
A excepcionalidade da escrita de Fleur Jaeggy atinge aqui sua máxima clareza, a arte de quem é capaz de sentir coisas inquietantes e de descrevê-las sem hesitação.
 
Escreve Cristina Campo que a palavra é uma coisa terrível, um fio desencapado. A palavra de Fleur Jaeggy, neste livro que é a sua obra-prima, assemelha-se a uma estalactite: maravilhosa, transparente, gélida e repleta de reflexos. Estamos na Suíça dos anos 1950, no Appenzell, em uma atmosfera idílica e asfixiante. No colégio feminino frequentado pela protagonista, chega uma "novata": severa, perfeita, de uma elegância régia, nela parecem ter baixado os poetas e as experiências dos adultos. Seu nome é Frédérique. A protagonista fica irremediavelmente atraída, assim como se é por aquelas figuras que parecem esconder algo de terrível dentro de si, para além da casca de esplendor. E o terrível, lentamente, aflora, até envolver nas suas espirais a protagonista. Nesse desfile de anotações cirúrgicas de perfeição milimétrica, inaugura-se o período da adolescência que todos nós atravessamos, aquele sombrio colégio no qual um dia nos tornamos adultos, enterrando a infância. Os suaves anos do castigo sai pela editora Âyiné. A tradução é de Prisca Agustoni. Você pode comprar o livro aqui.
 
A chegada ao Brasil da obra da escritora chilena Arelis Uribes.
 
É pela Bazar do Tempo. As vira-latas, obra já traduzida em diversos países, de Arelis Uribes surge como uma espécie de crônica de uma geração de garotas que estão às margens. Em oito contos narrados em primeira pessoa por diferentes protagonistas, o livro oferece uma visão caleidoscópica da experiência de ser uma jovem das classes mais populares do Chile, nos anos 1990, quase sempre mestiça e circulando num cenário social degradado. São histórias de vidas precárias e errantes, envoltas nos acontecimentos da infância e juventude, ordinários ou não, que oscilam entre o conflito, o desejo e a ternura. Arelis dá voz a quem nunca falou, meninas sem pedigree, mas também sem amarras. O livro foi traduzido por Silvia Massimini Felix e traz prefácio da escritora Gabriela Wiener. Publicação. Você pode comprar o livro aqui.
 
Em breve livro sobre suas faltas, ou seus erros, Cecilia Pavón segue cativando os leitores com uma curiosa proximidade.
 
Segundo a crítica Beatriz Vignoli, “Pavón centra estas breves autoficções naquilo que lhe falta. Ou melhor, naquilo que era suposto fazer e não fez: o romance que não escreveu, a carreira de artista contemporâneo internacional que não seguiu, a fortuna que não acumulou e a erudição musical culta que não adquiriu. Como se fosse possível (e, além disso, um dever) ter tudo isso ao mesmo tempo. Tenta, faz mal e, assim, distancia-se dos ideais absurdos da classe média e afirma a sua genuína vocação de poeta”. E seguindo sua vocação, neste breve livro sobre suas faltas, ou seus erros, Cecilia Pavón segue cativando os leitores com uma curiosa proximidade: suas vozes e seus personagens são poetas, artistas, curadores, alunos e professores de oficina literárias, além, claro, de diversos leitores. E, por que não, também é personagem o próprio texto que se escreve, que é ao mesmo tempo uma outra e a mesma chave dos seus poemas. Pequeno inventário dos meus erros sai pelas Edições Jabuticaba. A tradução é de Marcelo Lotufo. Você pode comprar o livro aqui.

Como novo livro de Scholastique Mukasonga, a editora Nós amplia presença da escritora entre os leitores brasileiros.
 
Em Ruanda, quando o rei Musinga recusa o batismo colonizador e é deposto de seu poder em 1931, padres missionários iniciam a conversão da população à fé cristã, causando um estranho sincretismo religioso no país. Quem subiu ao céu, Kibogo, filho do rei, ou Yézu, salvador dos missionários? Quem trouxe de volta a chuva, salvando o povo da seca e da fome, Virgem Maria ou Mukamwezi, sacerdotisa do príncipe? Em Kibogo subiu ao céu, Scholastique Mukasonga centraliza na melhor ficção literária o conflito imposto sobre as narrativas fundadoras de um povo subjugado e narra o surgimento de uma resistência cultural e social a partir dele. Numa prosa cheia de humor e lirismo, na qual mitos sublimes se misturam a violências históricas brutais, Mukasonga constrói com primazia o retrato de um povo que questiona e afirma a si mesmo. A tradução é de Larissa Esperança. Você pode comprar o livro aqui.
 
Biografia de um olho, do autor palestino/ jordaniano Ibrahim Nasrallah, é um romance baseado na história real da fotógrafa palestina Karima Abbud.
 
Personagem real, Karima foi a primeira mulher fotógrafa do mundo árabe. Nasceu em 1893, numa família cristã de Belém, na Palestina, e morreu em 1940, oito anos antes da Nakba (Catástrofe) — quando mais de 750 mil palestinos foram expulsos, outros milhares exterminados e mais de 500 vilarejos destruídos pelos sionistas. A narrativa se desenrola no período entre os últimos anos do Império Otomano e a ocupação inglesa, chamada de Mandato Britânico na Palestina, e apresenta uma sociedade perfeitamente funcional, moderna e diversa. Enquanto acompanhamos Karima na sua trajetória até se consolidar como fotógrafa profissional e ganhar amplo reconhecimento dentro e fora de seu país — chegando a ter seis estúdios fotográficos na Palestina — conhecemos o contexto histórico que ambientou e forjou o que viria a acontecer em 1948. Em Biografia de um olho, Ibrahim Nasrallah presta uma homenagem a Karima Abbud, a seu trabalho como fotógrafa e nos entrega uma Palestina viva, cheia de gente, de belas casas, plena de história e cultura. A tradução é Safa Jubran; publicação da editora Tabla. Você pode comprar o livro aqui.
 
Livro inacabado de Walter de Benjamin de cariz memorialístico ganha tradução e publicação no Brasil.
 
Centro de um texto sem centro, núcleo da escrita móvel de Benjamin, Berlim abre-se ao leitor de Crônica de Berlim como um dia teria se aberto, cheia de mistérios, fulgurações e fantasmagorias, aos olhos e aos ouvidos da criança que passeou pelas suas ruas. As imagens deslocadas, os sons mais insignificantes são recuperados no texto, que se volta quase sempre para cenas da vida comum. São nelas, nessas cenas — nas visitas à casa da avó, nas manhãs de compras, na frequentação dos parques e do Zoo, na rotina e na arquitetura interior dos cafés – que o espaço se revela de fato. A cidade é como um organismo vivo — como a própria memória: cresce e modifica-se permanentemente, desfigura-se. Também pode, em certo sentido, desaparecer. A cidade-livro, que se deixa ler e que demanda ser escrita continuamente. Para Benjamin, Berlim é como um palimpsesto (para retomar a hipótese freudiana sobre o funcionamento da memória): camadas de tempo e de vivências se acumulam e sobrepõem. As ruínas da cidade da infância estão soterradas sobre a nova capital que a Grande Guerra, as crises e catástrofes construíram. Walter Benjamin nunca terminou esta Crônica de Berlim. Os fragmentos fumegantes de sua escrita — pedaços arrancados da memória, troços tomados diretamente do corpo da cidade em vias de desaparecer — permaneceram inconclusos, o que é o mesmo que dizer: abertos, maleáveis, infinitamente expansíveis. (Gustavo Silveira Ribeiro) Organizado e traduzido por Helano Ribeiro, o livro sai pela editora 7Letras com posfácio de Maria João Cantinho. Você pode comprar o livro aqui.
 
RAPIDINHAS
 
Reedições de Antonio Candido. A Todavia publica em junho dois novos títulos do crítico brasileiro: Recortes, uma coleção de textos curtos e diversificados produzidos em sua maioria entre 1972 e 1992; e Tese e antítese, livro de 1964 que reúne seis ensaios que lidam com obras de autores como Alexandre Dumas, Joseph Conrad, Graciliano Ramos e João Guimarães Rosa.
 
Reedições de Rubem Fonseca. A Nova Fronteira antecipou o lançamento da reedição do terceiro livro do escritor, Lúcia McCartney, publicado primeiramente como Ficção e não em 1969. O livro reúne dezenove contos e marcam a maturidade de Fonseca.

A poesia completa de Maria Lúcia Alvim. Sairá em breve pela Relicário Edições. A nova edição reunirá XX Sonetos (1959), o inédito que recolocou a poeta mineira na linha de frente da poesia brasileira contemporânea, Batendo pasto (2020) e mais dois livros inéditos.

OBITUÁRIO
 
Morreu no dia 30 de abril, Paul Auster.
 
Paul Auster nasceu em Newark, Nova Jersey, a 3 de fevereiro de 1947. A paixão pela literatura francesa, instalada durante os anos de faculdade na Universidade de Columbia, o levaram a Paris, onde, foi duplamente despertado: para o cinema e para a escrita. Duas décadas mais tarde, realizaria Lulu on the Bridge, e outro tempo adiante, The Inner Life of Martin Frost. A incipiente vida como escritor começada traduzindo os franceses e publicando seus textos em revistas literárias tomará raízes mais profundas que as da sétima arte. O primeiro livro, publicado ainda com os dois primeiros nomes do autor, Paul Benjamin, sai em 1982 por uma casa editorial em falência. Somente dois anos adiante, virá a reestreia: Squeeze Play, um romance policial, sairá pela Avon Books. Entre dois casamentos com duas outras escritoras, Lydia Davis, de quem se divorciou em 1977, e Siri Hustvedt, com quem viveu até os últimos dias, Auster desenvolveu uma obra que alcança o seu ponto alto com A trilogia de Nova York, livro publicado em 1987 reunindo três outros títulos. Depois dele, vieram obras variadas entre o romance — Leviatã (1992), Desvarios no Brooklyn (2005), Viagens no scriptorium (2007), Homem no escuro (2008), Invisível (2009), Sunset Park (2010) e 4321 (2017); a memória — A invenção da solidão (1982), O caderno vermelho (1994) e Diário de inverno (2012); além de biografia, como a que escreveu sobre Stephen Crane; ensaio e poesia. Entre os anos 1990 e 2000 dedicou-se à organização das obras completas de Samuel Beckett publicadas por ocasião do centenário do dramaturgo irlandês. Entre os prêmios mais importantes, recebeu o Príncipe de Astúrias em 2006. Embora tenha nascido em Nova Jersey, Paul Auster ficou reconhecido pela singularidade com que capturou os ritmos da vida em Nova York, especificamente o Brooklyn, bairro onde vivia desde que se estabeleceu na literatura.
 
DICAS DE LEITURA
 
No 1º de maio celebramos o Dia da Literatura Brasileira. Foi neste dia, em 1829, que nasceu José de Alencar, um dos primeiros nomes que reivindicaria e se esforçaria na criação de uma literatura compatível ao espírito, aos anseios e ao sentimento próprios dos brasileiros. Assinalando a data, recomendamos três leituras de três obras da nossa literatura há muito fora de circulação e resgatadas recentemente. Na aquisição de qualquer um dos livros pelos links ofertados neste boletim, você tem desconto e ainda ajuda a manter o Letras.
 
1. Treva, de Coelho Neto (Editora Com-Arte, 436 p.) A coleção Reserva Literária é mestra em oferecer edições caprichadas de resgates de obras esquecidas da literatura brasileira. Recentemente saiu esta antologia que reúne alguns dos mais reconhecidos contos do escritor maranhense, como “Assombramento”. Você pode comprar o livro aqui
 
2. O urso, de Antônio de Oliveira (Editora da Unesp, 226 p.) O livro integra a coleção Clássicos, outra que tem oferecido excelentes resgates para os leitores brasileiros. Este romance, por exemplo, se destaca entre a safra da literatura naturalista que marcou definitivamente os rumos deste gênero entre nós. Numa provinciana São Paulo, a narrativa acompanha a jornada de Fidêncio, nascido e criado no interior que chega à cidade tomado de expectativas na busca pela ascensão social. Você pode comprar o livro aqui
 
3. Nhonhô Rezende, de Iracema Guimarães Vilela (Carambaia, 400 p.) Situada entre o Rio de Janeiro e a Teresópolis do começo do século XX, este que é o primeiro romance da escritora, segue a vida de Nestor entre um variado grupo de mulheres, como a jovem Nair, com quem o dândi viveu um breve romance antes do casamento. Você pode comprar o livro aqui
 
VÍDEOS, VERSOS E OUTRAS PROSAS
 
Neste 5 de maio de 2024 passam-se três décadas de quando morreu Mario Quintana. Sublinhamos a data, recordando a edição do programa Encontro marcado exibido pela TV Educativa nos anos 1990 com uma rara entrevista ao poeta.  
 
BAÚ DE LETRAS
 
É pouca a presença de Paul Auster nos arquivos do Letras, mas não é nenhuma. Foram cinco entradas distribuídas entre janeiro de 2009 e junho de 2022 aqui recordadas:
 
a) primeiro, um comentário de Noite do oráculo, o romance em evidência quando o escritor visitou o Brasil em 2004 — ele participou, dentre outros eventos, da Festa Literária Internacional de Paraty.
 
b) em maio do mesmo ano em que saiu a tradução do texto anterior, publicamos uma nota listando os dez livros favoritos/ recomendados por Paul Auster.
 
c) os três livros que abriram os caminhos do reconhecimento para Auster — os que compõem A trilogia de Nova York — foram comentados por Alfredo Monte neste texto de agosto de 2014.
 
d) as duas últimas publicações foram: a resenha de Joaquim Serra para A invenção da solidão; e este comentário acerca de uma das recorrências mais visíveis na obra do escritor estadunidense.

DUAS PALAVRINHAS
 
Não me vejo bem como um narrador, um fabulador: estou repleto de histórias. O que me apaixona é contar histórias.
 
— Paul Auster

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