Boletim Letras 360º #584

DO EDITOR
 
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Um bom final de semana a todos!

Adonis. Foto: Leonardo Cendamo.


LANÇAMENTOS
 
Antologia reúne três livros dos mais recentes do poeta Adonis.
 
Ode à errância é o título que o próprio autor sugeriu para este volume da edição brasileira que reúne três das suas produções mais recentes: Concerto Alquds (2012), Zócalo (2014) e Osmanthus (2019). Os livros formam uma ode contínua à errância; tal como sugere os títulos, o poeta vaga por Alquds (Jerusalém), pela Cidade do México e outras localidades do país americano, e por Pequim e pela geografia da Montanha Amarela, levantando camadas, revelando o Oculto, alisando o trivial. Três territórios que são o mundo todo nas errâncias de Adonis. O livro sai pela editora Tabla com tradução de Michel Sleiman. Você pode comprar o livro aqui.
 
Uma nova tradução para uma das principais peças de Tchékhov.
 
A. P. Tchékhov (1860-1904) redefiniu os parâmetros da dramaturgia, propondo uma desdramatização que leva ao enaltecimento do que é aparentemente desimportante. Segundo esse modelo, o mundo interior das personagens, aquilo que subjaz, fala mais alto. Tio Vânia: Cenas da Vida do Campo em Quatro Atos foi a segunda obra de Tchékhov com montagem teatral feita pela companhia do Teatro de Arte de Moscou, de Stanislávski e Nemiróvitch-Dántchenko, consolidando a já bem-sucedida parceria. A estreia aconteceu em 1899, após a montagem pelo TAM de A gaivota, no ano anterior. A trama se passa em uma propriedade rural russa, na qual a chegada de dois visitantes vindos da cidade altera o cotidiano bucólico dos moradores. O contexto geral de avanço da urbanização e do modo de produção capitalista reflete-se na desorientação das personagens em meio a um modo de vida em extinção, marcadas pela sensação de impotência, imobilidade, vazio, desencanto. Com tradução de Eduardo Tolentino de Araujo e prefácio Rodrigo Alves do Nascimento, o livro sai pela Coleção Em Cena da Edusp. Você pode comprar o livro aqui.
 
Uma coletânea de 20 contos do sueco Hjalmar Söderberg publicados em jornais e revistas literárias antes de ser reunido em um livro no ano de 1898.
 
As narrativas reunidas em Historietas giram em torno de situações banais do cotidiano, mas, brincando com duplos sentidos e simbolismos, o autor se mostra um mestre da ambiguidade. Apesar de curtos, até mesmo simples à primeira vista, os contos aqui reunidos fogem do óbvio, ganhando uma profundidade inesperada. Não à toa, este é um marco na literatura da Suécia, reverenciado até hoje por outros escritores escandinavos. Tradução de Guilherme da Silva Braga e publicação da editora Aboio. Você pode comprar o livro aqui.
 
A estreia Camila Sosa Villada na Companhia das Letras é com um romance sobre amor, desejo, corpos rebeldes e novas configurações familiares.
 
Uma atriz trans adota um menino de seis anos com seu marido, um advogado gay. O garoto traz consigo uma história trágica: soropositivo, não conheceu seu pai biológico, e sua mãe se suicidou quando descobriu que o contagiou com o vírus HIV. A partir deste enredo, a prosa inclassificável de Camila Sosa Villada nos conduz por uma espécie de sociologia da família, uma indagação comovente sobre os papéis que a compõem, sobretudo no que diz respeito às possibilidades do amor. Até que ponto é possível domesticar um corpo? Como conviver com as feridas do outro? O que fazer quando se cai nas garras das convenções, do socialmente respeitável? A literatura de Camila Sosa Villada ― “a coisa mais importante que li sobre sexualidade desde Jean Genet”, anotou o autor francês Édouard Louis ― desafia de modo cabal nossas emoções. Nesta história de pactos invisíveis, de uma rebeldia profunda e convulsiva, de paixões arrasadoras, ninguém sai como entrou. Tese sobre uma domesticação sai com tradução de Silvia Massimini Felix e prefácio de Valeria Vegas. Você pode comprar o livro aqui.
 
Sai no Brasil romance eleito pela revista Time entre os 100 melhores livros de literatura fantástica.
 
O bebedor de vinho de palma e seu finado fazedor de vinho na Cidade dos Mortos foi o primeiro romance africano escrito em inglês publicado fora da África. Lançado no Reino Unido em 1952, seis anos antes de sair no seu país de origem, o livro de Amos Tutuola (1920-1997) ganhou ampla repercussão internacional. Para Chinua Achebe, o livro “abriu as comportas para a escrita moderna da África Ocidental”. Profundamente enraizado na tradição oral iorubá, o romance leva o leitor por uma jornada plena de maravilhamento e mágica, na qual o personagem caminha de mata em mata, parando em vilarejos e às margens de rios, onde encontra todo tipo de obstáculos e criaturas. O herói sem nome — como todos os personagens da história — se identifica como “Pai dos Deuses Que Podia Fazer de Tudo Nesse Mundo”. Ele leva uma vida de ócio e devaneio bebendo vinho de palma, uma bebida alcóolica fermentada a partir da seiva de várias espécies de palmeira, cercado de amigos igualmente bebedores. Até que seu fazedor de vinho, o único que exerce bem o ofício na região, morre numa queda. Isso obriga o herói a ir buscá-lo na Cidade dos Mortos. Das névoas em que vive, ele cai num mundo “real”, mas não no sentido que damos à palavra em nosso mundo moderno e racional. “O ‘real’, em Tutuola, é tudo o que é vivo e se transforma, é tudo que encanta e pode ser encantado, é tudo que é invisível e insondado”, escreve no posfácio Fernanda Silva e Souza, também responsável pela tradução da obra agora publicada pela Carambaia. Se a fábula nigeriana guarda alguma semelhança com "Macunaíma", de Mário de Andrade, o personagem de O bebedor do vinho de palma não é, contudo, “um herói sem nenhum caráter”, mas um ser com poderes sobrenaturais, como o de transformar-se em animais e até virar ar. Esses poderes lhe são conferidos por jujus, objetos mágicos que não podem ser usados em qualquer circunstância. É assim que o herói, originalmente altivo, indolente e presunçoso, precisa agir com astúcia num mundo desconhecido. Na sua caminhada, desfilam seres ameaçadores como uma criatura branca, sem pés nem mãos e um grande olho no lugar da cabeça; um bicho terrível com quatro cabeças e cinco chifres; um Espírito de Rapina que parece um hipopótamo sobre duas pernas; um rei vermelho, soberano de uma floresta da mesma cor, que também tinge os seres que nela vivem; o Dá-e-Tira, superpoderoso mas disposto a ser um servo invisível; e uma Mãe-Fiel, provedora de todos os cuidados. Muitas dessas criaturas, e outras, impõem desafios ou torturas ao casal de peregrinos. O herói tenta evitar o sofrimento, embora não corra o risco de morrer, pois vendeu sua morte. Em seu périplo, alterna riqueza e fome, enquanto sua esposa ganha sabedoria e passa a orientá-lo. Publicada pela conceituada editora Faber & Faber em 1952, por indicação de T. S. Eliot, a edição no exterior teve recepção extremamente positiva. Entre seus admiradores estavam o poeta inglês Dylan Thomas, que num texto sobre o livro qualificou-o de “breve, movimentado, assombroso e sedutor”, e o célebre escritor Raymond Queneau que, de tão entusiasmado com o texto, traduziu a obra para o francês. Na Nigéria, porém, as reações foram mais divididas. Muitos se incomodaram com fato de o autor escrever em pidgin, ou seja, o inglês como efetivamente era falado na Nigéria, misturado ao iorubá e sobretudo na cadência da tradição oral, com suas típicas repetições. Para esses críticos — membros da elite nigeriana, como explica Chinua Achebe em ensaio em defesa do livro —, a obra acabava por apresentar uma África caricatural, exótica, passando a imagem de certo “primitivismo”. O interesse atual pelo livro, traduzido e republicado em dezenas de países, demonstra, ao contrário, a valorização desse pioneirismo de Tutuola, ao mesclar habilmente tradição e modernidade criando um efeito estilístico que, se causa certo estranhamento de início, logo envolve o leitor em sua trama. Do ponto de vista da antropologia social, como ressalta o professor Francis B. Nyamnjoh, da Universidade de Cape Town, ao manter vivas e relevantes os saberes e formas de produção de conhecimento africanos, a obra de Tutuola contribui para “repelir a dimensão única do resiliente colonialismo”. Você pode comprar o livro aqui.
 
A cumplicidade e o afeto que pautam uma amizade, os segredos que não ousamos dividir com ninguém e a violência sorrateira a que estamos sujeitos são fios que entrelaçam este envolvente e misterioso romance.
 
Um corpo estirado na rua. Uma mulher desaparecida. Sem notícia da amiga há uma semana, tudo que Saramara tem é o caderno em que Carlabê escrevia cartas, deixado no apartamento em que moravam. Agora, ela precisa responder às perguntas de um homem que, gravando a conversa com um celular, a acompanha pelo bairro de Santa Cecília, na busca incerta pelo paradeiro da moça. Levados pela voz de Saramara a construir, por gestos e frases vagas, a imagem de Carlabê, não conseguimos, contudo, dizer com convicção que sabemos quem ela é. As dificuldades para se sustentar na capital paulista expõem as personagens ao desamparo, que ameaça suas relações e as leva a tomar decisões arriscadas. Numa trama que se desenvolve como uma transcrição, intercalando ruídos e trechos de cartas, Isabela Noronha explora as lacunas de uma história para desenhar os meandros de uma amizade e a hostilidade de uma cidade em constante expansão. Carlabê é publicado pela Companhia das Letras. Você pode comprar o livro aqui.
 
Uma obra única que entrelaça uma pitada de romance policial com histórias íntimas de moralidade e da busca pela liberdade individual.
 
Pouco depois de Rita aparecer morta na igreja que costumava frequentar, a investigação do que teria ocorrido se dá por encerrada. Sua mãe Elena é a única que não desiste de esclarecer o crime. Mas, acometida pela doença de Parkinson, seu tempo é contado em comprimidos, sendo a menos indicada a encabeçar a busca por um assassino. Uma penosa viagem dos subúrbios à capital argentina e uma conversa reveladora guiam a trama deste finalista do International Booker Prize, um romance íntimo e crítico no qual o corpo feminino é o verdadeiro protagonista. Uma das principais vozes contemporâneas da Argentina, e a terceira autora mais traduzida do país, junto com Borges e Cortázar, Claudia Piñeiro expõe as facetas ocultas do autoritarismo e da hipocrisia que podem determinar os rumos de uma vida. Com tradução de Elisa Menezes, Elena sabe é publicado pela editora Morro Branco. Você pode comprar o livro aqui.
 
Retratando a vivência do célebre pintor espanhol enquanto estrangeiro sob vigilância constante da polícia francesa durante toda sua vida, Picasso, o estrangeiro, da historiadora Annie-Cohen Solal, apresenta uma nova e ousada visão da carreira do artista e da sua relação com o país que chamava de lar.
 
Antes de Picasso tornar-se Picasso — um artista icônico, hoje celebrado como uma das figuras mais emblemáticas da França —, ele era alvo de desconfiança da polícia francesa. Em meio às tensões políticas de 1901, foi tachado de anarquista pelas forças de segurança — a primeira de muitas anotações em uma extensa folha corrida. Apesar de ter despontado como líder da vanguarda cubista e enriquecido à medida que sua reputação se consolidava ao redor do mundo, as obras de Picasso foram, em sua maioria, excluídas das coleções públicas francesas pelas quatro décadas seguintes. O gênio que concebeu Guernica, em 1937, como uma declaração visceral contra o fascismo teve sua cidadania francesa negada três anos depois, às vésperas da ocupação nazista. No país onde a polícia e a conservadora Academia de Belas-Artes eram os dois pilares da sociedade da época, Picasso enfrentou um estigma triplo: era estrangeiro, artista de vanguarda e tinha opiniões políticas radicais. Picasso, o estrangeiro aborda a carreira e as obras do artista de um ponto de vista completamente novo, aproveitando-se de fontes arquivísticas negligenciadas e fascinantes. Nesta narrativa inovadora, Picasso desponta como artista à frente de seu tempo não só estética, mas também politicamente, ignorando modas nacionais em favor de formas contemporâneas e cosmopolitas. Annie Cohen-Solal revela como, em um período que envolveu a brutalidade da Primeira Guerra Mundial, a ocupação nazista e as rivalidades da Guerra Fria, o artista lutou para preservar sua independência, eventualmente deixando Paris de vez, em 1955. Ele escolheu o sul do país em vez do norte, o interior em vez da capital, e os artesãos em vez dos acadêmicos, enquanto simultaneamente atingia uma fama mundial. Picasso nunca se tornou cidadão francês; apesar disso, foi responsável pelo enriquecimento e dinamização da cultura francesa como poucos na história do país. Esse livro, pela primeira vez, explica como ele fez isso. Publicação da editora Record; a tradução é de Alberto Flaksman. Você pode comprar o livro aqui.
 
Romance de estreia de Evelyn Blaut.
 
Fora da rota é um livro sobre luto e sobre o mundo da casa, da família e dos afetos rotos que compõem alguns laços. Escrito em forma de poemas, o romance traz uma voz lírica e corajosa que se aventura a traçar e a desobedecer a um mapa, indicando que talvez este possa ser um significado para estar “fora da rota”: realizar um plano de fuga para habitar, sobreviver, compreender e se contrapor a um mundo opressivo. Publicação da editora Todavia. Você pode comprar o livro aqui.

RAPIDINHAS
 
Descartes com lentes. Neste texto Paulo Leminski imagina a vinda do filósofo francês ao Brasil a convite do conde Maurício de Nassau. Em edição limitada, o precursor de Catatau, outro título do poeta curitibano, sai pela Arte & Letra.
 
Uma edição especial. Para Americanah, de Chimamanda Ngozi Adichie. Em 2024 passam-se dez anos da publicação brasileira deste romance. A Companhia das Letras prepara uma edição comemorativa que sai em julho com introdução feita pela escritora.

O novo livro de Chico Buarque. Também sai pela Companhia das Letras no segundo semestre Bambino a Roma, uma autobiografia em que o escritor recobra sua infância em Roma, onde viveu de 1953 a 1955. A notícia saiu na Folha de São Paulo.

EVENTO

Uma exposição imersiva passa em revista a vida e a obra de Ariano Suassuna.

Está em cartaz até o mês de julho no Espaço Luzzco, em João Pessoa, a exposição imersiva Auto de Ariano, o realista esperançoso. A mostra realiza uma visita à biografia e à obra do escritor, das suas origens, como o apego e convívio com o pai tragicamente assassinado, passando pelo seu encanto com a arte circense, o desenvolvimento da sua vasta obra e pensamento crítico e culminando com o espetáculo-síntese que redivive o autor de obras-primas da literatura brasileira como O auto da Compadecida. A exposição é uma experiência que combina tecnologia, cenografia e elementos físicos (manuscritos, fotografias, objetos de uso pessoal, vestimentas) a fim de transportar os visitantes para o universo criativo e emocional de Ariano. Está aberta ao público de quarta a domingo, das 14h às 21h, com duração de cada sessão de cerca de uma hora e meia. Os ingressos podem ser adquiridos por R$ 70 (inteira) e R$ 35 (meia) no site ou na bilheteria física.

OBITUÁRIO
 
Morreu Alice Munro. 

Alice Munro nasceu em Wingham, Ontário, no dia 10 de julho de 1931. Seu envolvimento com a escrita começa ainda durante a adolescência quando publica, em 1950, seu primeiro conto. Na época, ela cursava inglês e jornalismo na Universidade de Ontário; um ano depois, deixou a universidade para se casar, dedicando-se ao trabalho numa loja de departamentos do primeiro marido e posteriormente à livraria Munro’s Books, em Vitória, para onde se muda em 1963. A escrita continuou como exercício entre os muitos afazeres e a vida doméstica. O primeiro livro, Dance of the Happy Shades, foi publicado em 1968 e com ele recebeu na época o mais importante prêmio literário do Canadá, o Governor General’s Award, galardão que veio para suas mãos outras duas vezes. Desde os primeiros trabalhos publicados, Alice Munro elegeu o conto como a forma literária de sua predileção, sempre com uma nova antologia pelo menos a cada quatro anos durante os anos de 1980 a 2012 e em muitas delas praticando a reescrita e oferecendo variantes dos textos. No ano seguinte, tornou-se a primeira canadense e a 13ª mulher a receber o Prêmio Nobel de Literatura, acontecimento que amplia a projeção da sua obra fora do país natal. No Brasil, foram traduzidos vários de seus títulos: As luas de Júpiter (1982), O progresso do amor (1986), Amiga de juventude (1990), Falsos segredos (1994), O amor de uma boa mulher (1998), Ódio, amizade, namoro, amor, casamento (2001), Fugitiva (2004), A vista de Castle Rock (2006), Felicidade demais (2009) e Vida querida (2012), são alguns deles. Desde o seu retorno a Ontário depois do fim do primeiro casamento em 1972, quando reingressa, agora como escritora residente, na Universidade de Ontário, Alice Munro se estabelece na região. Casa-se pela segunda vez e algum tempo depois da morte do segundo marido passou a viver num abrigo onde morreu no dia 13 de maio de 2024.
 
DICAS DE LEITURA
 
Na aquisição de qualquer um dos livros pelos links ofertados neste boletim, você tem desconto e ainda ajuda a manter o Letras.
 
1. A mala, de Serguei Dovlátov (Trad. Moissei Mountian e Daniela Mountian, Kalinka, 168 p.) O livro que consagrou o escritor é balanço acerca da vida a partir dos seus objetos essenciais levados consigo no longo périplo de imigração que findou nos Estados Unidos. Você pode comprar o livro aqui
 
2. O vício dos livros, de Afonso Cruz (Dublinense, 96 p.) Livros sobre livros pela voz de um escritor: duas combinações quase sempre perfeitas e este é um caso. Aqui, o escritor português discorre não apenas sobre os livros mas também os seus arredores: as bibliotecas, o leitor e os leitores, as livrarias, o ato de ler... Você pode comprar o livro aqui
 
3. Literatura infantil, de Alejandro Zambra (Trad. Miguel Del Castillo, Companhia das Letras, 224 p.) Um livro na contramão da ficção contemporânea que transformou a figura paterna em matéria negativa. Aqui o convívio franco entre um pai e um filho demonstra o via dupla (e positiva) dos desenvolvimentos dos dois. Você pode comprar o livro aqui
 
VÍDEOS, VERSOS E OUTRAS PROSAS
 
Literatura infantil é o livro mais recente de Alejandro Zambra publicado no Brasil. O romance chega na mesma ocasião em que um pequeno livro do escritor chileno sai na edição 46 da revista Serrote, do Instituto Moreira Salles. Ele esteve recentemente entre nós e a conversa em torno desses e de outros títulos está disponível no YouTube
 
BAÚ DE LETRAS
 
Recobrando a presença entre nós da contista canadense Alice Munro, recordamos sete textos até agora publicados por aqui e que começam a sair um ano depois da sua entrada para a seleta lista dos nobelizados.
 
a) em janeiro de 2014, Alfredo Monte escreveu sobre O amor de uma boa mulher.

b) um mês depois, Pedro Fernandes, escreveu sobre o então recém-publicado Ódio, amizade, amor, namoro, casamento
 
c) em junho de 2015, traduzimos “Confesso minha afinidade com Alice Munro”, texto tomado como um perfil da contista
 
d) o filme Julieta, de Pedro Almodóvar, a partir da obra de Alice Munro, aparece numa das nossas seções de cinema.
 
e) os dois textos mais recentes foram: esta resenha de Pedro Fernandes do livro O progresso do amor; e este ensaio de Nadia Villafuerte que traduzimos em setembro do ano passado.

E, por falar em Adonis, eis três ocasiões de sua presença nos arquivos desta simples casa: aqui, algumas notas para um perfil do poeta sírio; e duas seleções de poemas seus realizadas por Pedro Belo Clara no âmbito do seu projeto De Versos primeiro, nove poemas do livro Para que mar embarcas, Noé? e, depois, dez poemas do livro Tocar a luz

DUAS PALAVRINHAS
 
Durante anos pensei que os contos eram apenas uma forma de praticar até que chegasse o tempo para escrever um romance. Logo descobri que eram tudo o que eu podia fazer; assim que os aceitei. Suponho que esse ter me esforçado tanto nos contos tenha sido uma maneira de compensar isso.
 
— Alice Munro

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