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Mostrando postagens de Setembro 3, 2019

Frank O'Hara, o poeta da cidade

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Frank O'Hara (1926-1966) viveu em Nova York por quinze anos, de 1951 até sua morte em 1966, devido a um acidente de carro. Nessa época, escreveu centenas de poemas, vários por dia, digitados em alta velocidade numa Royal portátil. Ele era pianista, tocava Rachmaninov e, com a mesma cadência, com ritmo frenético e transbordante, fazia poesia; aliás, descrevia o ato de escrever à máquina com o mesmo verbo utilizado para materializar a música – tocar à máquina.

Sua chegada ao grande centro cultural estadunidense foi tardia; cresceu em Grafton, uma cidade rural de classe média instalada nas margens da Nova Inglaterra, Massachusetts. Daqueles anos, restou apenas algumas fotografias; ele, vestido de marinheiro, sentado na varanda de sua casa, ao lado de seus pais. No entanto, esse lugar provincial – a igreja, os cães, o cinema itinerante – foi-se apagando sem resistência ao longo do tempo e substituído pelo veio depois: uma missão na Marinha, Harvard, um ano na Universidade de Ann Arbo…