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Mostrando postagens de Outubro 27, 2020

Cesare Pavese, o solitário das colinas

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  Por José Andrés Rojo Cesare Pavese, provavelmente em Santo Stefano Belbo, anos 1940.   Numa carta que Ítalo Calvino enviou ao crítico Geno Pampaloni em 1951, dizia: “Você não tomou precauções suficientes contra a infecção de um dos males mais tristes e comuns de nosso tempo: o anticomunismo”. Fazia-lhe algumas considerações sobre seus comentários, não muito favoráveis, à edição da poesia de Cesare Pavese, e o alertava para não esperasse encontrar em seu diário, que ainda não havia aparecido, muitos comentários políticos: “Pavese queria nos dar com seu diário um testemunho do antigo lado trágico da vida humana do qual ninguém escapa”, comentava Italo Calvino.   O que resta do grande escritor italiano agora? Os preconceitos anticomunistas ainda pesam na hora de lê-lo ou com o tempo se impôs sua delicadeza para contar com verdadeira maestria as turbulências de homens e de mulheres? O episódio que mais fortemente marca a trajetória de Pavese é seu suicídio. Ele alugou um quarto no Hotel