Boletim Letras 360º #534

Sylvia Plath no topo da Torre dell'Orologio, Veneza, 1956. Arquivo Faber Books


LANÇAMENTOS
 
A Biblioteca Azul publica uma edição especial ilustrada de A redoma de vidro.
 
Único romance escrito por Sylvia Plath, publicado em 1963, A redoma de vidro retorna em uma edição especial. Em capa dura, com nova tradução assinada por Ana Guadalupe e ilustrações em giz pastel da artista francesa Beya Rebaï, esta edição celebra uma das obras mais importantes do século XX e um grande marco da literatura feminista. O livro conta a história de Esther Greenwood, uma jovem estudante universitária e aspirante a escritora. Nascida no subúrbio, ela se muda para Nova York para estagiar em uma prestigiada revista de moda, onde a pressão pelo sucesso e a sensação de distanciamento em relação às demais pessoas a faz desenvolver um quadro sério de depressão e ansiedade. A obra reflete a batalha da própria autora contra a depressão e a bipolaridade, que acabou culminado no seu suicídio um mês depois do lançamento deste livro. Também estão presentes a pressão social sobre as mulheres na década de 1950, tanto no ambiente de trabalho, quanto nos padrões de beleza e comportamento. Sessenta anos após sua publicação original, o texto de Sylvia Plath ainda conversa com questões atuais, o que o coloca na condição de clássico absoluto, que todos devem ler. Uma narrativa atemporal sobre os sonhos e aspirações de uma jovem que busca encontrar seu lugar no mundo. Você pode comprar o livro aqui.
 
Proust antes de Proust.
 
Este volume reúne, em sua primeira parte, divertidos exercícios estilísticos e narrativos, nos quais Proust resgata um caso real ocorrido no início do século XX, o “Caso Lemoine”, emulando e parodiando a prosa de autores como Balzac, Flaubert e diversos outros. Na “Miscelânea” que compõe a segunda parte, destaca-se, entre outros temas, o fascínio de Proust pelo crítico e artista inglês John Ruskin — sentimento que encontra aqui seu mais conspícuo registro. Entre o ensaio e a literatura, este livro permite que leitores de Proust se surpreendam com novas facetas, e que aqueles que ainda não se aventuraram pelo “tempo perdido” encontrem uma saborosa porta de entrada para a obra do imortal autor francês. Com tradução de Jorge Coli, Pastichos e Miscelânea é publicado pela Editora Unesp. Você pode comprar o livro aqui.
 
A editora Grua publica um novo título russo na Coleção A Arte da Novela.
 
Na Moscou de 1878, o solitário e casto jovem Iákov Arátov mora com a tia Platonida Ivánovna, sua única parente viva. Tem apenas um amigo, o sociável e alegre Kupfer, que o convence a ir a um espetáculo de variedades na casa de uma princesa georgiana. Sentindo-se oprimido e intimidado, Iákov logo vai embora. Dias depois, ele é arrastado por Kupfer a outro concerto no qual a cantora lírica Clara Militch apresenta lindamente uma peça de Tchaikóvski. Ela parece não desgrudar os olhos dele, e o rapaz se abala sem entender bem o porquê. Em casa, Iákov recebe um bilhete sem assinatura, mas que ele sabe ser de Clara, marcando um encontro no bulevar Tverskoi. Entre relutante, ofendido e ansioso, Iákov chega na hora marcada. O que se dá, num jogo de percepções enviesadas, é um desencontro entre os dois. Iákov não consegue se desvencilhar da imagem hipnótica da cantora, que o perturbará dia e noite, atrapalhará seus estudos, mudará sua vida. E se o drama tem essa alcunha pois existe a esperança fugidia de um bom desfecho, a tragédia é uma solução que não se pode remediar. Como grande naturalista, Turguêniev traz nesta novela o embate entre as ciências naturais como forma de entender o mundo e o deslumbramento com a sociedade da época. Misturando realismo e simbolismo, com uma pitada de fantástico e comédia, o leitor é fisgado pela fulminante paixão entre os jovens Iákov e Clara. Último escrito de Ivan Turguêniev, Clara Militch, obra inédita no Brasil ganha tradução direta do russo, e notas, de Giselle Moura. Você pode comprar o livro aqui.
 
Os indispensáveis contos de Eudora Welty.
 
Morgana é uma cidadezinha no Mississippi em que todos se conhecem. Crianças e idosos convivem com adultos de diferentes posições sociais. A natureza — rio, árvores, pássaros, bosques e trilhas — se mistura com as casas e os pequenos negócios. Esse lugar fictício, com as características do sul dos Estados Unidos, é o elemento central de As maçãs douradas. O livro reúne sete contos interligados, com personagens em comum, que se estendem por cerca de quarenta anos. Inédito no Brasil, é considerado a obra-prima de uma das maiores escritoras americanas do século XX, Eudora Welty (1909-2001), dona de um estilo bem particular, em que a oralidade evolui para uma linguagem elaborada como uma tapeçaria. A edição da Carambaia tem tradução e posfácio de José Roberto O’Shea, tradutor de autores como Robert Louis Stevenson, Flannery O’Connor, Mark Twain, Joseph Conrad e James Joyce. O apego de Welty à paisagem e às relações marcadas por tradições familiares, além de certo isolamento, evocam sua cidade natal, Jackson, também no Mississippi. A associação apressada a outros escritores do Sul, como William Faulkner e Carson McCullers, levou a escritora a ser frequentemente classificada como representante de um filão regionalista. Welty foi amiga e correspondente de Faulkner, mas rejeitava a filiação comum. Sua escrita original levou-a a ser a primeira escritora americana a ter já em vida sua obra incluída na coleção Library of America (Philip Roth e Saul Bellow mereceriam posteriormente a mesma distinção). Com o passar do tempo, Welty passou a ser comparada a escritores de outros continentes — como Virginia Woolf e James Joyce — e outras eras — como Homero e Ovídio. Seus livros, entre eles As maçãs douradas, se valem em alguma medida da mitologia grega e de outros arquétipos, mesmo sendo o oposto da jornada heroica. O título do livro é tirado de um poema de W.B. Yeats e se refere a uma distinção entre as pessoas que colhem maçãs prateadas e aquelas que, num momento especial da vida, encontram uma maçã dourada. Como observa O’Shea no posfácio: “Welty é a mestra do ‘ordinário’ transmutado em ‘extraordinário’”. As histórias de As maçãs douradas são povoadas de figuras bem diversas, sobretudo os membros de oito famílias principais, alguns mais desajustados do que outros. A violência, a morte e os preconceitos se apresentam de forma latente, às vezes quase cômicas, ao lado de pequenas rusgas. A música tem um papel central e assume feições de evasão para seus personagens. 
 
Uma saga de quase cem anos pelo Brasil profundo que nos lembra de que natureza e humanidade são uma coisa só e nos devolve a esperança em dias melhores.
 
Nos anos 1920, Minino, garoto órfão criado por uma mulher indígena, decide abandonar a terra deixada pelos pais, em Goiás, e acompanhar a Coluna Prestes. Graças à sua coragem e esperteza, e também por possuir o dom de “farejar” águas de nascentes de rios, ele logo passa a ter relevância no grupo e a caminhar na frente da marcha, a fim de também farejar jagunços escondidos na vegetação, prontos para emboscadas. É nessas andanças que Minino desenvolve a vontade de lutar por aquilo em que acredita, além do amor pela natureza e por Maria Branca, que se torna sua companheira de toda a vida. Com o fim da Coluna, decide voltar para sua pequena propriedade, mas isso não o impede de continuar perseguindo seus ideais. Maria José Silveira, autora de Maria Altamira ― obra finalista dos prêmios Jabuti, Oceanos e São Paulo em 2021 e com mais de 40 mil exemplares vendidos ―, por meio da trajetória do patriarca de uma família de lavradores em Goiás, volta a denunciar a exploração da natureza com sensibilidade e força narrativa em uma trama repleta de personagens cativantes reais e ficcionais na qual aborda temas relevantes para o atual momento, como questões indígenas, direitos sobre a terra, devastação ambiental, entre tantos outros. Farejador de águas é publicado pela editora Instante. Você pode comprar o livro aqui.
 
Três novelas que tocam em dois temas caros a Yoko Ogawa: memória e ausência.
 
Em “A piscina”, a jovem Aya precisa lidar com o amadurecimento que a deixa entre a lembrança de um passado mais simples, que fica para trás, e o vislumbre de um futuro complexo, difícil e sofrido. Amadurecer será para ela conciliar os novos sentimentos e uma época em que “não conhecia a tristeza nem a dor no coração”. “Diário de gravidez” é narrada mesmo em forma de diário pela irmã da grávida. Yoko Ogawa usa a força da sugestão para gerar algo que a um só tempo existe e não existe — uma versão literária do gato de Schrödinger, por assim dizer. Várias entradas do diário descrevem uma gravidez que parece um delírio. Mas, se é mesmo o caso, quem será que delira: a narradora, a irmã ou os leitores? Em “Dormitório”, uma mulher retorna ao dormitório universitário em que viveu durante os tempos de estudante, nos arredores de Tóquio. O local, administrado por um estranho professor, aos poucos se deteriora e deixa de ser como a mulher recorda. Seu retorno é como o de alguém que vai à periferia de uma mente e lá encontra memórias que aos poucos desaparecem ou se transformam. Com tradução de Eunice Suenaga A piscina; Diário de gravidez; Dormitório: três novelas sai pela editora Estação Liberdade. Você pode comprar o livro aqui.
 
Um novo título da série noir editada pela Tabla.
 
Bagdá noir faz parte da premiada série de antologia noir da Akashic Books. Uma das cidades do mundo mais devastadas pela guerra entra para a coleção com um volume de histórias sombrias, reunindo 14 contos ambientados em diferentes regiões de Bagdá, que formam um complexo mosaico de experiências e perspectivas. Organizado por Samuel Shimon, o livro sai no Brasil com tradução de Jemima de Souza Alves pela editora Tabla. Você pode comprar o livro aqui.
 
Uma viagem espectral entre a vida e a morte, entre o amor e a perda nessa impressionante estreia de Mateo García Elizondo.
 
“Vim a Zapotal para morrer de uma vez por todas. Assim que pus os pés no povoado, livrei-me do que trazia nos bolsos, das chaves da casa que deixei abandonada na cidade, de todos os cartões, de tudo o que tinha meu nome ou a fotografia do meu rosto. Não me sobram mais de três mil pesos, vinte gramas de pasta de ópio e sete gramas de heroína, e isso tem de ser suficiente para me matar.” O protagonista e narrador de Um encontro com a Lady busca um último encontro com sua lady na forma de um pó branco a ser injetado no braço, e para isso ele embarca em uma jornada até um vilarejo esquecido no tempo. Lá, ele encontra figuras perturbadoras e fantasmas de amigos que o aguardam do outro lado e, em sua caminhada para o fim de tudo, tem de lidar com as lembranças da cidade de onde veio e de seu passado.  A primeira frase do romance evoca o começo mítico de Pedro Páramo, de Juan Rulfo, e em suas páginas há ecos do carnaval de autodestruição grotesco de Debaixo do vulcão, de Malcolm Lowry. Com uma prosa envolvente e hipnótica, Mateo García Elizondo narra, nesta estreia extraordinária, vencedora do Premio Ciutat de Barcelona 2019, uma viagem ao coração das trevas, uma queda espectral ao inframundo de um viciado que entra em um caminho com um único destino possível, que se aproxima cada vez mais. Com tradução de Ivone Benedetti, o livro é publicado pela editora Record. Você pode comprar o livro aqui.
 
Novo livro na coleção com a obra de Virginia Woolf na editora Nós.
 
Reverberando o incômodo que a própria Virginia passou em vida, quase sempre se sentindo inadequada e malvestida para as festas às quais era convidada, vemos em O vestido novo a pobre Mabel sentir-se “como uma manequim de modista, ali parada para que as jovens lhe espetassem alfinetes”, sofrendo profundamente com o julgamento e o desprezo daqueles que reprovam não a sua constituição intelectual ou moral, mas a sua roupa. Escrito com a conhecida maestria de Virginia, o conto é uma daquelas preciosidades que ganham uma grandeza insuspeita quando lido assim, em separado, num volume único que lhe dá o valor que tem em si e que tantas vezes passa despercebido. A tradução de Ana Carolina Mesquita é publicada pela editora Nós. Você pode comprar o livro aqui.
 
Livro homenageia um dos nomes mais importantes da crítica brasileira.
 
Pela potência de seus textos críticos, a professora emérita Walnice Nogueira Galvão era descrita por Alfredo Bosi como uma “intelectual que honra nossa cultura” e, por Alipio Freire, como uma escritora de “elegância sem frescura”. Uma das grandes representantes do legado feminino no desenvolvimento científico do país, Walnice se destaca na análise e na crítica às artes nacionais e internacionais, nos estudos de gênero e, também, é referência quando se trata dos escritores João Guimarães Rosa e Euclides da Cunha. Por tantos motivos, este Palavras para Walnice é um livro-homenagem que resgata e reverencia a trajetória pessoal e acadêmica da autora, explorando seu percurso pela crítica, pela docência e pela política, sempre lutando por uma sociedade mais justa. Com contribuições de diversos nomes ilustres do Brasil e do exterior, esta obra conta com testemunhos, impressões, lembranças e releituras, celebrando uma história de vida dedicada ao ensino, à pesquisa, à educação e à produção e difusão do conhecimento. Organizado por Antonio Dimas e Ligia Chiappini, o livro é publicado pelas Edições SESC. Você pode comprar o livro aqui.

REEDIÇÕES
 
Reunião inédita dos cinco romances do Compêndio Mítico do Rio de Janeiro, de Alberto Mussa, em caixa exclusiva com capas novas e texto de livreto de Hermano Vianna.
 
Alberto Mussa, vencedor dos prêmios Casa de las Americas, Biblioteca Nacional e ABL, entre outros, afirmou certa vez que uma cidade não se define pelo temperamento de seu povo ou pela sua cultura, mas pela história de seus crimes. Com este Compêndio Mítico, Mussa conta a história do Rio de Janeiro em cinco romances policiais instigantes, um para cada século desde a fundação da cidade, trazendo um recorte que expõe as entranhas e a poderosa mistura de culturas e povos da capital fluminense. Obras independentes, que podem ser lidas a qualquer momento, em qualquer ordem, os livros do Compêndio pertencem, cumulativamente, a cinco gêneros tradicionais do romance: o carioca, o histórico, o fantástico, o policial e o de adultério. Um deleite para os leitores. Você pode comprar o livro aqui.
 
RAPIDINHAS
 
Bioy Casares e Silvina Ocampo. A única obra escrita pelo casal argentino, o policial Os que amam odeiam sai pela primeira vez no Brasil pela Companhia das Letras em 2024.
 
Leituras em conversa com nosso tempo. Rodrigo Casarin do Página Cinco descreve na sua Newsletter o livro que publicará pela Arquipélago. A biblioteca no fim do túnel reúne reflexões sobre a leitura e a relação com livros, os diálogos possíveis entre a literatura e o contemporâneo e sobre escritores e obras. A previsão do livro é julho de 2023.
 
OBITUÁRIO
 
Morreu o escritor espanhol Antonio Gala.
 
Antonio Gala nasceu a 2 de outubro de 1930 em Brazatortas, província de Ciudad Real. Quando tinha nove anos, a família se mudou para Córdoba, onde fez sua carreira literária e toda a sua vida. Leitor precoce da poesia de Rainer Maria Rilke, Garcilaso, San Juan de la Cruz, consignou o gosto pelas letras e os estudos, licenciando-se em Direito, Ciências Políticas e Ciências Econômicas. No fim dos anos 1950 passou longa temporada em Portugal e Itália. No regresso à Espanha, já era um poeta e dramaturgo premiados. Sua vivência com a prosa de ficção é tardia, compondo antes obras no teatro, pelas quais obteve extensa parte do seu reconhecimento, no ensaio, no roteiro para televisão e nos artigos de imprensa em colaborações para jornais como El País e El Mundo. Sua obra galgou pequena circulação no Brasil, com títulos como A regra de três (1996), a narrativa de um escritor bissexual bem-sucedido que decide se exilar numa ilha distante e pouco povoada a fim de preparar seu novo romance. O escritor morreu neste 28 de maio de 2023.
 
DICAS DE LEITURA
 
Na aquisição de qualquer um dos livros pelos links ofertados neste boletim, você tem desconto e ainda ajuda a manter o Letras.
 
1. Saia da frente do meu sol, de Felipe Charbel (Autêntica Contemporânea, 136 p.) Um narrador especula sobre o passado do tio-avô sobre o qual restam apenas os boatos das pessoas de seu convívio e os registros fotográficos, materiais com os quais se arquiteta uma vida possível. Você pode comprar o livro aqui
 
2. A menina que não fui, de Han Ryner (Trad. Régis Mikail, Ercolano, 256 p.) A história de François de Taulane feita pelo percurso de busca entre cartas, diários e confissões uma vida feita de impasses devido seus desejos e sua identidade. Você pode comprar o livro aqui

3. Lições sobre o Dom Quixote, de Vladimir Nabokov (Trad. Jorio Dauster, Todavia, 304 p.) O livro completa outros dois volumes de ensaios que o autor de Lolita escreveu a partir de suas atividades como professor de literatura. Neste volume sobre a obra-prima fundadora do moderno romance no ocidente, Dom Quixote, de Cervantes. Você pode comprar o livro aqui
 
VÍDEOS, VERSOS E OUTRAS PROSAS
 
A revista Quatro Cinco Um publicou uma entrevista de Helena Aragão com Milton Hatoum. O escritor discorre sobre sua obra, alguns temas que lhe são caros e sobre os projetos literários em curso. Leia aqui.
 
BAÚ DE LETRAS
 
José Lins do Rego foi um dos nomes mais destacados da literatura de 1930 no Brasil. Entre suas obras já comentadas no Letras, a mais recente foi Pedra Bonita, neste texto de Davi Lopes Villaça. Destacamos em modo de sublinhar a data de nascimento do escritor paraibano: 3 de junho de 1901.

O romance de Sylvia Plath agora reeditado no Brasil, A redoma de vidro, foi comentado duas vezes no Letras: a primeira vez em 2017 neste texto de Rafael Kafka; e a segunda, aqui, por Pedro Fernandes.  
 
DUAS PALAVRINHAS
 
É todavia difícil suportar continuamente a ideia de que o mundo, a história, os valores e os outros são para nós a criação do acto de liberdade pelo qual os aceitamos ou combatemos. A tentação suprema é a de nos despirmos dessa terrível liberdade, alienando-nos para descansar no mundo dos objectos ou no mundo dos deuses. Fácil é ser definitivamente animal ou deus. Difícil é assumir a realidade monstruosa de superar um e combater com outro.
 
— Eduardo Lourenço, em “Esfinge ou a Poesia”


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