Boletim Letras 360º #677

DO EDITOR

Renovo os agradecimentos aos autores que até o dia 25 de janeiro enviaram as suas candidaturas para os novos colunistas no Letras. Durante a semana que agora termina foi encerrada a análise das propostas e os selecionados ou não já receberam através dos seus correios eletrônicos as respostas. Cumpriu-se, assim, o previsto dentro dos prazos. A partir de março, o leitor conhecerá um a um os que chegaram para enriquecer este projeto em 2026.

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Valério Pereliéchin. Foto: Jan Paul Hinrichs



LANÇAMENTOS

Publicam-se dois livros do poeta russo que viveu no Brasil entre 1953 e 1992, o aportuguesado Valério Pereliéchin: o esgotado livro que escreveu em português e uma antologia. O projeto é das Edições Jabuticaba.

1. Nos odres velhos estão versos que Pereliéchin escreveu em português, em formas convencionais da nossa poesia, nos anos que viveu no Brasil depois de longo exílio na China. Ele resumiu assim sua criação na 1ª edição de deste livro publicada pela editora Achiamé em 1983: “o vinho novo” a fermentar nos “odres velhos” da poesia, ou seja, nas formas fixas. Mas o que um russo que escreveu poemas metrificados em português sobre a vida de um velho homossexual na segunda metade do século XX teria a nos dizer? Por que ler sua poesia, lançada há décadas por uma editora pequena do Rio de Janeiro e ignorada pela maioria do público?  Trinta anos depois de sua chegada em terras brasileiras, o autor se mostra seguro de si na apresentação de seu livro, falando de sua “experiência poética” e de seu título de “um dos melhores sonetistas” da poesia russa. Defende seus odres, que, é claro, não estavam mais em voga na poesia brasileira da época. Na verdade, da qualidade técnica de sua poesia não há motivo para se desconfiar. Como Glauco Mattoso, outro sonetista nosso de gosto homoerótico, Valério se mostra um exímio artista do metro. Já o vinho novo que nos oferece, curiosamente, o autor não parece tão preocupado em defender. Segundo ele, o que há nos tais odres é um “mundo imaginário”, um mundo que ronda a poesia desde a Antiguidade. Na capa da 1ª edição, uma ilustração imita uma cena de vaso grego, com um jovem nu servindo vinho a um homem adulto. Ela não é pederástica de fato, mas nos faz imaginar algo velado. Na capa desta edição, uma fotografia nos convida à contemplação da beleza arqueológica, da imagem longínqua do desejo. À distância, também está o admirador de rapazes nos poemas de Pereliéchin. Sua posição se distingue daquela de Glauco e de Roberto Piva, da volúpia em ação, do sexo. Valério compõe breves cenas de amores inatingíveis, de passados perdidos, de anseios frustrados pela risível realidade. Mesmo com ironia, filia-se à tradição de Mikhail Kuzmin, não à toa por ele traduzido do russo (Cânticos de Alexandria, 1984). Menos trágica que o “Antínoo” pessoano, que também traduziu, e mais sarcástica é sua poética. Por esta reedição, agora podemos, como se lê no poema “Um imortal”, dar mais atenção a esse “maricão danado” que “as alcovas tomava por altares”. À margem da moral reinante, Pereliéchin ri de si mesmo e nos chama para beber desse vinho ainda novo. É hora de sermos hereges com ele. (Daniel Falkemback Ribeiro). O livro tem apresentação de Ricardo Domeneck. Você pode comprar o livro aqui (no site da editora).

2. Em tempos de investida colonial da Federação Russa sobre a Ucrânia, a garrafa lançada por Pereliéchin ao mar das letras russófonas contém um desafio bicéfalo. Trará mensagem, talvez pessoana, de estabilidade ou de corrosão? Pois seu autor era um cioso defensor do patrimônio da “grande cultura russa”. Não é impossível imaginá-lo embaixador do “mundo russo”, o soft power cada vez mais hard do “rússkii mir”, a semear os clássicos pátrios em províncias ainda não bafejadas pela iluminação espiritual que só um bom texto russo pode proporcionar, especialmente ao ocidente degenerado. Ao mesmo tempo, nada mais estranho a uma política da fixidez do que a poética dissonante, transnacional e multilinguística que ele teceu; tão compatível, enfim, com as atuais perspectivas de descentramento dos estudos russos. O que o futuro reserva a Valério? Uma reputação crescente no dito Norte Global? Sua adoção pelos estudiosos e praticantes da tradução, atividade que cada vez mais parece ser o paradigma do atual ecossistema, amigo das redes, teias, passagens e trânsitos? Ou a sua compacta manutenção em nichos de entusiastas? Talvez, em um planeta de deslocados, Pereliéchin deixe de ser um peixe fora d’água. (Bruno Barretto Gomide). No ano de 2040 reúne poemas em russo de Pereliéchin selecionados por Bruno Barretto Gomide, autor também do posfácio para esta edição. Os poemas têm tradução e apresentação de Letícia Mei. Você pode comprar o livro aqui (no site da editora).

Anne Carson e seus trânsitos entre o íntimo e o erudito, o clássico e o contemporâneo. 

Vidro, ironia e deus é uma coletânea de textos em que Anne Carson tece fios poéticos que transitam entre o íntimo e o erudito, o clássico e o contemporâneo. O livro é composto por seis blocos — cinco poemas longos e um ensaio final —, que exploram temas como amor e perda, identidade, alienação e a tentativa de compreender o sagrado e o profano. Entre os textos mais destacados estão “O ensaio de vidro”, um poema extenso sobre o fim de um amor narrado em diálogo com a obra de Emily Brontë; “Homens da TV”, que apresenta figuras como Heitor de Tróia, Safo e Antonin Artaud como se fossem personagens de televisão; e “A queda de Roma”, que reflete sobre uma viagem a Roma e a sensação de alienação que ela provocou na autora.  O ensaio “O gênero do som” nos relembra que a história está repleta de ruídos inaceitáveis: vozes agudas, fofocas, tagarelice, histeria, lamentos e gritos rituais. Quem os produz? Aqueles que se desviam do ideal masculino de autocontrole ou que lhe são deficientes: mulheres, catamitas, eunucos e andróginos se enquadram nessa categoria. Dos mitos da antiguidade a Margaret Thatcher, passando por Sigmund Freud e Gertrude Stein, o ensaio traça a construção da voz de acordo com os gêneros na cultura ocidental. Com tradução de Adriana Lisboa, o livro é publicado pela Relicário Edições. Você pode comprar o livro aqui.

Clarisse Escorel constrói um romance sobre a força do primeiro amor, o impacto duradouro da rejeição, os fantasmas que atravessam a vida adulta e o trabalho de reescrever a própria história para enfim poder habitá-la.

Entre o Rio de Janeiro dos anos 1990 e a São Paulo do início dos anos 2000, uma mulher revisita a história que marcou sua juventude: um amor precoce, avassalador e, desde o início, ameaçado por desencontros e pela incapacidade de ambos de lidar com a intensidade do que viviam. A partir de um reencontro fortuito anos depois — um mesmo voo, um táxi compartilhado na saída do aeroporto — a conversa entre os antigos namorados reabre feridas e faz a narradora mergulhar nas memórias que resistem ao tempo e na dor que moldou sua formação afetiva. Entre lembranças luminosas e episódios que revelam inseguranças e opressão, ela recompõe a trajetória de uma relação que não soube nem durar nem desaparecer. O amor na sala escura é um livro sobre o que permanece, mesmo quando tudo parece ter ficado para trás. Publicação da editora Bazar do Tempo. Você pode comprar o livro aqui.

Albertine Sarrazin e a poética sem perder o vigor narrativo ou abandonar a linguagem das ruas.

Publicado em outubro de 1965, o romance O astrágalo, de Albertine Sarrazin (1937-1967), conta a história da jovem delinquente Anne. Ao fugir da prisão, ela conhece Julien, seu grande amor, e fratura o pequeno osso do calcanhar que dá nome ao livro. Autobiográfico até a medula, O astrágalo retrata uma vida na fronteira entre a precariedade, o submundo e a efervescência boêmia de Paris na metade dos anos 1960 — às vésperas, portanto, dos acontecimentos de maio de 1968. Tida por muitos como “alma gêmea de Jean Genet” ou “padroeira dos escritores inconformistas”, Albertine Sarrazin é poética sem perder o vigor narrativo ou abandonar a linguagem das ruas. Com descrições afiadas, peculiar senso de humor e tremenda dimensão introspectiva, o livro foi elogiado, antes mesmo de sua publicação, por ninguém menos que Simone de Beauvoir. Seus direitos de publicação foram disputados pelas mais importantes editoras da França e, embora combatido pelo gosto mais tradicionalista, obteve sucesso imediato ao sair, ganhou prêmios e fez carreira internacional. Uma vez lançado em outros países da Europa e nos Estados Unidos, influenciou toda uma geração de escritores e, sobretudo, de escritoras. Sua permanência fica evidente no prefácio de Patti Smith, contido nesta edição. Bonnie & Clyde da nouvelle vague, o casal Albertine e Julien evoca também Michel e Patricia, protagonistas de Acossado (1960), de Godard. Uma frase de Albertine, dita ao juiz em sua primeira condenação, exprime bem a força de sua literatura: “Não tenho nenhum remorso. Quando tiver, eu aviso”. O livro sai pela Editora 34 com tradução de Monica Kalil. Você pode comprar o livro aqui.

Hiromi Kawakami está de volta com sua escrita onírica e surrealista, intercalada com cenas do cotidiano.

Em Manazuru, um romance psicológico, acompanhamos a perspectiva de Kei, uma mulher de meia-idade que há anos carrega um trauma causado pelo sumiço inexplicável do marido. Desde então, morando com a mãe e a filha em Tóquio, ela se encontra suspensa entre uma vida cotidiana, de trabalho e cuidados filial e materno, e divagações acerca do paradeiro do ex-companheiro. Em um momento de escape, ela decide embarcar num trem e, como que por acaso, mas também talvez atraída pelo local, acaba descendo em Manazuru, uma cidade costeira onde a sensação de estar sendo seguida por algo se intensifica. Definir o que a segue ali é, de início, difícil até mesmo para ela, que entretanto acaba por se tornar íntima desta que parece ser uma habitante espectral do outro mundo. Entre diálogos que por vezes parecem se passar apenas dentro de sua própria mente, Kei se descobre em uma jornada cujo objetivo é sair de seu labirinto interior, entrando em paz com fantasmas do passado e reafirmando a essência de seu ser. Em Manazuru, além de exercer o ato da escrita como se costurasse uma colcha de retalhos, na qual a voz narrativa em primeira pessoa é por vezes entrecortada e remendada por pensamentos intrusivos da própria personagem principal, Hiromi Kawakami explora o conceito de kamikakushi 神隠し, um “desaparecimento misterioso” e de causa divina conforme sugere o ideograma 神 em sua composição, relembrando que a interpretação daquilo que soa sobrenatural é muito mais idiossincrática do que senso comum. Por meio de um estilo poético que abraça o surreal, uma ternura silenciosa emerge desses momentos sombrios. Manazuru é uma meditação sobre a memória, uma exploração profunda e precisamente delineada das relações entre amantes e familiares. Com tradução de Jaqueline Nabeta, o livro sai pela Estação Liberdade. Você pode comprar o livro aqui.

O encontro de duas almas solitárias que buscam amparo uma na outra enquanto enfrentam seus segredos, desejos e frustrações.

Um afinador de pianos de talento excepcional renuncia ao sonho de ser um grande pianista devido a feridas da juventude. Um empresário sexagenário perde a esposa e constata que um piano é tudo o que resta de seu casamento. Aclamado pela crítica, O afinador de pianos acompanha o encontro de duas almas solitárias que buscam amparo uma na outra enquanto enfrentam seus segredos, desejos e frustrações. Um romance delicado e raro sobre a complexidade da arte e da natureza humana e sobre as experiências indeléveis que nos guiam em direção ao auge ou ao abismo. O primeiro romance de Chiang-Sheng Kuo a chegar ao Brasil sai pela Rua do Sabão traduzido por Isabela Figueira. Você pode comprar o livro aqui.

Nova edição e tradução de História da violência, um romance complexo que captura o impacto avassalador de uma agressão sexual, transformando um trauma em uma reflexão sobre a nossa sociedade.

Publicado dois anos depois do aclamado O fim de Eddy, História da violência tem como ponto de partida uma noite de Natal do ano de 2012. Enquanto caminhava para casa pelas ruas desertas e frias de Paris após uma agradável ceia, passada na companhia de dois amigos, Édouard cruza com um homem atraente, que o aborda com insistência. Dividido entre o desejo e a vontade de ficar sozinho para ler, o narrador acaba cedendo e convidando o homem para sua casa. Após uma madrugada de trocas profundas e íntimas, ele saca um revólver e ameaça matar Édouard. Em seguida, o narrador é agredido, estuprado, e Reda foge. Traumatizado, Édouard dá entrada nos procedimentos burocráticos para prestar queixa e se depara, entre outras coisas, com as dificuldades desse tipo de denúncia quando se é um homem gay. A partir desta experiência traumática, o autor realiza um audacioso exercício de catarse literária, para explorar as múltiplas facetas da violência. O resultado é uma narrativa hipnótica que se movimenta entre o passado e o presente, e que se alterna entre várias vozes, como a de Édouard, de sua irmã e de Reda, registrando não apenas o racismo e a homofobia da sociedade francesa contemporânea, mas também seus efeitos sutis nos relacionamentos afetivos e familiares. A nova tradução é de Marilia Scalzo; o livro sai pela editora Todavia. Você pode comprar o livro aqui.

Edith Wharton pensa a arte do romance.

O que distingue um romance que perdura de uma narrativa apenas engenhosa? De que modo a experiência humana se converte em forma literária sem perder sua verdade interior? Em A arte de escrever ficção, Edith Wharton enfrenta essas questões com a autoridade rara de quem não apenas refletiu sobre a arte do romance, mas a exerceu em seu mais alto nível. Longe de oferecer receitas ou fórmulas, este livro reúne ensaios em que a autora examina os princípios fundamentais da narrativa — a composição, o ponto de vista, a relação entre tema e forma, o papel da imaginação e da disciplina — sempre a partir de exemplos concretos da grande tradição literária. O texto de ficção surge aqui não como produto de improvisação ou mero talento espontâneo, mas como obra de arquitetura rigorosa, em que cada escolha formal participa do sentido final. Publicado originalmente em 1925, este livro permanece atual por sua clareza intelectual e por sua recusa a modismos. Trata-se de uma reflexão madura sobre o ofício do escritor, mas também de uma leitura indispensável para todo leitor interessado em compreender, com maior profundidade, como se constrói uma obra de ficção duradoura. Mais que um manual, este livro é uma lição de gosto literário, lucidez crítica e respeito pela forma — escrita por uma das maiores romancistas da língua inglesa. Publicação da Vimara Editor, com tradução, notas e introdução de Pablo Guimarães. Você pode comprar o livro aqui.

RAPIDINHAS 

Os aforismos de Carlos Drummond de Andrade. A nova edição de O avesso das coisas, no âmbito do projeto de reedição da obra do poeta mineiro pelo grupo Record, sai com ilustrações de Dedé Laurentino e posfácio de Pedro Bial.

Orides Fontela. A Hedra volta aos planos de reeditar a obra da poeta livro a livro e apresenta novo projeto editorial para uma nova coleção. TransposiçãoHelianto, TeiaAlba, Rosácea saem em março com acréscimos de textos dos mais importantes nomes da crítica ou da literatura. Os textos têm fixação de Ieda Lebensztayn.

DICAS DE LEITURA

1. As cartas do Boom, de Carlos Aguirre, Gerald Martin, Javier Mungía e Augusto Wong Campos (Orgs.) (Trad. Mariana Carpinejar, Record, 590p.) A explosão da literatura latino-americana de língua espanhola dentro e fora do continente entre as décadas de 1950 e 1970 ficou marcada pelo crescente marketing no mercado editorial como boom. Nessa reunião de cartas alguns dos principais nomes que integraram esse front — Mario Vargas Llosa, Carlos Fuentes, Gabriel García Márquez e Julio Cortázar — dialogam acerca dos bastidores dessa época. Você pode comprar o livro aqui

2. Poesia, de François Villon (Trad. Sebastião Uchoa Leite, Editora 34, 496p.) Um dos nomes singulares entre os poetas franceses do século XV cuja poesia articula o vigor vernacular com o baixo calão regressa aos leitores brasileiros nesta edição que reúne ainda um ensaio de Leo Spitzer. Você pode comprar o livro aqui

3. Contos completos, de José Donoso (Trad. Bruno Cobalchini Mattos, Mundaréu, 224p.) Um golpe de mestre da casa que decidiu recolocar em órbita para os leitores brasileiros a obra de um dos nomes centrais da literatura chilena no século XX. Aqui estão as principais obsessões definidoras do universo criativo forjado pelo autor de O obsceno pássaro da noite. Você pode comprar o livro aqui

VÍDEOS, VERSOS E OUTRAS PROSAS

Termina neste mês a exposição e o amplo programa dela derivado que passa em revista o Brasil desde o passado pré-colonial patente na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa. Entre as derivas do evento, estão as publicações da edição 220 da Colóquio/ Letras e o livro com o mesmo título da exposição, Complexo Brasil, organizado por José Miguel Wisnik, um dos curadores. No nosso Instagram mostramos e comentamos essas edições. 

No passado 4 de fevereiro cumpriu-se mais um ano sobre a morte de Hilda Hilst. Entre as curiosidades na biografia da escritora de Jaú está sua dedicação desde numa janela dos anos 1970 por um fenômeno de transcomunicação que data do fim de 1959 quando o cineasta sueco Friedrich Jürgenson teria capturado vozes do além enquanto tentava gravava o canto de pássaros. O caso de Hilda Hilst ficou registrado nos arquivos da Rede Globo; a emissora gravou em 1979 esta matéria apresentada durante o Fantástico

BAÚ DE LETRAS

Entre as efemérides da semana que termina está o marco dos 110 anos do nascimento do escritor Rubén Darío, um dos nomes que contribuíram para a entrada da literatura nicaraguense e de língua espanhola no círculo do modernismo. Recordamos este texto que traduzimos para o Letras em 2021. 

DUAS PALAVRINHAS

A literatura, acredito, não se destina exclusivamente a entreter e consolar as pessoas. Também tem como objetivo provocar e inspirar as pessoas a lerem o mesmo tempo duas vezes. 

— Umberto Eco

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* Todas as informações sobre lançamentos de livros aqui divulgadas são as oferecidas pelas editoras na abertura das pré-vendas e o conteúdo, portanto, de responsabilidade das referidas casas.


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