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Mostrando postagens de Dezembro 19, 2019

O arado, de Zila Mamede

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Por Pedro Fernandes Zila Mamede e João Cabral de Melo Neto A obra de Zila Mamede começa a atravessar períodos fundamentais de sagração, ou melhor, se visitarmos sua biografia logo poderemos estender essa observação à própria poeta que, em 2018, alcançou o primeiro centenário. Ela nasceu em 1928 em Nova Palmeira, na Paraíba, e desde muito cedo foi viver no Rio Grande do Norte; tinha cinco anos quando chegou a Currais Novos, onde o pai trabalharia numa beneficiadora de algodão. Essa proximidade da família com o núcleo paterno está na base de seu périplo, mas este não findaria antes da crise na cultura algodoeira com a mudança do pai para Natal. Ele esteve envolvido com a organização estadunidense de uma base de suporte para os Aliados; a nova mudança se deveu a isso. Atravessávamos o difícil tempo da Segunda Guerra Mundial. Mas, Zila, porque sempre envolvida pela sua independência, ainda viveu em João Pessoa e no Recife e só se fixa em definitivo em Natal aos vinte an