Postagens

Mostrando postagens de Fevereiro 26, 2009

Trecho censurado de Macunaíma

Imagem
Ilustração de Carybé para Macunaíma Manuel Bandeira teceu muitos elogios quando leu Macunaíma , sobretudo pela protuberância de cenas picantes da obra. Mas, com medo da censura, Mário de Andrade fez um recorte do romance em que é narrado cenas, que ao seu ver, poderiam ser acusadas de pornografia. Nele, o romancista descreve transas de Macunaíma e Ci. Os cortes foram da versão original para a segunda edição da obra. Leia o trecho que reproduzo aqui a partir da edição crítica da obra preparada por Telê Porto Ancona Lopez e publicada em 1988 pela Editora da Universidade Federal de Santa Catarina. * Um geito engraçado era enrolar a rede bem e no rolo elástico sentados frente a frente brincarem se equilibrando no ar. O medo de cair condimentava o prazer e as mais das vezes quando o equilíbrio faltava os dois despencavam no chão ás gargalhadas desenlaçados pra rir. Outras feitas Ci balançava sozinha na rede, estendida de atravessado. Macunaíma convexando o corpo entre doi

“Eu não viajarei para Auschwitz”*

Imagem
Por Pedro Fernandes Bem, leitor, confesso que minha consciência novamente me obriga a render matéria sobre um assunto que só pensei escrever sobre apenas um artigo. Mas, o caso é forte. É um caso daqueles, como diria uns, de rasgar a goela. Não desce de forma alguma. E calar-se parece consentir. Trata-se da novela Williamson, que discorri aqui noutro dia. Ele mesmo. O dito cujo mesmo que anda pregando aos quatro ventos que o Holocausto não existiu. Pois bem, esse mesmo volta à telinha de novo e de novo com a mesma história. Nesse vale a pena ver de novo, depois de uns imprensões fuleras de Ratzinger, que só convenceram a meio mundo de fanáticos de que ele está realmente preocupado com o caso, porque se realmente estivesse já teria feito o que João Paulo II fez, ou melhor, se se preocupasse com o caso sequer teria reabilitado o louco, Williamson afirmou, segundo o jornal Folha de São Paulo, à revista alemã “Der Spiegel” que está disposto a rever as evidências históricas, mas q