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Mostrando postagens de Setembro 18, 2018

Amor, casais e casamentos em William Shakespeare (2)

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Por María Méndez Peña






Amor pode significar amante, amigo, ou um tipo de ação. Há uma aberta proximidade entre amor e amizade. Às vezes por amor significa de todas as formas. Os assuntos do amor luzem por trás das cortinas, de onde saem os cenários: ali se conjuga uma fina sensibilidade ao prazer e à dor com uma enorme capacidade de idealização estética.
As alusões maravilhosas ao amor em Shakespeare provêm de uma personagem muito jovem e apaixonada, Romeu. Ele, no começo da tragédia, afirma: “O amor é dos suspiros a fumaça; puro, é fogo dos olhos que os olhos ameaça; um mar de lágrimas de amantes. Que mais será? Loucura temperada, fiel ingrato, doçura refinada”.
Sobre o amor, um caso extremo mas retorcido, como corresponde ao personagem, aparece na corte do Duque de Gloucester a Lady Ana viúva, em frente ao caixão de seu esposo, num confuso jogo de palavras, matar-amor, matar-amante. “O amor de uma mulher já foi feito dessa maneira? E ainda assim, a conquisto! O universo contra nada!”…