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Por que “Frankenstein” é mais relevante hoje que há 200 anos

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Por Michael Harris


Num gelado dia de 1803, no Colégio Real dos Cirurgiões, em Londres, um grupo de pessoas viu como Giovanni Aldini aplicava uma descarga elétrica na cabeça de um condenado que havia sido executado antes. Os músculos da mandíbula tremeram. Depois, Aldini deu outra descarga, desta vez nas costas e o cadáver pareceu como que se sentasse. Havia nascido o que se conhece como vitalismo.
Qual era o limite das invenções da humanidade? Poderíamos animar o inanimado? Brincar de ser Deus? Enquanto as mentes pensantes do século XIX debatiam sobre estas questões, a jovem Mary Shelley, que passava uma noite numa mansão alugada a Lord Byron, teve um sonho inspirador que serviu de ponto de partida para um romance chamado Frankenstein. Nele, pulsava um emergente terror pela tecnologia, até um furor pelo progresso. E agora, justamente dois séculos depois, ainda estamos tomados por esse estranho sonho de Shelley.
O termo “ficção científica” não foi cunhado até várias décadas depois, mas…