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Mostrando postagens de fevereiro 26, 2026

Herscht 07769, de László Krasznahorkai

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Por Pedro Fernandes Existirmos, a que será que se destina? — Caetano Veloso Livra-me da culpa dos crimes de sangue, ó Deus, Deus da minha salvação! E a minha língua aclamará a tua justiça. — Sl 51:14 László Krasznahorkai. Foto: Matyas Szollosi Todos carregamos em nosso interior a nuvem escura que pode nos insuflar para o irremediável. Com ela ou não também uma voz ininterrupta que nos conta uma história com ramificações tão diversas e nem sempre alcançamos um ponto final; com essa voz dialogamos, e por vezes, ela nos provoca a conversa, reaviva outras vozes ou se deixa interceptar. Esse fio que nos aparece com a formação da parte da nossa consciência responsável pela linguagem e deve nos acompanhar até a morte serviu de maneira muito diversa à elaboração de uma literatura centrada na interioridade, o que, na história do romance, ficou marcado com o início de uma era de renovação da forma narrativa estabilizada com a expressão realista do século XIX. Mais tarde, ao juntar esses procedim...