Preencha o formulário para participar da promoção. Se você não chegou aqui pelo Facebook, não deixe de findar sua inscrição cumprindo o restante do regulamento desta promoção.

Operação França, de William Friedkin



Dois policiais, Jimmy "Popeye" Doyle (Gene Hackman) e Buddy "Cloudy" Russo (Roy Scheider), descobrem uma enorme operação de tráfico de heroína em Nova York, organizada por um galante vilão, o francês Alain Charnier (Fernando Rey). Operação França é um thriller policial sem mocinhos. 

Enquanto corre atrás dos traficantes, entre tiros, facadas, muita ação e suspense, o detetive Doyle, representante da lei, mas também violento, passará por cima da ética para pegar o criminoso. Baseado em fatos verídicos, o filme foi entendido por parte da audiência como denúncia da violência tanto de criminosos quanto da polícia. No cartaz de divulgação, inclusive, lia-se "Doyle não é boa notícia, mas é um bom policial".

A grande sequência do longa, a da perseguição (entre um carro e o trem do metrô), ficou marcada como uma das mais impressionantes do cinema. Para filmá-la, Friedkin utilizou o tráfico da cidade, com transeuntes reais e o próprio Gene Hackman dirigindo em alta velocidade pelas ruas de Nova York.

Acentuam o tom realista as diversas cenas filmadas em locação, com câmera na mão, ao estilo documental, mostrando a sujeira dos espaços, inclusive da delegacia e do amarfanhado dos policiais.

A despeito desse retrato crítico sobre a eficiência da lei, Operação França recebeu cinco Oscar, incluindo Melhor Filme e Direção. Em 1974, a Academia novamente reconheceu o talento de Friedkin, premiando O exorcista (1973) em duas das dez indicações que recebeu. 

* Revista Bravo!, 2007, p.109

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Os segredos da Senhora Wilde

11 Livros que são quase pornografia

Os muitos Eliot

Uma entrevista raríssima com Cora Coralina

Além de Haruki Murakami. Onze romances da literatura japonesa que você precisa conhecer

Boletim Letras 360º #308

Boletim Letras 360º #309

As melhores leituras de 2018 na opinião dos leitores do Letras

Os melhores de 2018: prosa

O excesso que vive: Mac e seu contratempo, de Enrique Vila-Matas