Boletim Letras 360º #679
DO EDITOR
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| John Steinbeck. Foto: Rolls Press |
Um livro atemporal sobre as vicissitudes da vida publicado originalmente em 1937, Ratos e homens é um dos mais belos e aclamados textos do vencedor do Novel de Literatura John Steinbeck.
Eles são uma dupla improvável: George é “pequeno e rápido, de cara fechada, com olhos inquietos e traços marcados, fortes”; e Lennie é seu oposto, um sujeito enorme com a mente de uma criança. Entretanto, de certa maneira, eles construíram uma família, juntos, apesar da solidão e da alienação. Trabalhadores braçais dos campos poeirentos da Califórnia, eles se viram como podem, com uma mão na frente e outra atrás. Mas George e Lennie têm um plano: serem donos de uns alqueires de terra e de uma choupana que possam chamar de sua. Ainda que a impotência da classe trabalhadora seja um tema recorrente na obra de John Steinbeck do fim da década de 1930, ele estreita o foco ao escrever Ratos e homens — cujo título toma emprestado de um verso do poema “To a Mouse”, de Robert Burns —, criando o retrato íntimo de dois homens que encaram um mundo marcado por tirania mesquinha, mal-entendidos, inveja e indiferença. Porém, ainda que o escopo seja reduzido, o tema é universal: uma amizade e sonhos compartilhados que dão sentido à existência individual. Com uma perspectiva única sobre os revezes da vida, Ratos e homens alcançou o status de clássico atemporal graças ao sucesso do livro, de uma peça da Broadway e de três aclamadas adaptações cinematográficas. Com tradução de Caetano W. Galindo, o livro sai pela editora Record. Você pode comprar o livro aqui.
Publicado originalmente em 1938, este é um dos contos mais intensos e rigorosos de Andrei Platônov, escritor central da literatura russa do século XX. Em uma narrativa breve e de extrema contenção formal, o autor condensa questões fundamentais de sua obra: o trabalho, o sacrifício, o afeto e a exigência histórica de utilidade imposta a toda forma de vida.
A vaca acompanha o cotidiano de uma família ligada ao universo ferroviário soviético e se organiza em torno do animal que dá título ao conto — animal de sustento, de trabalho e de vínculo afetivo. Sem recorrer à denúncia direta ou à ironia explícita, Platônov constrói algo mais inquietante: a descrição precisa de um mundo em que a existência precisa continuamente justificar-se pela função que exerce. O ambiente rural e ferroviário que atravessa A vaca dialoga diretamente com a biografia do autor. Antes de se dedicar integralmente à literatura, Platônov trabalhou desde muito jovem em atividades técnicas e ligadas ao sistema ferroviário, experiência que marcou profundamente sua reflexão sobre a relação entre humanidade, técnica e natureza. Este volume dá continuidade ao projeto editorial da Ars et Vita dedicado à obra de Platônov no Brasil. A vaca dialoga de forma orgânica com os contos reunidos em Iúchka e outras histórias e O amor pela pátria e outras histórias, compartilhando com esses livros a atenção às figuras humildes, a ética do sacrifício e a recusa de soluções morais simplificadoras. A presente edição ganha nova dimensão com as ilustrações de Aleksandr Petrov, realizadas especialmente para o conto. Em diálogo sensível com o texto, as imagens não funcionam como ilustração narrativa, mas como expansão atmosférica da leitura, reforçando a densidade ética e poética da obra. Você pode comprar o livro aqui.
O clássico da literatura com poemas de Carlos Drummond de Andrade e desenhos de Portinari volta em edição acessível e em capa dura.
O clássico da literatura com poemas de Carlos Drummond de Andrade e desenhos de Portinari volta em edição acessível e em capa dura.
A influência de Dom Quixote, romance de Miguel de Cervantes publicado em 1605, é incomensurável. E sua permanente popularidade foi, em parte, ampliada pelo prestígio que teve no mundo das artes ― de Pablo Picasso a Dostoiévski, foram muitos os artistas inspirados pelo livro. No Brasil, o clássico foi o ponto de partida para uma parceria icônica entre Carlos Drummond de Andrade e Candido Portinari, cujo resultado é este D. Quixote: Cervantes, Portinari, Drummond. Concluída em 1956, a série de 21 desenhos que Portinari fez para Dom Quixote só ganhou a companhia dos poemas de Drummond em 1973. Mas a obra circulou pouco, apenas em edições dirigidas e de tiragem limitada. Agora, setenta anos depois de o pintor brasileiro concluir as ilustrações, o livro ganha uma edição comercial e acessível. Na obra, Drummond e Portinari criam peças que de alguma forma acompanham o roteiro de eventos do romance, como as batalhas imaginárias de Quixote, o amor dele por Dulcineia e as trapalhadas com o esquálido cavalo Rocinante. Já no poema de abertura, “Soneto da loucura”, Quixote apresenta ao leitor seu estado mental divagante, imaginando um “tropel de batalhas jamais vistas”. Já o poema “Convite à glória” é todo feito em diálogos, com o fidalgo tentado convencer um ainda ressabiado Sancho Pança a embarcar na jornada contra o mal, prometendo-lhe uma ilha de esmeraldas como recompensa. Drummond adapta as hilárias histórias da dupla ao seu imenso repertório linguístico, ao passear pelo poema concreto, pelo soneto e pela parlenda: “Epa! / Baixa, gordo, / cara de bufão, / bola no chão, / bãobalalão” (“Coro dos cardadores e fabricantes de agulhas”). Neste poema, de forma magistral, ele constrói uma ponte entre o romance de cavalaria europeu e a tradição oral brasileira.
No entanto, o que fica evidente aqui é uma sinergia artística impressionante. Drummond e Portinari nos fazem imaginar um Quixote realizado a seis mãos, enriquecendo de forma única essa obra-prima da literatura mundial ao mesmo tempo que criam um verdadeiro clássico do modernismo brasileiro. Editado pela Record, o livro traz posfácio inédito de Eduardo Bueno. Você pode comprar o livro aqui.
O quinto volume do teatro completo de Eurípides reúne as peças Helena, As Fenícias e Orestes.
Poeta de um mundo em crise, Eurípides é, sem dúvida, o trágico grego que mais se aproxima da sensibilidade contemporânea. Em seu cosmo instável e contraditório, em que alianças familiares e comunitárias se encontram sob ameaça, não há valores absolutos ― assim, em suas peças, lealdade e traição, coragem e covardia, paixão e cálculo frio se afirmam lado a lado. Helena, que abre o volume, inverte singularmente as perspectivas da tradição: aqui não é a Helena real que deu origem à Guerra de Troia, mas apenas sua imagem, um simulacro seu; e, no desenrolar da obra, as falas da Helena real subvertem por completo a personagem retratada por Homero na Ilíada. Em As Fenícias, o pacto entre irmãos, que é também um pacto pela alternância no poder, cai por terra e leva a funestas consequências, numa reflexão aguda sobre o fundo irracional da alma humana. Já Orestes põe em cena outro par de irmãos, Electra e o próprio Orestes, perseguido pela loucura após ter assassinado a mãe e o padrasto ― mas quando tudo parece apontar para a catástrofe, intervenções divinas reconfiguram benevolamente seus destinos. Encenadas em Atenas entre 412 e 405 a.C., as três peças reunidas no quinto volume do Teatro completo de Eurípides constituem um legado de beleza e originalidade da civilização grega, vertido para o português diretamente do original pelo poeta e professor Jaa Torrano, titular de Língua e Literatura Grega da Universidade de São Paulo. O volume integra os até agora quatro livro com o Teatro completo de Eurípides, editado pela Editora 34. Você pode comprar o livro aqui.
O desconhecido contista em Humberto Werneck, o cronista.
Humberto Werneck, jornalista e cronista de vasta carreira na imprensa brasileira, escreveu sua primeira e única obra de ficção aos vinte e poucos anos de idade. São os contos agora reunidos em Pequenos fantasmas, notáveis pela revelação de uma inesperada maturidade. O autor, no entanto, teve lá suas dúvidas, e as transmitiu a Murilo Rubião, o fabuloso escritor que na época havia criado o Suplemento Literário de Minas Gerais e não só havia contratado o jovem jornalista como o incentivara nos primeiros passos da escrita de ficção. O livro suspenso, esse Pequenos fantasmas, iniciou uma trajetória rumo à gaveta, interrompida apenas algumas décadas depois, quando, em 2005, Werneck lançou por conta própria uma edição de pequena tiragem, que também teve vida curta. Agora, aqueles contos escritos em meados dos 1960, “com uma recaída em 1977”, segundo o autor, começaram uma vida nova, demonstrando que o tempo acabou preservando o seu frescor, o ímpeto original que os levara até o papel. São histórias centradas em Minas, com meninos e homens diante de descobertas muitas vezes assombrosas, ainda que mantenham o encanto da rotina. O Humberto Werneck dos 20 anos já era um escritor de linguagem elegante e não domesticada, um jovem nascido para as letras. Felizmente, Pequenos fantasmas acabou saindo do limbo a que havia sido destinado, e chega para iluminar um tempo e um estado de espírito que a Literatura Brasileira conheceria muito bem apenas com a explosão de contos da década seguinte. Um pequeno livro que demorou, mas veio para ficar. Publicação da Seja Breve. Você pode comprar o livro aqui.
Em sete contos conectados entre si, o escritor tailandês-americano Tony Tulathimutte apresenta uma série de millennials cronicamente on-line em um estilo maximalista, perspicaz e hilário.
Em sete contos conectados entre si, o escritor tailandês-americano Tony Tulathimutte apresenta uma série de millennials cronicamente on-line em um estilo maximalista, perspicaz e hilário.
Com sua galeria de personagens tragicômicos e constrangedores, Rejeição, considerado o melhor do ano de 2024 pelo New York Times, disseca o comportamento de uma geração quanto às relações, ao sexo e à internet. Mas não só. Conforme o título anuncia, estas páginas tratam de um dos problemas mais sensíveis da contemporaneidade: os efeitos sociais da rejeição. Seja a crise da masculinidade que consome um homem branco hétero frustrado por não conseguir namorar, seja uma mulher com distúrbios alimentares ou um jovem gay descendente de asiáticos com fantasias sexuais mirabolantes imbuídas de cultura otaku, ou ainda um empreendedor mergulhado em discurso mindfulness, até uma pessoa que se recusa absolutamente a ser enquadrada em categorias de gênero, todos no livro enfrentam as dores de não serem queridos por amigos, amores, familiares, conhecidos e até por eles mesmos. Por mais que estejam hiperconectados com outros usuários atrás de seus celulares, computadores e vídeo games, muitos se sentem solitários e desejam uma conexão verdadeiramente humana. Ultracontemporâneas, as histórias também ironizam a autopiedade, refletindo sobre a atual corporativização das questões de raça e gênero que, no fundo, não parece interessada em conciliar diferenças para estabelecer um mundo mais aprazível. “Rejeição” é um mosaico eletrizante e divertido de uma geração que talvez tenha excedido em muito seu tempo de tela. Publicação da editora Fósforo; tradução de Isadora Sinay. Você pode comprar o livro aqui.
Nesta obra contundente e visceral, vencedora do National Book Awards de 2025, Omal El Akkad aponta o dedo para a indiferença do Ocidente e sua parcela de culpa com relação ao genocídio perpetrado em Gaza depois do ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023.
Um dia todos dirão terem sido contra denuncia de forma mordaz, com conhecimento de causa, a hipocrisia e o preconceito vigentes, cúmplices da violência — inclusive a institucional. Percorrendo de maneira não linear suas memórias, que abarcam desde seu nascimento no Egito, a infância no Catar e a mudança ainda na adolescência para o Canadá, passando por sua chegada à maioridade sob a sombra do 11 de Setembro e da Guerra ao Terror e seu trabalho jornalístico como correspondente no Afeganistão e no Iraque, até seu estabelecimento nos Estados Unidos como escritor renomado, o autor critica duramente o modo como as potências ocidentais, em especial o país onde hoje mora, enxergam os imigrantes muçulmanos e os árabes em geral, assim como os refugiados e os povos inseridos no contexto da colonização — todos aqueles que não estão enquadrados no âmbito do privilégio. Atacando tanto o fascismo redivivo da extrema direita quanto o liberalismo de esquerda (seja ele o que for), El Akkad procura indicar um caminho, uma ruptura com aquilo que parece estar estabelecido e que vem resultando em tantas atrocidades. A reunião desses elementos, analisados com acuidade poética, faz de Um dia todos dirão terem sido contra uma obra urgente e fundamental para quem deseja compreender os meandros sociopolíticos — e muitas das mazelas — do mundo em que vivemos, e também para quem anseia por transformações. Com tradução de Rodrigues Neves, o livro sai pela Martins Fontes. Você pode comprar o livro aqui.
Nesta obra contundente e visceral, vencedora do National Book Awards de 2025, Omal El Akkad aponta o dedo para a indiferença do Ocidente e sua parcela de culpa com relação ao genocídio perpetrado em Gaza depois do ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023.
Um dia todos dirão terem sido contra denuncia de forma mordaz, com conhecimento de causa, a hipocrisia e o preconceito vigentes, cúmplices da violência — inclusive a institucional. Percorrendo de maneira não linear suas memórias, que abarcam desde seu nascimento no Egito, a infância no Catar e a mudança ainda na adolescência para o Canadá, passando por sua chegada à maioridade sob a sombra do 11 de Setembro e da Guerra ao Terror e seu trabalho jornalístico como correspondente no Afeganistão e no Iraque, até seu estabelecimento nos Estados Unidos como escritor renomado, o autor critica duramente o modo como as potências ocidentais, em especial o país onde hoje mora, enxergam os imigrantes muçulmanos e os árabes em geral, assim como os refugiados e os povos inseridos no contexto da colonização — todos aqueles que não estão enquadrados no âmbito do privilégio. Atacando tanto o fascismo redivivo da extrema direita quanto o liberalismo de esquerda (seja ele o que for), El Akkad procura indicar um caminho, uma ruptura com aquilo que parece estar estabelecido e que vem resultando em tantas atrocidades. A reunião desses elementos, analisados com acuidade poética, faz de Um dia todos dirão terem sido contra uma obra urgente e fundamental para quem deseja compreender os meandros sociopolíticos — e muitas das mazelas — do mundo em que vivemos, e também para quem anseia por transformações. Com tradução de Rodrigues Neves, o livro sai pela Martins Fontes. Você pode comprar o livro aqui.
Uma contagiante história de vida e de morte, narrada por um mosquito.
Tudo parece estar indo muito bem na viagem de Carmen pela Amazônia com o namorado, mas no último dia ela sente uma dor de cabeça inédita. Nenhum médico da Bahia e do Rio de Janeiro consegue ajudá-la: todos acham que se trata de dengue e se esquecem de examiná-la. O único ser que sabe a resposta é a fêmea de anófeles que a picou, e que narra em detalhes os treze dias de calvário por que Carmen passa antes de chegar a um diagnóstico. Vencedor dos prêmios Jürgen Ponto-Stiftung de Literatura e Buddenbrookhaus para romance de estreia, na Alemanha, esse diário aterrador consegue ao mesmo tempo falar sobre a morte, nos divertir e informar, além de refletir profundamente sobre a relação entre o homem e a natureza. Um romance original, com uma perspectiva não antropocêntrica, que une a potência das narrativas autobiográficas, a maestria da construção ficcional e a beleza da divulgação científica. Malária, de Carmen Stephan, sai pela editora Tinta-da-China Brasil com tradução de Cláudia Abeling. Você pode comprar o livro aqui.
RAPIDINHAS
RAPIDINHAS
Harlem Renaissance 1. O termo é usado para designar o movimento cultural negro nas primeiras décadas do século XX em Nova York. E é agora um nome de uma coleção da editora Zahar que reunirá obras que se estabeleceram no período em referência.
Harlem Renaissance 2. O primeiro título publicado é Coisa de gente branca (1934), de Langston Hughes. O livro reúne catorze contos que exploram as contradições do pensamento em relação aos negros nos Estados Unidos de então.
Ensaio sobre a cegueira trintou. O romance de José Saramago publicado em 1995 ganhou uma edição ilustrada por Pablo Auladell. A versão brasileira chega pela Companhia das Letras em abril. Já é possível garantir o livro por aqui.
OBITUÁRIO
Morreu João Adolfo Hansen
João Adolfo Hansen nasceu em Cosmópolis, São Paulo, no dia 26 de maio de 1942. Graduou-se em Letras Anglo-Germânicas pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas, realizou mestrado em Literatura Brasileira pela Usp, com a dissertação A ficção da literatura em Grande sertão: veredas e doutorado em Literatura Brasileira pela mesma instituição com a tese A sátira e o engenho: Gregório de Matos e a Bahia do século XVII — materiais depois publicados em livro. Além da carreira acadêmica na Usp, atuou em várias instituições estrangeiras, nos Estados Unidos, na França e no Chile. Juntamente com obra de João Guimarães Rosa e Gregório de Matos esteve no centro de interesse de Hansen durante toda sua carreira, dividida ainda entre os temas referentes às letras luso-brasileiras dos séculos XVI, XVII e XVIII, tais como a retórica e a poética, a obra de autores como Padre António Vieira, Machado de Assis, Tomás Antonio Gonzaga, Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles, Régis Bonvicino e Glauco Matoso. Entre os livros que publicou estão ainda Agudezas seiscentistas e outros ensaios, O que é um livro?, Alegoria, construção e interpretação da metáfora, e a coordenação do projeto que resultou nos cinco volumes com a obra de Gregório de Matos. Em 1990, foi vencedor do Prêmio Jabuti pela obra A sátira e o engenho e em 2014, recebeu o Grande Prêmio da Crítica da Associação Paulista de Críticos de Artes, pela obra Gregório de Matos (5 Volumes), com Marcello Moreira. Em 2022, recebeu o título de Professor Emérito pela FFLCH/ Usp. João Adolfo Hansen morreu em São Paulo no dia 16 de fevereiro de 2026.
DICAS DE LEITURA
1. A queda, de Albert Camus (Trad. Valerie Rumjanek, Record, 112p.) Depois de assistir ao suicídio de uma mulher nas águas do Sena sem coragem de tentar salvá-la, um advogado repassa o acontecimento em gesto de confissão e autoacusação. Você pode comprar o livro aqui.
2. Eurídice e outros poemas, de H. D. (Trad. Camila de Moura, Círculo de poemas, 144p.) Uma breve visita ao território da poesia de um dos nomes destacados da poesia moderna de língua inglesa. A antologia também organizada por Camila de Moura reúne uma seleta de poemas colhidos em Jardim do mar (1916), O deus (1917), Hímen (19121) e Heliodora (1924). Você pode comprar o livro aqui.
3. Texaco, de Patrick Chamoiseau (Trad. Rosa Freire D’Aguiar, Pinard, 504p.) Um urbanista é enviado para demolir a comunidade de Texaco. O encontro entre este homem e Marie-Sophie Laborieux, uma guardiã da memória do povo crioulo, é o espoletar para uma narrativa que, entre outros assuntos, registra a formação das favelas e a resistência cultural e do imaginário caribenho. Você pode comprar o livro aqui.
VÍDEOS, VERSOS E OUTRAS PROSAS
Passaram-se dez anos sobre a morte de Umberto Eco. Recordamos dois pequenos vídeos que fizemos circular nas nossas redes há muito: um recorte do documentário A biblioteca do mundo (Davide Ferrario, 2022); e quando o escritor fez uma ponta em A noite (1961), filme de Antonioni — aqui.
Em nossa conta no Instagram, o leitor pode conferir os detalhes da edição portuguesa que assinala a passagem dos 30 anos do Ensaio sobre a cegueira; é um gostinho da versão brasileira em brochura anunciada na seção Rapidinhas deste boletim.
BAÚ DE LETRAS
Em fevereiro de 2013, numa série de publicações que aqui designamos A arte de ilustrar, comentamos os desenhos concebidos por Candido Portinari para o livro de Cervantes que depois ganharam a poesia de Carlos Drummond de Andrade: Quando a poesia vai buscar diálogo com a pintura — aqui.
DUAS PALAVRINHAS
Talvez eu seja o sonho de mim mesma.
— Hilda Hilst
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* Todas as informações sobre lançamentos de livros aqui divulgadas são as oferecidas pelas editoras na abertura das pré-vendas e o conteúdo, portanto, de responsabilidade das referidas casas.

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