Boletim Letras 360º #573

DO EDITOR
 
Olá, leitores! Na próxima semana, vocês começarão a conhecer os autores que publicarão no Letras a partir desse ano.
 
O resultado da seleção foi divulgado nos e-mails dos candidatos no último dia 29 de fevereiro.
 
Reitero por aqui, em nome do Letras, os agradecimentos aos que se inscreveram. E aos selecionados, mais uma vez, bem-vindos e parabéns!

Karin Boye. Foto: Gunnar Lundh


 
LANÇAMENTOS
 
Nova edição e tradução de Kallocaína, uma distopia sobre a importância da conexão genuína entre seres humanos e tão importante quanto 1984 de George Orwell, Admirável mundo novo de Aldous Huxley e Nós de Ievguêni Zamiátin.
 
Leitura obrigatória para quem gosta de distopias, este clássico consagrou a autora sueca Karin Boye como um dos grandes nomes da ficção científica. Nesta atmosfera asfixiante, acompanhamos um cientista partidário de um Estado totalitário, que desenvolve uma droga que força quem a toma a revelar pensamentos e até vontades inconscientes. O Estado mundial criado por Boye é familiar à sociedade permanentemente tensionada que George Orwell descreveu em 1984. Há muitas semelhanças entre as duas histórias: a vigilância contínua dos cidadãos pelo Estado; a ausência de arte; a constância dos duplos; uma fraternidade, clandestina e paralela ao regime estabelecido; a existência de um mundo selvagem, não organizado, e por isso mesmo desejável; a desconfiança entre os homens como fundamento do Estado. Obra distópica original e complexa, escrita por uma mulher que viveu a Segunda Guerra Mundial na Alemanha e na União Soviética, este romance é um alerta sobre o totalitarismo e a importância de resistir. Responsável por acender um acalorado debate na Europa, este clássico é parte indispensável de qualquer biblioteca. A nova edição sai pela editora Aleph com tradução de Janer Cristaldo e em dois formatos: em capa dura e capa comum. Você pode comprar o livro aqui.
 
Inédito no Brasil. Publica-se o testemunho do amor, do respeito e do carinho nutridos entre o aluno Albert Camus e seu professor de Argel.
 
Assim que recebeu o Prêmio Nobel de Literatura, Albert Camus escreveu a seu antigo professor em Argel, sem o qual, segundo o próprio Camus, nada disso teria lhe acontecido. Neste livro, são reunidas pela primeira vez cartas que Albert Camus e Louis Germain trocaram ao longo dos anos, repletas de carinho e admiração mútuos. Além disso, contém o texto “A escola”, de O primeiro homem, romance inacabado de Camus no qual Germain é a inspiração para o personagem Bernard, um professor severo, rigoroso, mas, acima de tudo, extremamente afetuoso e apaixonado pelo magistério. Caro professor Germain é uma homenagem à relação de gratidão e carinho entre um aluno e seu professor e um testemunho inspirador do poder de mudança da educação. A tradução é de Ivone Benedetti. A publicação, da editora Record. Você pode comprar o livro aqui

O quarto volume do teatro completo de Eurípides na tradução de Jaa Torrano.
 
A fumaça de Troia mal sobe aos céus e já suas esposas, mães e filhas são partilhadas entre o exército grego, destinadas a servir a este ou aquele guerreiro. Poucas obras da literatura ocidental têm a carga reflexiva e emocional de As Troianas, de Eurípides, encenada em 415 a.C., e reescrita e reencenada desde então numa prova de sua inexaurível atualidade. Jean-Paul Sartre viu nela uma denúncia veemente de todo poder colonizador; outros a tomam como a peça que dá voz aos oprimidos, encarnados nas magistrais figuras femininas de Hécuba, Andrômaca e Cassandra. Ifigênia em Táurida e Íon, as duas peças que também integram este volume de traduções e ensaios de Jaa Torrano, põem em relevo o caráter ambíguo das relações familiares, quando sobre elas incide a ação dos Deuses. Na primeira, Ifigênia, jovem sacerdotisa de Ártemis, deve sacrificar todos os estrangeiros que aportam em Táurida, sem saber que um deles é precisamente seu irmão Orestes. Em Íon, a contradição está instalada no personagem de mesmo nome, que serve com devoção no templo de Apolo, em Delfos, ignorando que este é seu pai e o gerou num ato de violência. Este quarto volume do Teatro completo de Eurípides reafirma a incrível capacidade do dramaturgo grego de trazer à luz, com sutileza e precisão, os múltiplos movimentos da alma humana. Publicação da Editora 34. Você pode comprar o livro aqui.
 
A DBA acrescenta um segundo título do escritor argentino Pablo Katchadjian no seu catálogo.
 
O narrador de Uma oportunidade tem certeza de que está enfeitiçado e de que isso o impede de tomar certas decisões contundentes e resolutivas — como, por exemplo, ligar para uma bruxa que poderia solucionar seu problema. Entre taças de vinho, viagens, interrogatórios, tulpas e egrégoras, o protagonista faz de tudo — inclusive escrever um livro — para desfazer o feitiço que paira sobre ele. Tradução de Bruno Cobalchini Mattos. Você pode comprar o livro aqui.
 
Um retorno da obra da escritora húngara Ágota Kristóf aos leitores brasileiros.
 
A analfabeta é o relato da sua travessia pessoal em busca de uma pátria e de uma língua que jamais fossem confiscadas. Queria uma língua na qual pudesse, enfim, encontrar as palavras que lhe pertencessem. Numa série de curtos depoimentos, Kristóf escreve sobre a fantasmagórica infância pobre de quem começa a viver em meio a um conflito mundial e sobre a obrigatoriedade de aprender o idioma russo, que tentou rasurar a sua língua natal. Lembra, ainda, a estranheza do luto imposto pela morte de Stálin e da sua fuga para a Suíça no final dos anos 1950. Uma das mais importantes autoras europeias do século XX, Kristóf oferece aqui um romance da sua vida junto às palavras, e sentencia: “É preciso continuar escrevendo. Inclusive quando não interessa a ninguém”. Com tradução de Prisca Agustoni, o livro sai pela Editora Nós. Você pode comprar o livro aqui.
 
Livro que se tornou um fenômeno na literatura queer na década passada ganha tradução e publicação no Brasil.
 
Maria Griffiths tem quase trinta anos, vive no Brooklyn, trabalha num sebo no sul de Manhattan, usa uma bicicleta para se locomover e faz o que pode para não se afastar de suas raízes e crenças punk. Ela leva uma vida meticulosamente arquitetada para não precisar pensar ou sentir: evita conversas difíceis, engole pílulas aleatórias que carrega em um saquinho, tem uma rotina matinal orquestrada minuto a minuto, bebe demais e está sempre traçando rotas de fuga. Além disso, protege-se debaixo de camadas de roupa e maquiagem, na esperança de escapar de diálogos forçadamente simpáticos ou abertamente hostis sobre o fato de ser uma mulher trans. A bolha em que vive estoura com o término do namoro com Steph, e a situação se agrava quando, no dia seguinte, Maria retorna de uma de suas muitas saídas não autorizadas do trabalho e é demitida. Esses dois acontecimentos a levam a uma crise existencial que culmina no roubo do carro de Steph e em uma viagem rumo à Califórnia, onde ela acaba conhecendo uma pessoa que a faz examinar a própria vida e existência trans. Publicado originalmente em 2013, Nevada logo tornou-se um fenômeno na literatura queer. Imogen Binnie utiliza referências das culturas pop e punk para ilustrar uma época, porém, os dilemas da personagem, seus medos e suas preocupações, reverberam mais de uma década depois. Com tradução de Fernanda Abreu, o livro sai pela editora Todavia. Você pode comprar o livro aqui.
 
Obra organizada por Nádia Battella Gotlib reúne quatro décadas de depoimentos de 65 personalidades acerca de Clarice Lispector.
 
Livro de recordações? De percepções? Registros de conversas? De situações ora embaraçosas, ora envolvidas por um encanto inexplicável? Encontros que em certo momento atravessaram o destino de uma vida e se perpetuaram pela escrita? Clarice na memória de outros, fruto de quatro décadas de pesquisa de Nádia Battella Gotlib, registra tais experiências mediante uma coleção de 65 vozes que se pronunciam em torno de Clarice Lispector. São cartas, fragmentos, entrevistas, anotações, artigos em recortes de jornais, poemas e crônicas de pessoas que tiveram diferentes modos de relacionamento com a escritora: familiares, amigos, colegas, admiradores, jornalistas, editores, pesquisadores, artistas plásticos, músicos, diplomatas, atores, escritores, críticos. Em sua maioria textos inéditos, aqui convivem, lado a lado, diferentes vertentes do gênero biográfico: do mais canônico, numa perspectiva documental de teor mais objetivo, ao ficcional, em que o factual se rende às instâncias criativas do autor. A meticulosa pesquisa de Nádia Battella Gotlib, uma das maiores especialistas em Clarice Lispector, contribui para a construção de um vibrante mosaico de recordações, um caleidoscópio de perspectivas que revela a mulher complexa e multifacetada por trás da escritora genial. O livro reúne textos de nomes como Ana Maria Machado, Antonio Callado, Autran Dourado, Benedito Nunes, Caetano Veloso | Caio Fernando Abreu, Chico Buarque, Hélio Pellegrino, Humberto Werneck, Ignácio de Loyola Brandão, José Castello, Lêdo Ivo, Lúcio Cardoso, Lygia Fagundes Telles, Luis Fernando Verissimo, Marina Colasanti, Marly de Oliveira, Nélida Piñon, Olga Borelli, Otto Lara Resende, Paulo Mendes Campos, Raimundo Carrero, Rubem Braga, Vilma Arêas, entre outros. Publicação da editora Autêntica. Você pode comprar o livro aqui.
 
A adaptação de Morte e vida severina, o poema mais conhecido de João Cabral de Melo Neto, para HQ já está nas livrarias.  
 
Atual e necessária, esta adaptação descortina dramas cruciais da humanidade — de ontem e de hoje. De modo realista, texto e imagens se combinam para recriar a universalidade da árdua caminhada de tantos e tantos severinos. O auto de Natal, desde sua primeira publicação, em 1956, ganhou mais de cem edições, sem contar as inúmeras adaptações para a televisão, o cinema, o teatro, entre outros. Extremamente popular, a obra-prima de João Cabral de Melo Neto alia a força de sua poesia ao engajamento social, explorando com surpreendente harmonia a tensão entre o erudito e popular. Para o poeta Armando Freitas Filho, “violência e ternura nunca foram tão bem trançadas como neste poema”. Esta combinação ganha agora forma e cor no traço de Odyr. Ilustrada, a jornada de Severino transcende e ressignifica a obra de Melo Neto. O livro sai pelo Selo Quadrinhos na Cia. Você pode comprar o livro aqui.
 
O primeiro volume dos diários de maturidade de André Rebouças.
 
Ele foi um dos principais intelectuais negros brasileiros, pioneiro na introdução e no ensino da engenharia civil no Brasil. Rebouças manteve um diário íntimo desde seus primeiros trabalhos como engenheiro militar, logo após retornar de seus estudos na Europa, em 1863. No entanto, em meados da década de 1870 seu mundo viraria de ponta-cabeça em meio à crise na gestão de uma de suas principais obras e à morte de seu irmão, em 1874, e de seu pai, em 1880. Como desdobramento dessa crise, entre 1877 e 1882 Rebouças parou de escrever diários ou destruiu, posteriormente, seu conteúdo. Quando os retomou, em 1883, está em Londres, em contato com o movimento abolicionista internacional e com diversos engenheiros e capitalistas, planejando portos e estradas de ferro. Desde então, escreveu diariamente em pequenas agendas. Suas anotações começavam sempre com uma observação sobre o tempo e a posição dos astros no céu, seguidas da informação da temperatura do dia. Levantava-se geralmente às cinco da manhã e frequentemente associava a suas notas recortes de jornais, comentados no posfácio de O engenheiro abolicionista: entre o Atlântico e a Mantiqueira ― Diários, 1883-1884. Apesar do estilo sucinto da agenda, o texto fascina e surpreende. Permite que o leitor acompanhe as atividades de Rebouças primeiro em Londres, onde ele se encontra com Joaquim Nabuco, já então o mais conhecido dos abolicionistas brasileiros. Em seguida, mostra-nos sua viagem de trabalho à Holanda e, pouco depois, o retorno ao Brasil, onde acompanhamos as atividades do engenheiro em Minas Gerais e sua atuação na imprensa da Corte em prol da propaganda abolicionista ― até a abolição da escravidão no Ceará em 25 de março de 1884 e o reencontro com Joaquim Nabuco no Rio de Janeiro, em maio desse ano. Organizado por Hebe Mattos, o livro é publicado pela Chão Editora. Você pode comprar o livro aqui.

REEDIÇÕES
 
Nova edição de um dos principais romances de Jonathan Safran Foer.
 
Com uma velha fotografia nas mãos, um rapaz americano viaja até a Ucrânia para encontrar a mulher que pode ter salvado seu avô dos nazistas. Acompanhado por Alex, um jovem que tenta servir de tradutor e acaba demonstrando uma incrível sensibilidade e uma total incompetência na língua inglesa, um velho assombrado pelas lembranças da guerra e uma cadela vira-lata chamada Sammy Davis, Junior, Junior, o rapaz é levado em uma excursão quixotesca por um país devastado, encontrando um passado tão impressionante quanto fantástico. Durante sua peregrinação pelos confins de uma Europa esquecida, o rapaz reencena em sua mente a história da aldeia onde seus antepassados viveram durante séculos, tecendo uma tapeçaria vívida que une gerações ao longo do tempo. Iluminados por sentimentos como paixão, medo, sensualidade e culpa, os personagens de Tudo se ilumina exploram os buracos negros da história numa mistura empolgante do cômico, do trágico e do extraordinário. À medida que a história recua no tempo, um fantástico quadro vai sendo pintado ante o leitor, até que a realidade finalmente colide com a ficção num desfecho surpreendente. Este é um romance sobre busca: por pessoas e lugares que não existem mais, pelas verdades ocultas que assombram qualquer família e pelas narrativas delicadas, tão necessárias em nossos dias, que unem o passado e o futuro, o exuberante e o sábio, o histericamente engraçado e o profundamente comovente. A tradução revista de Paulo Reis e Sergio Moraes Rego é publicada pela editora Rocco. Você pode comprar o livro aqui.
 
Um dos principais livros da ensaística de Umberto Eco em nova edição e nova casa editorial.
 
O que é o texto de ficção? Em que medida ele difere da verdade histórica? E o que ocorre quando o leitor mistura os papéis e considera como reais personagens fictícias ou vice-versa? Estas e outras questões cruciais da arte narrativa são discutidas, de forma acessível e bem-humorada, por Umberto Eco, nestas seis conferências que realizou em 1993 na Universidade Harvard. De Esopo a Ian Fleming, de Edgar Allan Poe e Nerval aos modernos experimentos de Georges Perec, passando ainda pela Paris de Alexandre Dumas, o noticiário da Guerra das Malvinas, os filmes pornográficos e seus próprios romances, Eco investiga os diversos aspectos da leitura, expandindo nossa percepção não apenas do mundo ficcional, mas também da própria realidade. A tradução de Hildegard Feist para Seis passeios pelos bosques da ficção sai pela Companhia das Letras. Você pode comprar o livro aqui.
 
A Edusp reimprime livro do filósofo italiano Luigi Pareyeson acerca da obra do escritor russo Dostoiévski.
 
Resultado das reflexões do filósofo italiano Luigi Pareyson (1919-1991) acerca da obra de Fiódor Dostoievski, este livro originou-se de um curso universitário de 1967 sobre o pensamento ético do romancista, mergulhando na reflexão acerca do bem e do mal, da liberdade e de Deus. Editado postumamente por dois discípulos de Pareyson a partir de anotações deixadas pelo autor, Dostoiévski: filosofia, romance e experiência religiosa tem prefácio de Giuseppe Riconda e de Gianni Vattimo, no qual explicam detalhadamente as condições de sua publicação. Para Maria Helena Nery Garcez, tradutora do volume agora publicado pela Edusp, a leitura dos livros de Dostoiévski e a análise de suas personagens são ricamente apresentadas ao leitor e a reflexão pareysoniana encontra neles a interpretação da experiência religiosa em seus aspectos universais, capaz de falar a todos os homens. Você pode comprar o livro aqui.
 

DICAS DE LEITURA
 
Na aquisição de qualquer um dos livros pelos links ofertados neste boletim, você tem desconto e ainda ajuda a manter o Letras.
 
1. A narrativa de Arthur Gordon Pym, de Edgar Allan Poe (Trad. José Marcos Mariani de Macedo, Carambaia, 312 p.) A aventura de um jovem que embarca clandestinamente no baleeiro Grampus que parte da costa dos Estados Unidos em direção aos mares do Sul. Este é o único romance do autor de O corvo. Você pode comprar o livro aqui
 
2. Todos juntos (1976-2023), de Vilma Arêas (Fósforo, 560 p.) Samuel Titan Jr. reúne toda produção ficcional de Arêas, restabelecendo alguns dos livros há muito esgotados. O leitor encontra nesta pequena biblioteca o inédito Tigrão e outros seis títulos da escritora. Você pode comprar o livro aqui
 
3. Água por todos os lados, de Leonardo Padura (Trad. Monica Stahel, Boitempo, 292 p.) Para aqueles leitores amam quando os escritores derivam para o território do ensaio e para os que precisam descobrir esse interesse. Aqui o escritor revela suas grandes e paixões e como a literatura, talvez a maior delas, serve de respiro. Você pode comprar o livro aqui
 
VÍDEOS, VERSOS E OUTRAS PROSAS
 
Les Lieux de Marguerite Duras (Os lugares de Marguerite Duras). É possível acompanhar com legendas em português este filme de 1976 conduzido por Michelle Porte no YouTube: aqui, a primeira parte; e aqui, a segunda. No dia 3 de março de 2024 passam-se 27 anos sobre a morte da escritora francesa.

BAÚ DE LETRAS
 
Pode-se dizer que é ainda a superfície do baú. No começo de fevereiro de 2024, traduzimos este texto acerca do romance de Karin Boye em destaque neste Boletim. 
 
No passado 27 de fevereiro foi data de aniversário de John Steinbeck. Aproveitamos a efeméride para recordar este texto em modo de perfil do escritor autor de tantas obras valiosas, como As vinhas da ira e A leste do Éden
 
DUAS PALAVRINHAS
 
Para mim, a literatura é um espaço fraturado, onde circulam diferentes vozes, que são sociais. A literatura não está posta em nenhum lugar como uma essência; ela é um efeito. O que torna um texto literário? Questão complexa, à qual, paradoxalmente, o escritor é quem menos pode responder. Num certo sentido, um escritor escreve para saber o que é a literatura.
 
— Ricardo Piglia

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