Boletim Letras 360º #681

DO EDITOR

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António Lobo Antunes (1942-2026). Foto: Bruno Simões Castanheira



LANÇAMENTOS

Uma saga que retrata de forma magistral os últimos dias de nobreza de uma linhagem aristocrática húngara. Inspirado na própria família do autor, Nelio Biedermann, Lázár é um dos grandes acontecimentos literários do ano.

Lajos von Lázár vem ao mundo junto à alvorada do século XX. Seu nascimento é, ao mesmo tempo, um milagre e uma maldição, e sua verdadeira herança, um segredo que ele jamais conhecerá. Há gerações, os von Lázár governam suas terras na Hungria, abrigados em um castelo cercado por uma floresta sombria, onde a loucura aguarda todos que nela entram. Seus integrantes sucumbem a todos os vícios e vivem para saciar seus desejos. Mas os dias do império dos Habsburgo estão contados e, com isso, o legado dos von Lázár é posto em risco. Até que chega o momento de Lajos herdar a propriedade da família. Uma fagulha de esperança se acende quando ele se revela um barão capaz de trazer de volta o antigo esplendor dos von Lázár, mas nem mesmo isso pode fazer frente aos grandes acontecimentos do início do século. Caberá a seus filhos encontrar uma forma de se opor a todo tipo de opressão e dar os primeiros passos vacilantes rumo à verdadeira liberdade. Inspirado na história de família do autor, Lázár é uma saga intergeracional que, com um toque de realismo mágico, leva o leitor do início do século XX à Revolução Húngara de 1956. Este livro já seria um tremendo feito para um escritor de qualquer idade, mas, com seu ar de sabedoria atemporal, ele parece um clássico redescoberto, o que torna ainda mais notável o fato de ter sido escrito quando Nelio Biedermann tinha apenas 21 anos. O livro sai pela Record; tradução de Kristina Michahelles. Você pode comprar o livro aqui.

Ressurreição — o último romance de Lev Tolstói, publicado em 1899, que explora temas de redenção, moralidade e injustiça social na Rússia tsarista —, ganha nova edição e tradução direta do russo.

Neste clássico da literatura russa, acompanhamos o conturbado relacionamento entre o príncipe Nekhliúdov e a bela Katiucha Máslova. A história dos dois lembra muitas outras: na juventude, o rapaz seduz Katiucha, moça de origem humilde que vivia na casa de uma tradicional família da aristocracia russa em um papel mal definido — meio pupila, meio empregada doméstica. Mesmo que houvesse amor entre o casal, a necessidade dos poderosos de manter as aparências fala mais alto. Depois de muito tentar e enfim conseguir satisfazer seus desejos com ela, o rapaz se vê abalado pela consciência de que fizera algo errado e parte com o exército, deixando para Katiucha apenas uma quantia em dinheiro a título de reparação pela desonra e a necessidade de lidar sozinha com as consequências daquela noite. Meses mais tarde, o desgosto da jovem é tamanho que não consegue permanecer na casa da família. Ao pedir para ir embora, é liberada sem qualquer preocupação. Para suas antigas patroas e tutoras, afinal, ela havia “se estragado completamente”. Quando, anos depois, parece impossível que o arrependido Nekhliúdov a reencontre, tendo que encarar novamente a culpa pelo que fez, o destino os coloca frente a frente: ele é um dos jurados na audiência em que Katiucha é julgada como a assassina de um figurão. Serão eles capazes de atravessar as ressurreições que os aguardam, movidos pela brutal força das desigualdades? Escrito ao longo de dez anos marcados por instabilidade pessoal e intensa convulsão social na Rússia, o romance capta a sufocante atmosfera russa após o assassinato do tsar Alexandre II e a subsequente ascensão da política ultraconservadora. Neste romance, Lev Tolstói desenvolve uma história de amor impossível, enquanto reflete profundamente sobre a condição humana e a hipocrisia das elites. A nova edição é da José Olympio; a tradução, de Irineu Franco Perpetuo. Você pode comprar o livro aqui.

A redescoberta de uma joia do modernismo tardio.

A enigmática S, jovem que se recuperava de uma cirurgia na casa de Ruth e Leonard e passou a ser uma espécie de dama de companhia do casal, desaparece no mar. Ao receber a notícia, os dois começam a vasculhar os vestígios deixados pela antiga hóspede: filmes caseiros, gravações em áudio e diários pessoais. Pouco a pouco, esse arquivo fragmentário faz emergir uma rotina íntima permeada por máscaras, banhos de banheira, estátuas de jardim, uma piscina esvaziada, um gato, um orquidário. Com uma escrita que não faz concessões, Ann Quin revela a tensão sexual e psicológica entre os três, em uma relação estabelecida por ausências, voyeurismo e violência velada. Três sai pela DBA; tradução de Gisele Eberspächer. Você pode comprar o livro aqui.

Publicada originalmente em 1931, Cartucho é uma das obras mais singulares da literatura mexicana sobre a Revolução

A partir de breves relatos, quase estampas narrativas, Nellie Campobello reconstrói a violência, o cotidiano e os personagens do conflito no norte do México, especialmente na região de Chihuahua. Com um olhar ao mesmo tempo íntimo e direto, muitas vezes filtrado pela perspectiva da infância, a autora oferece um testemunho raro da guerra ― não dos grandes discursos oficiais, mas das figuras anônimas, dos combatentes, das mulheres e das famílias atravessadas pela violência. Entre memória, ficção e registro histórico, Cartucho rompe com a narrativa heroica tradicional da Revolução Mexicana e inaugura uma voz feminina fundamental na literatura latino-americana do século XX. O livro sai na coleção Curtíssimas, da editora Pinard; tradução de Silvia Massimini Felix. Você pode comprar o livro aqui.

Duas vezes Virginia Woolf: os seus embates com a obra de James Joyce e uma nova tradução do seu terceiro romance.  

1. Virginia Woolf leu James Joyce? Joyce leu Virginia? A primeira tem resposta fácil, porque Virginia escreveu publicamente sobre Joyce, em especial, sobre Ulisses. Ele figura, centralmente, no ensaio “Os romances modernos”, de 1919. Ele aparece novamente em 1925, no ensaio “A ficção moderna”, versão ligeiramente modificada de “Os romances modernos”. Pode-se dizer que Virginia tinha uma relação ambígua com Joyce e seu Ulisses. Ela, sem dúvida, admirava sua criatividade, mas também era essa criatividade que a incomodava. Joyce, por sua vez, que se comprazia em reproduzir, em seus livros, sobretudo em Finnegans Wake, frases de seus críticos, transcritos ao seu bel prazer, faz ao menos uma referência a uma frase de Virginia, retirada justamente do ensaio em que ela trata dos romances modernos. E esse “encontro” (ou seria um “desencontro”?) entre os dois que o livro busca documentar. Com organização e tradução de Tomaz Tadeu, Virginia lê Joyce sai pela editora Autêntica. Você pode comprar o livro aqui.

2. Em 1922, Virginia Woolf publicava seu terceiro romance, considerado pela crítica um ponto de inflexão na sua carreira. Em O quarto de Jacob, o personagem-título é a presença de uma ausência. Da infância na praia à juventude em Cambridge, sua personalidade é entrevista por mulheres que atravessam sua vida, da mãe a uma namorada. Este romance sinaliza o momento em que Virginia Woolf abandonou dispositivos realistas e abraçava — não sem ressalvas — a influência do modernismo de James Joyce, que lançava Ulisses naquele ano. O tempo se dilata na narração de Woolf, que fornece instantâneos impressionistas, enquanto o leitor busca discernir os contornos. Uma experiência fragmentária que mostra as possibilidades da linguagem e da literatura, recuperada com esmero pela tradução de Paulo Henriques Britto.  Publicação da Penguin/ Companhia. Você pode comprar o livro aqui.

Misturando ensaio e memórias, Javier Peña empreende uma busca pela vida de alguns escritores, seus anseios, suas luzes e suas sombras.

Um homem espera a morte em um quarto de hospital. Para passar o tempo e amenizar a angústia, ele e seu filho relembram histórias. Não sobre seu relacionamento marcado por ausências e desentendimentos, mas sobre livros — uma paixão comum — e escritores. É como se as conversas criassem os vínculos ausentes entre os dois, como uma última celebração da vida, um lembrete de que o ser humano precisa se narrar para compreender quem é através do limbo entre o mundo real e a imaginação. Em Tinta invisível, misturando ensaio e memórias, Javier Peña empreende uma busca pela vida desses escritores: seus anseios, suas luzes e suas sombras. Virginia Woolf, Nabokov, Susan Sontag, Tolstói, entre muitos outros, falam com ele por meio de suas histórias, e ele ouve. Quer incluí-los nessa conversa quase póstuma com seu pai porque percebe que a literatura também os liga a pessoas que escreveram suas histórias em outro momento e em outro lugar. E que às vezes nós, leitores, somos capazes de ir além da letra escrita e ler a tinta invisível que o escritor deixou na página. Quando conseguimos isso, vislumbramos a verdadeira beleza: talvez esses momentos de leitura prazerosa sejam suficientes para justificar uma vida. Publicação da editora Instante; tradução de Maria Waquil. Você pode comprar o livro aqui.

Vencedora dos Prêmios Jabuti, Sesc e APCA, Bethânia Pires Amaro estreia no romance.

Janaína nasce sob o clarão dos fogos-fátuos, no interior do estado. Fascinada pelos olhos azuis da estátua de Nossa Senhora, envolve-se num escândalo que a leva a abandonar a cidade e atravessar o sertão, seguindo o curso dos rios na condição de lavadeira. Ao chegar ao Recôncavo, encontra morada às margens do rio Paraguaçu, numa casa constantemente inundada pelas cheias. A comunhão que estabelece com a água evanesce os contornos entre o cotidiano e a correnteza que arrasta diante do quintal os corpos de animais afogados. Graça, sua filha, aprende cedo que narrar é também uma forma de sobreviver. Com ossos leves de pássaro e imaginação afiada, ela parte a Salvador na década de 1950, após um casamento arruinado, para trabalhar em “casa de família”. Da curiosidade e do desejo, nascem suas decisões mais audaciosas: transformando o próprio corpo em empreendimento, assume diversas identidades até se converter na Garça Preta, proprietária do cabaré mais renomado da Ladeira da Montanha, transitando pela era de ouro da boemia e pelo rigor dos anos de chumbo. Flora, a neta, cresce à sombra das histórias da mãe e da avó. Décadas após o evento que levou à ruptura de sua família, ela retorna a Salvador em busca da memória da Mulher de Roxo, tentando decifrar se a lenda urbana que habita o imaginário soteropolitano é, na verdade, o paradeiro final de Graça. O retorno não é apenas geográfico, mas uma tentativa de costurar os fios de uma linhagem que sempre viveu entre a realidade e o mito. O livro é publicado pela editora Record. Você pode comprar o livro aqui.

Nesta coletânea inédita de reflexões incisivas, Susan Sontag se debruça sobre diferentes mecanismos de opressão feminina, explorando temas como envelhecimento, beleza e liberdade

Datados de 1972 a 1975, os sete textos deste volume permanecem atuais e revelam as contradições sociais e culturais que moldam a experiência das mulheres. Susan Sontag foi uma das intelectuais mais singulares e influentes do século XX, com obras e reflexões que se tornaram incontornáveis a todos que buscam compreender a cultura, a estética e a política da era contemporânea. Os textos reunidos nesta coletânea tratam de temas caros à autora, como liberdade e enfrentamento ao fascismo, sob a ótica de gênero. Do estigma do envelhecimento às armadilhas da beleza e da sexualidade, passando pela análise da família, do trabalho e da gramática patriarcal, Sontag articula crítica cultural e engajamento político em textos que precedem debates atuais sobre corpo, identidade e poder. Combinando leitura histórica e olhar filosófico, a autora expõe o duplo padrão que marca a vida das mulheres em contraste com a permissividade concedida aos homens. Mais do que um retrato de época, este livro é um chamado à consciência e à resistência intelectual diante das formas sutis de opressão que persistem. Sobre as mulheres tem tradução de Fernanda Abreu e sai pela Companhia das Letras. Você pode comprar o livro aqui.

Três ensaios buscam desvendar uma das letras centrais do cancioneiro de Antonio Carlos Jobim. 

Antonio Carlos Jobim (1927-1994) é um dos mais importantes compositores do cancioneiro popular no século XX. Fez para nossa música o mesmo que Pelé para o futebol brasileiro, tornando-a conhecida e admirada em todo o mundo. Este livro busca compreender uma de suas mais importantes canções. Composta há mais de 50 anos, “Águas de março” continua sendo — e em várias línguas — gravada, cantada, cantarolada. Qual o seu segredo? Os três ensaios aqui reunidos buscam desvendar a conjunção de elementos que a tornam tão fascinante. São musicais e poéticos, sobretudo. Mas também remetem à biografia do compositor e às fontes de nossa cultura em que bebeu. Assinados por Augusto Massi, Arthur Nestrovski e Walter Garcia, os textos formam uma sequência que vai adensando passo a passo nosso entendimento da canção. Completam o volume depoimentos de Tom Jobim e imagens de Poço Fundo — o lugar onde “Águas de março” nasceu — pelas lentes de Ana Lontra Jobim, além de uma reconstituição do primeiro registro, fotos e materiais impressos de época. Organizado por Milton Ohata, Águas de março: sobre a canção de Tom Jobim é publicado pela Editora 34. Você pode comprar o livro aqui.

REEDIÇÕES

Milton Hatoum e Benedito Nunes entrelaçam memória, história e reflexão para examinar o processo de formação — e deformação — de Belém e Manaus. Um panorama histórico-cultural extraordinário das metrópoles da Amazônia brasileira.

“Cada escritor elege seu paraíso, sabendo que se trata de um paraíso perdido”, anota, de saída, Milton Hatoum em seu texto sobre a cidade de Manaus. É sob o signo dessa perda — íntima, histórica e coletiva — que se constrói Crônica de duas cidades. Reunindo dois ensaios que, em surdina, dialogam entre si, o livro propõe uma leitura profunda e crítica de Belém e Manaus, cidades que nasceram entre rio e floresta e que, ao longo do século XX, foram progressivamente afastadas de seu entorno natural. Benedito Nunes revisita Belém como quem recompõe uma cidade-história: do período colonial às ilusões da belle époque, do fausto da borracha à destruição de seus ícones urbanos, traçando uma reflexão aguda sobre memória, cultura e esquecimento. Milton Hatoum, por sua vez, percorre Manaus a partir da experiência pessoal e dos voos da imaginação e da memória, revelando uma cidade marcada pela violência contra os povos indígenas, pelo delírio modernizador e pela exclusão social. Sem nostalgia fácil, mas movidos por um forte vínculo afetivo por estes espaços, os autores interrogam o sentido do progresso e o preço pago por ele. O resultado é uma obra luminosa e inquietante sobre urbanização, identidade e perda. O que restou das ruínas de um passado tão recente, apagado abruptamente, brutalmente? Como podemos sonhar estas cidades para o futuro? Publicação da Companhia das Letras. Você pode comprar o livro aqui.

RAPIDINHAS 

António Lobo Antunes, o poeta. A D. Quixote, casa que publica a obra do escritor em seu país, preparava para trazer à luz um livro reunindo a poesia cultivada em quase meio século de atividade literária quando veio a notícia da morte do escritor. A publicação se mantém e sairá em abril.

Os ensaios de Lydia Davis. No Brasil, a Coleção Errar Melhor, editada pela Martins Fontes, traz no mesmo mês nove ensaios da escritora reunidos sob o título de Um pato amado é assado com tradução de Camila von Holdefer. É a primeira vez que a obra da estadunidense nesse gênero sai no Brasil.
 
Mendel, o livreiro. É uma novela de Stefan Zweig, que saiu em 1929 como folhetim no jornal vienense Neue Freie Presse e que ganha edição pela Arte & Letra com tradução de Gisele Eberspacher.
 
OBITUÁRIO

Morreu António Lobo Antunes

António Lobo Antunes é um dos últimos escritores que revolucionou o romance no século XX, numa ocasião em que esta forma literária encontrava-se na encruzilhada entre os modelos necrosados do realismo ou as renovações disruptivas e vazias das vanguardas. Nasceu em 1º de setembro de 1942, em Lisboa, de onde saiu apenas para as viagens em torno da sua obra que começa a se estabelecer com a publicação do segundo livro, Os cus de Judas (1979), e para a guerra em Angola, onde esteve entre 1971 e 1973. A literatura, uma obsessão desde a juventude, suplantou o ofício da psiquiatria. 
É autor de uma obra vastíssima, que inclui, além dos romances, crônica e algum conto e poesia. Os cus de Judas foi ladeado por Memória de elefante (do mesmo ano) e Conhecimento do inferno (1980), romances que se centralizam nas experiências terríveis da guerra em África e que constituiu um dos temas fundadores da sua obra. Dentre os 32 romances, destacam-se As naus (1988), Exortação aos crocodilos (1999), A ordem natural das coisas (1992), Manual dos inquisidores (1996), Não entres tão depressa nessa noite escura (2000), Que farei quando tudo arde? (2001), Eu hei-de amar uma pedra (2004), Que cavalos são aqueles que fazem sombra no mar? (2009), Caminho como uma casa em chamas (2014), Até que as pedras se tornem mais leves que a água (2017), Diccionário da linguagem das flores (2020) e O tamanho do mundo (2022). Sempre referido nas listas de apostas para o Prêmio Nobel de Literatura, António Lobo Antunes recebeu todos os prêmios mais relevantes dentro e fora do seu país, incluindo o Camões, em 2007. Foi um dos primeiros escritores vivos (e o segundo, depois de Fernando Pessoa) a ver sua obra editada pela prestigiada Bibliothèque de la Pléiade. António Lobo Antunes morreu em 5 de março de 2026.

DICAS DE LEITURA

1. Clepsidra, de Camilo Pessanha (Ateliê Editorial, 192p.) A passagem dos cem anos da morte do poeta pode ser uma oportunidade para reencontrar ou conhecer uma das referências da lírica de língua portuguesa. Esta edição feita com o rigor acadêmico e a leveza didática do professor e poeta Paulo Franchetti é uma excelente recomendação. Você pode comprar o livro aqui

2. Contos cariocas, de Artur Azevedo (Com-Arte, 240p.) A obra de Artur Azevedo tem sido praticamente ignorada pelos leitores e este livro pode servir para corrigir esse itinerário não muito agradável. É a segunda vez que se publica os contos em que o autor tece uma visita luminosa ao fim do império e início da república. Você pode comprar o livro aqui

3. Trens rigorosamente vigiados, de Bohumil Hrabal (Trad. Luís Carlos Cabral, Editora 34, 128p.) As angústias sexuais de um jovem em uma conturbada passagem para a vida adulta sob o pano de fundo de uma pacata estação ferroviária durante o período de resistência à ocupação nazista na Tchecoslováquia. Você pode comprar o livro aqui

VÍDEOS, VERSOS E OUTRAS PROSAS

Por falar na poesia de António Lobo Antunes que será melhor conhecida a partir de abril com a publicação de Poemas, vale recordar alguns instantes que contam sua presença com esse gênero. Um é este registro informal em Penafiel, quando foi homenageado do festival literário nessa cidade, em 2012, em que flagrado na rua a recitar uma passagem de Tabacaria, poema de Álvaro de Campos.

O segundo momento é o da interpretação do ator Pedro Lamares para o poema aos homens constipados, este sim, da própria lavra de António Lobo Antunes. O vídeo é de setembro de 2013, gravado no Museu D. Diogo de Sousa, em Braga.  

No Instagram do Letras, pode conferir o excerto de uma entrevista concedida por António Lobo Antunes, em 2009, quando esteve no Brasil para uma inserção na Festa Internacional de Paraty, no Rio de Janeiro. O autor comenta a sua relação com a escrita e o fazer literário.

BAÚ DE LETRAS

A obra de António Lobo Antunes esteve e continuará no centro de interesses das nossas leituras no Letras. Os cus de Judas, Memória de elefante, Conhecimento do inferno, Explicação dos pássaros, Fado alexandrino, Auto dos danados, Não entres tão depressa nessa noite escura, Não é meia noite quem quer, Sôbolos rios que vão, Até que as pedras se tornem mais leves que a água, Eu hei-de amar uma pedra e As naus já foram comentados no Letras. Neste endereço, além do acesso aos textos, você encontra um perfil do escritor e outras publicações relacionadas à sua biografia e obra.

Quatro romances indispensáveis para conhecer um pouco da obra de António Lobo Antunes. Recorde a seção Dicas de leitura do Boletim Letras 360º n. 498 que sublinhou o aniversário de 80 anos do escritor. 

DUAS PALAVRINHAS

As pessoas não morrem: andam por aí. Quantas vezes as sinto à minha volta, não apenas a presença, o cheiro, a cumplicidade silenciosa, palavras que saem da minha boca e me não pertecem.

— António Lobo Antunes

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