Boletim Letras 360º #555

DO EDITOR
 
1. Olá, leitores! Nesta semana, divulgamos o último sorteio do ano entre os apoiadores do Letras que será realizado no próximo dia 11 de novembro.
 
2.  Desta vez, quatro leitores serão sorteados e levarão um livro entre títulos seguintes: Por que ler os clássicos, de Italo Calvino, edição especial capa dura com acabamento em tecido da Companhia das Letras; Mulherzinhas, de Louisa May Alcott, na lindíssima edição de luxo da Zahar; Orgulho e preconceito, também no mesmo projeto da mesma casa editorial; e Um, nenhum e cem mil, reedição da obra-prima de Luigi Pirandello pela Penguin, a que foi publicada pela extinta Cosac Naify.
 
3. Se interessa por algum desses títulos ou edições, ou quer apostar com a ajuda para presentear alguém? Para participar, basta enviar um PIX a partir de R$20 e, em clima de festa de fim de ano, acrescentamos a possibilidade de você dobrar sua presença na lista de sorteio: por R$30 pode indicar um segundo nome.
 
4. Qualquer coisa, estamos sempre disponíveis nas redes ou através do e-mail blogletras@yahoo.com.br, que é também a nossa chave PIX. Que tal, anima?

Seamus Heaney. Foto: Leonardo Cendamo.


 
LANÇAMENTOS
 
Antologia ampla reúne 100 poemas da obra de Seamus Heaney.
 
A poesia de um dos maiores poetas do século XX volta a ganhar evidência no Brasil com a publicação desta antologia com textos especialmente escolhidos por sua família e cobre todo o arco do seu trabalho literário. Heaney, vencedor do Prêmio Nobel de Literatura em 1995, é amplamente reconhecido como um dos grandes poetas da língua inglesa, com sua obra tendo um impacto significativo na literatura mundial. O livro 100 poemas inclui seus textos mais amados e celebrados, assim como algumas escolhas um tanto inesperadas. O livro sai no Brasil pela Isto Edições com a tradução da professora e premiada poeta Luci Collin, em uma edição bilíngue com prefácio para a edição de Laura Izarra (USP). Você pode comprar o livro aqui.
 
Uma casa editorial para Jens Peter Jacobsen no Brasil.
 
Ele é o grande colorista de nossa prosa contemporânea. Com certeza nunca antes na literatura nórdica se pintou com palavras como em sua obra. Sua linguagem é saturada de cor. Seu estilo é harmonia de cores. E ele é o excêntrico mais cheio de alma e mais poético de nossa prosa. Tudo o que ele vê se torna algo extraordinário, tudo é peculiar na forma até o maneirismo, é intenso no tom até a morbidez. É condensado, conciso, sem enchimento ou intervalo.” As palavras são do crítico Georg Brandes sobre Jacobsen, de quem a BEC publica três livros abrindo a Coleção Biblioteca Nórdica. São eles: a novela Senhora Marie Grubbe: interiores do século XVII, com tradução de Leonardo Pinto Silva e textos complementares de Otto Maria Carpeaux e Jørn Erslev Andersen; uma nova tradução brasileira para o principal romance do escritor dinamarquês, Niels Lyhne, que sai com  o texto de Cláudio Magris aparecido na edição da extinta Cosac Naify e prefácio de Morten Høi Jensen; e uma ampla reunião de narrativas curtas em Mogens e outros contos com texto do referido Georg Brandes. Os dois últimos títulos foram traduzidos por Ludmila Menezes Zwick e Renato Zwick. Por enquanto, os livros são vendidos exclusivamente pelo site da editora.
 
Nova tradução brasileira de um dos romances principais de John Williams.
 
William Stoner nasceu no final do século XIX em uma família de pequenos fazendeiros do interior do estado de Missouri. Pauperizados pelas agruras de uma terra pouco produtiva, seus pais o enviam para a Universidade estadual para estudar agronomia. O encanto com a literatura, a vida agradável no campus universitário e o apego por valores culturais que desconhecia até então, despertam no jovem o amor pela vida acadêmica. Ao escolher se tornar professor de literatura inglesa, Stoner embarca em uma carreira promissora. As agruras de sua vida, no entanto, nunca deixam de acompanhá-lo e a mudança do tempo é sentida como uma tensão constante neste personagem demasiadamente humano. A nova tradução de Stoner é de Lucas Lazzaretti e sai pela editora Arte & Letra. Você pode comprar o livro aqui.
 
Chega ao brasil romance queer pioneiro da literatura LGBTI+, a história de uma paixão real do autor, Jacques Fersen, por seu companheiro Nino Cesarini, transposta do início do século XX para a Antiguidade.
 
Ao longo da narrativa de O beijo de Narciso (1907) é, o leitor se depara com a prosa envolvente de Fersen, num estilo pautado pela musicalidade. Em uma rapsódia ritmada, o leitor imerge no universo mediterrâneo durante o período helenístico. Etnias, populações, ritos e guerras são representados com riqueza de detalhes, bem como o desejo de todas as pessoas que se apaixonam pelo protagonista, Milès, personagem criado nos moldes de Nino. Com tradução inédita para o português, assinada por Régis Mikail, o livro conta com o prefácio de Rodrigo Lopez, que aborda a questão da coqueluche pela Grécia antiga. O prefaciador também estabelece um paralelo entre a figura mitológica de Narciso, que dá nome ao romance, e a de Adônis, que, assim como Milès, é uma espécie de escravo do desejo alheio. Nas palavras da romancista Rachilde (1860-1953), pelos méritos literários dessa novela bem-acabada, Fersen mereceria “ganhar quase um prêmio Goncourt”. Com tradução de Régis Mikail, o livro sai pela editora Ercolano em edição de luxo, com capa dura gofrada, pintura lateral, bordas arredondadas e fartamente ilustrado com os desenhos da edição original, assinados por Ernest Brisset, e fotografias da época, feitas por fotógrafos como Wilhelm von Plüschow e Wilhelm von Gloeden, contemporâneos do autor. Você pode comprar o livro aqui.
 
Livro reúne textos ensaísticos de Annie Ernaux.
 
A escrita como faca e outros textos reúne textos nos quais Annie Ernaux promove um mergulho em sua biografia e obra. No primeiro texto, “Vingar minha raça” (2022) — discurso que proferiu ao receber o prêmio Nobel de literatura —, ela apresenta uma valiosa síntese de seu percurso e de suas motivações e elenca os principais aspectos de seu projeto literário. Na sequência, esmiúça anos de trajetória em “A escrita como faca” (2003), entrevista concedida ao longo de meses para o escritor francês Frédéric-Yves Jeannet em que responde com sinceridade e precisão sobre sua experiência como escritora. Ernaux dá detalhes dos conceitos marcantes de sua obra e comenta, por exemplo, o que chama de “postura de escrita”, o método de exploração interior e exterior, social e individual que garante que o ato de escrever seja sua arma, como uma faca. Por fim, “Retorno a Yvetot” (2012) é uma conferência dada por Ernaux na pequena cidade onde viveu com os pais até se mudar para cursar a universidade. Ao contar sobre sua infância e os primeiros contatos com a leitura e a escrita em um ambiente de penúria econômica, ela entrelaça memória autobiográfica e reflexão sociológica, explicitando com profundeza a forma como experimentou a desigualdade social no espaço urbano e nas dinâmicas da cidade. Fotos e outros documentos pessoais selecionados por Ernaux fecham a coletânea. A visão da literatura como um sistema de poder, o processo que a levou a abandonar a ficção para escrever sobre a “classe dos dominados”, a importância da experiência como professora, o autorreconhecimento como “trânsfuga de classe” e a relação com seus diários e com a sociologia, a psicanálise, a fotografia, a política: são inúmeros os temas que tornam a leitura deste livro — repleto de aforismos e frases lapidares — uma oportunidade preciosa de conhecer a admirável visão de mundo de uma das maiores escritoras do nosso tempo. O livro sai pela editora Fósforo. Você pode comprar o livro aqui.
 
Romance de Natália Zuccala sobre a rotina hospitalar.
 
Uma residente de medicina divide seu tempo entre o hospital e a pensão onde mora. A rotina é massacrante, e em meio a estudos e plantões, Estela vive num estado permanente de torpor. Neste livro, Natália Zuccala mostra de forma crua o ambiente onde aqueles que cuidam de nossa saúde são formados. Investiga as maneiras como as pessoas que vão dedicar a vida aos outros são desumanizadas e os efeitos dessa formação em médicos, pacientes e na sociedade como um todo. Estela a esta hora sai pela editora Todavia. Você pode comprar o livro aqui.
 
Compilado das cartas de J.R.R. Tolkien organizado e editado por Humphrey Carpenter, biógrafo oficial do autor, com a assistência direta de Christopher Tolkien.
 
Esta é a mais completa edição das cartas do autor já publicada. Uma seleção da correspondência de Tolkien já havia sido publicada em 1981. Apresentava, nas próprias palavras de Tolkien, um retrato altamente detalhado do homem em seus muitos aspectos: contador de histórias, estudioso, católico, pai, amigo e observador do mundo ao seu redor. Nesta edição revisada e ampliada foi possível voltar aos textos datilografados e notas originais dos editores, restaurando mais de 150 cartas que foram extirpadas puramente para atingir o que era então considerado um “tamanho publicável” e apresentar o livro como originalmente pretendido. Os entusiastas de seus escritos encontrarão muitas novidades, pois as cartas não incluem apenas informações novas sobre a Terra-média, como o próprio resumo do enredo de Tolkien da totalidade de O Senhor dos Anéis, mas também muitos insights sobre o homem e seu mundo. Além disso, esta nova seleção irá entreter qualquer pessoa que aprecie a arte de escrever cartas, na qual J.R.R. Tolkien era um mestre. O livro sai pela HarperCollins Brasil e tem tradução de Gabriel Oliva Brum. Você pode comprar o livro aqui.
 
O segundo livro do poeta e dramaturgo João Mostazo.
 
Visceral e geométrico, Coisa de mamíferos surpreende os leitores pela indagação feroz que move os seus versos. Neles o que está em jogo não é a expansão lírica do sujeito, mas sim a escavação do enigma que constitui a matéria mais íntima dos indivíduos: a própria consciência. Daí a presença recorrente, ao longo de todo o livro, de ossos, dentes e fósseis que cifram, talvez, a irredutibilidade do ato de pensar. Poesia substantiva, que parece avançar contra a corrente e consegue ser, ao mesmo tempo, terrena, terrestre e metafísica. Os poemas deste livro combinam um impulso caótico de revolta, um nítido desejo de ordem e uma inquietação de fundo apocalíptico para explorar um território pouco comum na poesia brasileira contemporânea, dentro da qual brilham de forma intensa e original. Publicação da Editora 34. Você pode comprar o livro aqui.
 
A chegada da escritora britânico-paquistanesa Kamila Shamsie aos leitores brasileiros.
 
Maryam e Zahra cresceram em Karachi, cidade mais populosa e rica do Paquistão. Têm jeitos de ser e de pensar o mundo muito diferentes entre si, o que não impede que sejam a melhor amiga uma da outra desde crianças, uma amizade umbilical que as acompanhará vida afora e que é parte essencial das pessoas que se tornam. Maryam é de família de empresários e foi escolhida pelo avô para substituí-lo no comando da empresa, quando for adulta. Zahra, ótima aluna, sonha em ir para a Inglaterra para cursar a universidade. Em 1988, o partido de Benazir Bhutto vence as eleições e ela vem a ser a primeira chefe de governo mulher de um Estado muçulmano; o momento é de abertura política e esperança, depois de uma ditadura. As amigas, então com 14 anos, vivenciam uma experiência traumática que muda as histórias de suas vidas. Em 2019, ambas são mulheres bem-sucedidas morando em Londres. Maryam é uma estrela no mundo dos investimentos em empresas startups de tecnologia. Zahra, depois de uma carreira de sucesso como advogada, é a voz do Centro de Liberdades Civis (CLC), uma importante organização não governamental que defende os direitos dos refugiados. A poderosa narração de Kamila Shamsie consegue uma sintonia entre os dramas pessoais e o ambiente político-social de uma época: o Paquistão do final dos anos 1980, a Londres contemporânea toda vigiada por câmeras de reconhecimento facial e às voltas com refugiados do mundo todo. Quando figuras do passado reaparecem inesperadamente, as duas amigas têm de encarar o antagonismo entre suas visões de mundo, antes deixado nas sombras da luminosa amizade que as unia. O não dito. O não entendido. As entrelinhas. O curso de duas vidas que foram modificadas, o curso de duas vidas que se modificarão. Melhores amigas é publicado pela editora Grua. A tradução é de Lilian Jenkino. Você pode comprar o livro aqui.
 
O retorno de Dom Sebastião, ainda.
 
Um dos principais temas do nacionalismo português é o mito do retorno de dom Sebastião, monarca que, em 1578, partiu para o Marrocos para combater “os mouros” e foi morto na Batalha de Alcácer Quibir. O sebastianismo, como ficou conhecido, se apoia em uma série de rumores sobre a sobrevivência do rei e tomou conta de Portugal e da Europa nos anos que se seguiram ao conflito, apoiado por impostores que declaravam ser o rei.  O historiador André Belo faz uma investigação inédita dessa primeira fake news da Europa Moderna, reconstruindo os fatos da morte de dom Sebastião e também a ficção mais importante criada por um impostor: um italiano que afirmava ser o rei e acabou condenado à morte.  Numa autópsia desse importante evento da história portuguesa, que ao longo dos séculos ganharia repercussões e reinterpretações no Brasil, o autor se lança numa análise dos fatores que contribuíram para que uma ficção tão improvável se espalhasse. Com precisão e clareza, constrói um estudo rigoroso que se deixa ler como uma história de detetive, registrando o que tantos preferiram não ver. Morte e ficção do Rei Dom Sebastião é publicado pela Tinta-da-China Brasil. Você pode comprar o livro aqui.

REEDIÇÕES
 
A Ateliê Editorial renova a presença de uma obra essencial do poeta Augusto de Campos.

Trata-se da 6.ª edição do singular Viva vaia: poesia 1949-1979. A nova tiragem mantém o projeto gráfico original feito por Julio Plaza, incluindo os textos em cores, como o reconhecido poema LuxoPreserva-se ainda,  mesmo em tempos de outras mídias, o CD Poesia é risco com quinze poemas musicados pelo filho do poeta Cid Campos. Você pode comprar o livro aqui.

Nova edição de Doce amanhã, romance de Banana Yoshimoto.
 
Romance ao mesmo tempo breve, delicado e profundo. Banana Yoshimoto nos apresenta à protagonista-narradora Sayo, que levava uma vida normal, dividindo-se entre Tóquio e Kyoto, até que um grave acidente de carro a faz vivenciar uma experiência transformadora. Uma experiência de quase morte em que ela é transportada a um mundo de paisagens radiantes e cores iridescentes, e tem a oportunidade de se reencontrar com seu avô e seu cachorro de estimação, ambos já falecidos. Doce amanhã foi escrito após o terremoto e tsunami de Fukushima em 2011 e é, de acordo com o posfácio acrescido ao romance pela própria autora, uma tentativa de servir como mensagem de esperança, proporcionando algum alívio aos sobreviventes da tragédia. Em uma narrativa de contornos quase oníricos, Banana Yoshimoto nos leva a refletir sobre a efemeridade da vida, a vislumbrar que vida e morte podem estar muito mais próximas do que imaginamos, e a nos questionar sobre o que realmente importa enquanto estamos presentes de corpo e alma neste mundo. Com tradução de Jefferson José Teixeira, o livro é publicado pela editora Estação Liberdade. Você pode comprar o livro aqui.
 
Nova edição do romance que marcou a obra de Flávio Carneiro.
 
Com ilustrações e capa de Hallina Beltrão, posfácio de Fernanda Marra, orelhas de Maria José Silveira, e textos de quarta capa de Milton Hatoum, Luiz Ruffato e Beatriz Resende, o volume 06 da Coleção só prosa, série brasileira, apresenta a novíssima edição do romance A confissão. Esta é uma história de tirar o fôlego, considerada por outros grandes autores um dos melhores romances contemporâneos, cujo fio condutor se dá a partir do sequestro de uma mulher por um homem para que ele lhe conte a sua história, permeada de prazer, medo, mistério e tentações. A nova edição sai pela martelo casa editorial. Você pode comprar o livro aqui.
 
RAPIDINHAS

Clarice, sempre Clarice 1. A coleção editada desde o centenário da escritora com tiragens de luxo dos principais títulos da sua obra ganha até o fim do ano mais uma publicação. Desta vez, Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres. Publicada pela Rocco, os livros desta seleção saem com projeto gráfico diferenciado, em capa dura com acabamento em tecido. Você pode comprar o livro aqui.

Clarice, sempre Clarice 2. A mesma casa editorial publica Sentir um pensamento. Organizado por Bruna Ramos da Fonte e ilustrado por Mariana Valente, neta da escritora, o livro recolhe frases e pensamentos de Clarice para cada semana de um ano. Dos livros que agradam os fascinados por citações da mais apócrifa das nossas escritoras. Você pode comprar o livro aqui.

Nélida Piñon inédita em Portugal. O seu livro póstumo destacado na edição n.554 deste Boletim também sairá em terras portuguesas. Com outro título, Os rostos que tenho, o lançamento acontece na Fundação José Saramago com apresentação de Pilar del Río, presidenta da instituição, e a escritora Lídia Jorge.
 
DICAS DE LEITURA
 
Na aquisição de qualquer um dos livros pelos links ofertados neste boletim, você tem desconto e ainda ajuda a manter o Letras.
 
1. Não sonhar flores, de Ida Vitale (Trad. Heloisa Jahn, Roça Nova, 264 p.) Esta é uma antologia, e a primeira vez que se publica no Brasil algo da poeta uruguaia, que reúne seis livros e uma excelente porta de entrada no riquíssimo universo poético de Ida Vitale. Você pode comprar o livro aqui
 
2. Tênebra, de Júlio França e Oscar Nestarez (Org.) (Fósforo, 456 p.). Uma antologia que reúne 27 contos de horror escritos por importantes nomes — e alguns desconhecidos ou improváveis — da literatura brasileira; são textos que cobrem os anos de 1839 a 1899 e oferecem um rico panorama desse tipo de interesse criativo entre nós e demonstra a constituição de um horror à brasileira. Você pode comprar o livro aqui
 
3. Por último vem o corvo, de Italo Calvino (Trad. Maurício Santana Dias, Companhia das Letras, 224 p.) Há muito do escritor italiano que alcança em 2023 o primeiro século desde seu nascimento, mas ainda faltava o seu primeiro livro de contos. Publicado pela primeira vez em 1949, o livro reúne trinta textos que têm como pano de fundo a Itália cindida pela guerra e alguns deles compostos poucos meses depois da Libertação e que só foram acrescentados pelo autor em edições seguintes. Você pode comprar o livro aqui
 
VÍDEOS, VERSOS E OUTRAS PROSAS
 
Esta semana em nossa conta no Instagram, sublinhamos, antecipadamente o aniversário de Carlos Drummond de Andrade e o nosso dia da poesia com esta postagem sobre o singelo Viola de bolso, livro que recebeu uma terceira edição em 2023. 
 
BAÚ DE LETRAS
 
Embora pouco conhecida entre os leitores brasileiros, Ida Vitale é uma interessada pela nossa literatura, vide a sua relação, por exemplo com a poesia de Cecília Meireles. A ensaísta e poeta uruguaia alcança no dia 2 de novembro cem anos. Recordamos dois textos dedicados à sua obra neste blog: a) “Tentativas em torno da poesia de Ida Vitale”, de Pedro Fernandes, publicado aqui, em janeiro de 2014; b) “O espelho e a memória”, de José Homero, traduzido aqui.

Seamus Heaney, poeta destacado nesta edição do Boletim Letras 360.º por ocasião da chegada de um livro com ampla seleta de sua obra, comparece ainda noutras duas entradas neste blog: a) aqui você pode ler um breve perfil escrito por Pedro Fernandes; e b) aqui uma matéria sobre uma série de manuscritos do poeta.

No domingo, 29, passam-se quatro décadas sobre a morte de Ana Cristina Cesar, poeta tantas vezes convocada para este blog. Dessas entradas, sublinhamos duas: a) a reprodução do perfil escrito Caio Fernando Abreu; e b) a seleta de poemas de Emily Dickinson traduzidos por Ana.  

DUAS PALAVRINHAS
 
A gente procura ajudar-se a si mesmo apenas, e usa todos os caminhos, inclusive os indiretos, de cinco ou seis destinos que a gente pode tocar com as mãos. Ninguém ajuda ninguém, e a verdade é que estamos sozinhos, cada um consigo mesmo.
 
— Fernando Sabino, em carta a Clarice Lispector.

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* Todas as informações sobre lançamentos de livros aqui divulgadas são as oferecidas pelas editoras na abertura das pré-vendas e o conteúdo, portanto, de responsabilidade das referidas casas.

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