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Quatro contos de Émile Zola

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Por Raquel Jimeno Revilla Émile Zola. Arquivo Bettmann (Detalhe/ Reprodução)   É provável que, quando muitos de nós somos questionados sobre Émile Zola, só possamos mencionar seu papel como fundador do naturalismo e sua prolífica produção romanesca, a maior parte centrada na hipotética linhagem dos Rougon-Macquart que sintetiza a vida na França durante o Segundo Império. O que muitos de nós desconhecemos é que Zola também cultivou o conto com o mesmo nível de maestria de seus romances.   Entre os anos de 1875 e 1880, o escritor francês colaborou com a revista russa Véstnik Evropy (Mensageiro da Europa); eram com o objetivo de mostrar da forma mais detalhada e didática possível os personagens e cenários que caracterizavam a sociedade francesa da época. Mas, é exatamente a partir desse período que o estilo dos contos de Zola também conheceria uma clara evolução, marcando um distanciamento qualitativo em relação aos contos anteriores e impregnando-se do estilo naturalista defen...

A besta humana, de Émile Zola

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Por Pedro Fernandes Toda nova tradução é uma tradução. A tautologia tem uma justificativa. É que, apresentar uma nova tradução é como ver a obra ser de novo escrita e ser de novo apresentada. É mais que isso. Cumpre ainda um exercício de a aproximação entre gerações diversas: com a dos que leram pela primeira vez a obra, com a de outros lugares onde a obra também foi traduzida, com as de um mesmo lugar que tiveram contato com outras traduções. Pouco importa dizer que cada leitura – de um tempo, de um público, de uma pessoa – é forma individual porque é suficiente crer que é isso um exercício de irmanação pela palavra. Os leitores brasileiros ainda estão muito distantes de terem acesso, no seu idioma, a muitas obras importantes. Isso não é novidade. Também não se pode ter tudo. E o melhor é se contentar com o que nos aparece. Sim, não temos do reclamar. A primeira tradução de La Bête humaine de Émile Zola, por aqui, se não tenho lido apressadamente, data de 1958, po...