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Lua na jaula, de Ledusha Spinardi

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Por Luiza Perez Ledusha Spinardi. Foto: Renato Parada Leda Beatriz Spinardi, ou Ledusha Spinardi, nasceu em 1953, em Assis, interior de São Paulo. Após se mudar para o Rio de Janeiro, a poeta se integra à cena literária carioca e publica o marcante projeto Risco no disco (1981) na Coleção Capricho, ao lado de nomes como Ana C. e Francisco Alvim. Mais adiante, lança Finesse & fissura (1984), que compõe a celebrada “Cantadas Literárias” da Editora Brasiliense, que reuniu poetas como Paulo Leminski, Alice Ruiz e Chacal. As obras dialogam com a chamada poesia marginal (à margem editorial), especialmente pela experimentação e teor crítico afiado. Apesar do diálogo, há, já nos primeiros livros, algumas particularidades da poesia de Ledusha que chamam a atenção, como a construção própria da ironia subversiva: Deslavada Meu caro Antônio Não pude ir Pneu furou Não sei trocar (Spinardi, 1984, p. 45)  Para contar uma mentira deslavada , a voz poética se apropria, com cinismo, do discurs...