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Eco de Dostoiévski: revelações literárias nos diários de Lúcio Cardoso

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Por Juliano Pedro Siqueira  Van Gogh.  L'église_d'Auvers-sur-Oise , 1890. Ao ler os diários do escritor mineiro Lúcio Cardoso, fui grandiosamente surpreendido. Deparei-me com um conjunto de ideias autênticas que supera muito os tradicionais relatos pessoais e de memórias. O diarista escreveu sobre uma variedade absurda de temas, destacando o seu interesse peculiar pela literatura; que vai desde os clássicos até textos sagrados, como os da Bíblia. Divididos entre relatos íntimos e não íntimos, os diários revelam um homem de espírito inquietante e sagaz inteligência. A leitura permite perscrutar a alma transbordante do homem e do escritor, cuja existência era devotada à escrita e à reflexão de questões de corte universal. Através dos diários, Lúcio exerceu um tipo de crítica despreocupada com o julgamento alheio. Seu espaço é soberano e a criatividade está em consonância com a liberdade e a fecundidade do artista; sempre pronto a dar vazão as vozes internas que o sufocava. A es...