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A experiência da escrita na obra Tarde, de Paulo Henriques Britto

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Por Raísa Almeida Feitosa Restará  a palavra que deixarmos no fim da nossa história — Paulo Henriques Britto (2007) Paulo Henriques Britto. Foto: Renato Parada Neste ensaio, busco refletir a respeito do modo pelo qual a experiência da escrita é transfigurada em topos na obra Tarde , de Paulo Henriques Britto; também busco traçar alguns caminhos pelos quais sua poética parece percorrer. Primeiro, apresentarei brevemente o autor. Eleito para a Cadeira 30 da Academia Brasileira de Letras no dia 22 de maio de 2025, Paulo Henriques Britto tem uma carreira consolidada como tradutor e poeta, com nove livros de poesia publicados: Liturgia da matéria (1982), Mínima lírica (1989), Trovar claro (1997), Macau (2003), Tarde (2007), Formas do nada (2012), Nenhum mistério (2018), Fim de verão (2022) e Embora (2026), além da obra que reúne seus poemas escritos entre 1982 e 2018: Por ora – Poesia reunida (2021). Britto é também ficcionista, professor e pesquisador de literatura e traduçã...