Seis poemas de John Clare
Por Pedro Belo Clara (Seleção, versões e notas)* William Hilton. John Clare , 1820. RAPAZES DA ESCOLA NO INVERNO Os jovens estudantes ainda dão os seus passeios matinais Até à escola da aldeia vizinha, em passo rápido e divertido; Vadiando, deixam o tempo passar, até que estremecem, E observam no alto os bandos de gansos selvagens, Vendo as letras que desenham nas suas viagens, Ou arrancam bagas de espinheiro, a refeição da tordoveia¹, E rosa mosqueta e abrunhos — e em cada lago raso Deslizam suavemente, levando as sombras onde querem, Até uma nova diversão despertar nas suas ideias; E lá começam de novo, soprando depressa Os seus dormentes e desajeitados dedos até cintilarem, E depois uma corrida, as suas sombras indo selvagens, Aquelas passadas, uns gigantes enormes, sobre a neve fulgente No pálido esplendor do sol de inverno. LORD BYRON Um sol esplêndido entrou no ocaso — quando os nossos olhos Verão uma tão bela manhã despontar, Como a que deu vida ao seu géni...