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“Sofro mais por ser gorda”: sobre queda, cadeira e corpo gordo em Infinita, de Camila Maccari

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Por Douglas Sacramento Camila Maccari. Foto: Theo Tajes A citação que compõe o título desta resenha é de Preta Gil, falecida em 2025 em decorrência de um câncer, retirada de uma entrevista concedida à Veja Rio em 2017. Ao se afirmar como mulher negra, bissexual e gorda, a cantora conclui que sofre mais por não estar em consonância com o estereótipo feminino imposto pela sociedade — um corpo magro e esbelto, tomado como sinônimo de beleza e reiterado a todo instante, basta abrir a rede social mais próxima. Assim, entre as diversas violências que podem marcar sujeitos definidos por tantas categorias sociais, o fato de um corpo não ser espelho do que é socialmente apropriado traz consigo experiências recorrentes de exclusão.  São essas demandas, apontadas pela cantora há quase dez anos, relacionadas à experiência de ser uma mulher gorda nessa sociedade, que a escritora Camila Maccari, natural do Rio Grande do Sul, toca em seu livro mais recente, Infinita (Autêntica Contemporânea, 202...