Boletim Letras 360º #683

DO EDITOR

O leitor que frequenta as nossas redes sociais terá descoberto antes deste boletim, a nossa alegria de anunciar neste Dia Mundial da Poesia uma novidade que acrescentará, certamente, às fronteiras do Letras. Nosso projeto se junta ao Observatório da Poesia Contemporânea, grupo de pesquisa da Universidade Federal de Pernambuco.

A partir de abril, o leitor terá ao seu dispor uma série de publicações que visam responder uma variedade de questões que marca isso que temos chamado de poesia contemporânea: resenhas de livros de e sobre poesia, ensaios críticos interessados em problematizar a lançar alguma luz no vasto campo da criação poética em nosso tempo etc. 

Reitero o convite. Aproveite para seguir a página do Observatório no Instagram e esteja atento ao Letras e também às nossas redes. Continuaremos a dedicar a atenção que sempre demos à força de toda criação literária. Agora, um pouquinho mais, é verdade.

Na aquisição de qualquer um dos livros pelos links fornecidos neste boletim, você pode obter um bom desconto e ainda ajuda a manter este projeto. A sua ajuda continua essencial para que o Letras permaneça online. Esses links de os que postamos em publicações de nossa página no Facebook ou em outras redes são seguros. Em hipótese alguma, use links apresentados por terceiros passando-se pelo Letras.   

Pier Paolo Pasolini. Foto: Colaimages



LANÇAMENTOS

Divino Pasolini. Livro sui generis do multicriador italiano ganha tradução e edição brasileiras. 

“Por volta dos quarenta anos, percebi que eu estava em um momento muito escuro da minha vida. Qualquer coisa que fizesse, na ‘Selva’ da realidade de 1963, ano em que cheguei absurdamente despreparado para a exclusão da vida dos outros, que é a repetição da própria, havia uma sensação de escuridão. Não diria de náusea ou de angústia; para dizer a verdade, naquela escuridão, havia algo de terrivelmente luminoso: a luz da velha verdade, se quisermos, aquela diante da qual não há mais nada a dizer.” Por mais de uma década Pasolini escreveu e reescreveu sobre um sonho-viagem, dublê do outro, escrito por Dante — A Divina Comédia — sobre o inferno que coube a cada um deles. Enquanto Dante tem como guia o poeta Virgílio, quem acompanha o caminho e as aflições de Pasolini — há uma expressão recorrente no livro, “aperto no coração” — é ele mesmo, duplicado na imagem de si próprio quando poeta na Itália dos anos 50 do século XX. O texto é feito de anotações, de blocos fragmentados e datados, uma espécie de diário de viagem, seguido por um conjunto de fotografias — uma iconografia amarelada — que constitui junto ao texto um poema visual. A sugestão, ou o desejo do autor da divina mimesis, é que se leia o livro interceptado pelo álbum de fotografias que concentram, como em capítulos sintéticos, a história da Itália, ou a história da Itália pasoliniana: o rápido evoluir da situação após a guerra, partigianos, levantes à mutação antropológica construída, ano a ano, pela sociedade do dinheiro e do consumo. Boa parte das fotografias são de poetas. A diferença entre as duas viagens e seus protagonistas são substanciais: Dante era “sustentado por uma ideologia de ferro (...) produto final de toda a Idade Média” e com sua aventura literária alargou a língua italiana; o Pasolini poeta-guia, autor dos poemas escritos até os anos 1950, sabia o que era a língua culta, e sabia o que era a vulgar. Já o poeta, na altura dos seus 40 anos, constata que a língua se uniformizou e “ambas são agora uma única língua: a língua do ódio”. A pergunta que dirige a seu guia é: como continuar a expressar a vida numa língua como essa, a língua do ódio? Que inferno é esse? “O Inferno que pus na cabeça descrever já foi descrito simplesmente por Hitler. Foi através de sua política que a Irrealidade se mostrou de verdade em toda a sua luz. Foi dela que os burgueses extraíram o verdadeiro escândalo ou, me envergonha dizer, viveram a verdadeira contradição de suas vidas.” É essa “verdadeira contradição”, o novo inferno, que Pasolini espera, sem cinismo, descrever como poeta neste livro e em suas últimas obras. (Maria Betânia Amoroso) A divina mimesis sai pelas Edições Jabuticaba com tradução e posfácio de Cláudia Tavares Alves. Você pode comprar o livro aqui.

Novo livro Eucanaã Ferraz funde história pessoal e narrativas que remontam à origem do mundo.

“Não fui eu quem fez o mundo/ e sei que isso conta a meu favor”, escreve Eucanaã Ferraz no poema que abre este volume. Mistura de poesia, ensaio, memória, crônica e enciclopédia, Aramão — livro híbrido, de difícil classificação — organiza-se em três partes. A primeira é um longo poema (ou uma junção de vários poemas?) que reconstrói livremente a história da humanidade a partir de mitos e relatos (auto)biográficos num fluxo fascinante e perturbador. A segunda parte toma como ponto de partida um episódio verídico do mundo das artes e realiza uma composição tão divertida quanto melancólica, próxima das narrativas policiais. Já o terceiro bloco é um conjunto de poemas que explora os poderes extraordinários de um personagem extravagante: o faquir. Como em toda a obra de Eucanaã Ferraz, os leitores são convidados a ingressar em um universo feito de luz e sombra, tendo como pano de fundo fotos da família do autor em Pernambuco e no subúrbio carioca, transformados em espaços fabulosos. Essas imagens, belas e nostálgicas, exibem-se como uma galeria de sensações, misteriosas e surpreendentes. Publicação da Companhia das Letras. Você pode comprar o livro aqui.

Nova edição e tradução de uma das mais aclamadas facetas da matriosca literária de Eduardo Halfon, autor de Tarântula.

Um avô polonês conta pela primeira vez a história secreta do número tatuado em seu antebraço. Um pianista sérvio anseia por sua identidade proibida. Um jovem maia se debate entre os estudos, as obrigações familiares e o amor pela poesia. Um hippie israelense busca respostas e experiências alucinógenas em Antigua, Guatemala. Um acadêmico idoso defende a importância do humor.
Todos eles, seduzidos por algo que transcende a razão, buscam a beleza e o efêmero por meio da música, das histórias, da poesia, do erotismo, do humor ou do silencio, enquanto um narrador – um professor universitário e escritor guatemalteco também chamado Eduardo — começa a seguir os passos de seu personagem mais enigmático: ele mesmo. O boxeador polonês sai pela Autêntica Contemporânea. A tradução é de Silvia Massimini Felix. Você pode comprar o livro aqui.

Rafael Setestrelo e um mergulho na oralidade e sabenças interioranas

Três homens percorrem uma estrada vazia, assombrados pelas duras relações familiares entre eles e os fantasmas do próprio passado. Em um romance em que a linguagem é um personagem em si, vemos uma trama cheia de mágoas, interditos e silêncios. A estrada dos homens doidos faz parte de uma nova fase da escrita de Rafael Setestrelo, voltada à oralidade, às ouças e sabenças do povo interiorano. 
A narrativa foi inspirada numa história de família que se deu no dia 1º de outubro de 1940. Seu avô Pirrito (Urbano de Souza Costa), de Glória do Goitá, o irmão dele, José, e mais um rapaz seguiram pelo que hoje é a rodovia PE-50 em direção a Limoeiro para irem à feira da cidade. No caminho, um evento extraordinário os interceptou, e é desse acontecimento que nasce a narrativa que Setestrelo traz nestas páginas. Publicação da CEPE Editora. Você pode comprar o livro aqui.

O que leva alguém a não agir frente à possibilidade de uma catástrofe? Inspirado na história real de um grupo de imigrantes que se afogou no Canal da Mancha, romance de Vincent Delecroix é um livro singular e devastador sobre a cumplicidade diante da tragédia.

Em novembro de 2021, um bote inflável que transportava imigrantes da França para o Reino Unido afundou no Canal da Mancha, resultando na morte de 27 pessoas. Apesar dos inúmeros pedidos de ajuda, autoridades francesas informaram erroneamente às pessoas a bordo que elas estavam em águas britânicas e deveriam contatar o Reino Unido. Quando as embarcações de resgate finalmente chegaram, quase três horas depois, apenas duas delas ainda estavam vivas. Foi o incidente com o maior número de vítimas já registrado no Canal. Neste aclamado O naufrágio, escrito por Vincent Delecroix inspirado neste caso real, a narradora é a oficial da Marinha francesa que atendeu às ligações e que tenta justificar o injustificável. Acusada de negligência em seu dever, ela se recusa a assumir mais responsabilidade pelo desastre ― e pelas crises por trás dessa tragédia ― do que os demais envolvidos. O que se revela é uma narrativa arrebatadora e profundamente inquietante, que disseca uma das perguntas mais difíceis do nosso tempo: até que ponto somos cúmplices das tragédias ao nosso redor? Uma reflexão poderosa, incisiva e perturbadora, O naufrágio reafirma o poder da literatura de lançar luz sobre questões morais que temos dificuldade de encarar. Publicação da editora Record; tradução de Karina Jannini. Você pode comprar o livro aqui.

Mark Fisher examina o estranho e o sinistro. 

A emoção mais antiga e intensa da humanidade, como dizia H. P. Lovecraft, é o medo. E dentre todos os medos, o mais antigo e intenso será o que temos do desconhecido. Na nossa cultura, o estranho e o sinistro são fontes primordiais de horror, e aquilo que adquire uma dessas qualidades é, por definição, um mistério, um segredo não decifrado, e, por isso, nos provoca inquietação e pavor. Para Mark Fisher, ainda que possam parecer a mesma coisa, o estranho e o sinistro são categorias distintas, cada qual com propriedades específicas. O estranho corresponde ao âmbito da subjetividade: é a percepção de uma realidade deformada ― é familiar, mas nos assusta por não se ajustar à nossa natureza ―, enquanto o sinistro corresponde ao absolutamente desconhecido, que é a forma mais pura e intensa de terror. Mark Fisher sustenta que as ficções mais inquietantes e anómalas do século xx têm correspondência com estas categorias, e neste belíssimo ensaio o autor evoca obras primordiais da literatura e do cinema para tratar destes conceitos. O estranho e o sinistro é publicado pela Autonomia Literária com tradução de Rodrigo Gonsalves. Você pode comprar o livro aqui.

Nesta nova incursão pelo gênero do ensaio, a aclamada escritora e atriz argentina Camila Sosa Villada está mais disposta do que nunca a mergulhar na arte do que não se diz

Por meio de fragmentos, ela nos conduz por um estreito fio de navalha que ora é composto de lembranças da infância e do relacionamento com os pais, ora se pavimenta com os fluidos e calores de uma sexualidade vibrante. Repleto de frases antológicas, o livro tem lampejos ficcionais e entrelaça temas como a iniciação sexual, o prazer da leitura, a liberdade, a vergonha, o trabalho sexual, a violência do amor, a identidade travesti, entre outros. E o faz em constante diálogo com Marguerite Duras e Jorge Luis Borges, escarafunchando a linguagem para chegar ao âmago da verdade, seja ela a afirmação de que não vivemos para ser felizes, mas para trabalhar, ou a de que o erotismo é “chegar perto da morte e não morrer”.  A traição da minha língua é uma pequena joia composta de textos viscerais, que nos espreitam “como uma loba escondida bem perto de uma fogueira”. Ou, como também afirma Camila Sosa Villada em sua máxima potência, sempre despida de pudores e pronta para impressionar, é “uma daquelas flores que têm veneno, e não seiva”. Com tradução de Silvia Massimini Felix o livro sai pela editora Fósforo. Você pode comprar o livro aqui.

REEDIÇÕES

O Não Me Deixes é um livro repleto de memórias da imortal Rachel de Queiroz sobre seu refúgio preferido, com receitas culinárias afetivas.

Quando Rachel de Queiroz herdou a propriedade de Não Me Deixes, sua casa ainda não tinha sido construída. Localizada em Quixadá, no sertão do Ceará, as terras pertenceram inicialmente ao avô, depois ao pai e, em seguida, foram dadas a Rachel, que, mais tarde, transformou o local em uma fazenda, desenhada por suas próprias mãos. Neste livro que o leitor tem em mãos, a escritora – primeira mulher a ocupar uma cadeira na Academia Brasileira de Letras — presta uma homenagem a esse seu querido refúgio. Sem fugir de seu tema preferido — o Nordeste brasileiro —, Rachel resgata memórias afetivas vividas em sua fazenda, com destaque para a cozinha. Ao mesmo tempo, ela comenta a culinária sertaneja e toda a sofisticação da gastronomia nordestina, que conflui a influência dos povos originários, dos negros escravizados e dos colonizadores portugueses. Neste breve tratado sobre a mesa do sertão nordestino, revela-se uma lição de vida essencial: o encanto da simplicidade denuncia os excessos que muitos carregam sem necessidade. O Não Me Deixes conta com a colaboração de Maria Luíza de Queiroz, irmã caçula de Rachel. A apresentação do livro é feita por Flávio de Queiroz Salek, neto da escritora, que retorna à sua infância e lembra que os dias na fazenda significavam encontrar novos gostos e aromas. Publicação da José Olympio. Você pode comprar o livro aqui.

Nome central da literatura do século XX, Fernando Pessoa deixou um legado plural e fascinante. Este volume — o primeiro de três a reunir a poesia do autor — apresenta a produção inicial de um poeta que elaborou de modo magistral o significado do eu moderno.

“Perante o universo, mudo/ Quedei-me, sem coração./ ‘Ah! que significa tudo?/ Onde a causa, a explicação?’”, questiona-se Fernando Pessoa em novembro de 1908, aos vinte anos, na primeira lavra de uma obra poética que viria a se consagrar como um verdadeiro patrimônio da língua portuguesa do século XX. Esta nova edição, que inclui posfácio de Sofia de Sousa Silva, reúne em ordem cronológica os versos escritos pelo poeta dos catorze aos 29 anos — com exceção dos poemas incluídos em Mensagem — não atribuídos a nenhum heterônimo. Ao ler os primeiros poemas de uma obra profundamente filosófica e existencialista, que ganharia uma dimensão única em nossa literatura, podemos acompanhar o início da trajetória de Fernando Pessoa por ele mesmo. Poesia 1902-1917 sai pela Companhia das Letras. Você pode comprar o livro aqui.

RAPIDINHAS 

Os contos completos de Arthur C. Clarke. A editora Aleph publica em abril o petardo com tradução de Aline Storto Pereira. A edição colige mais de cem contos de um dos mestres da ficção científica do século XX.

Um documentário para e com Carlos Heitor Cony. O centenário do escritor é marcado com a apresentação do filme Cony, retrato íntimo, do diretor Marcos Ribeiro, baseado no vasto acervo de filmagens domésticas durante mais de duas décadas feitas pelo autor de Quase memória e sua mulher Beatriz Lajta. 

OBITUÁRIO

Morreu o poeta Aníbal Cristobo.

Aníbal Cristobo nasceu em Buenos Aires, no dia 1º de setembro de 1971. Estudou literatura e filosofia. Cristobo viveu no Rio de Janeiro no final da década de 1990 e se mudou para Barcelona, onde residia desde 2002. Foi no Brasil que realizou sua estreia na literatura com a publicação do primeiro livro, Teste da iguana, em 1997, e onde atuou em diversos projetos, como a revista Inimigo rumor, traduzindo diversos poetas hispano-americanos para o português. Foi editor da coleção de poesia Bike-bike, publicada na Argentina, e do site Escolhas afectivas. Além do livro de estreia, publicou Jet-lag (2002), Krill (2004), Miniaturas kinéticas (2005), Krakatoa (2012), La ruta de lo tos (2018), e A praia dos tasabis (2022). Aníbal Cristobo morreu no dia 17 de março de 2026.

DICAS DE LEITURA

No Dia Mundial da Poesia, nesta seção, recomendações apenas de livros neste gênero celebrado.

1. Tudo é falso, de Ricardo Lima (Ateliê Editorial, 72p.) Atento aos sinais de declínio do mundo com o nascimento da fake, o poeta desobstrui o lirismo da abstração pela indignação. Com a decepção pela humanidade, alinhava passagens em que o contato com a memória, a família e natureza são janelas de respiro. Você pode comprar o livro aqui

2. Poesias, de Umberto Saba (Trad. Geraldo Holanda Cavalcanti, Edusp, 232p.) Uma antologia bilíngue que amplia a presença da poesia de um dos mais importantes nomes do Novecento italiano. Cavalcanti, também autor da seleta, reúne poemas de todas as fases da obra de Saba considerando a ordem de recolha feita por ele próprio em 1951 editada postumamente. Você pode comprar o livro aqui

3. Poesia completa, de Murilo Mendes (Companhia das Letras, 904p.) Um percurso dos mais frutíferos na poesia brasileiras do século XX, uma pequena biblioteca que reúne os livros mais conhecidos do poeta mineiro e alguns que ganharam a cor da língua portuguesa pela primeira vez nesta edição. Você pode comprar o livro aqui

VÍDEOS, VERSOS E OUTRAS PROSAS

Um datiloscrito de A hora da estrela e vários outros papéis de Clarice Lispector foram descobertos no Rio de Janeiro.

Os papéis pertenciam ao acervo do professor e crítico Eduardo Portella, adquirido recentemente pela livraria Letra Viva e foram reconhecidos por Teresa Montero, biógrafa e uma das especialistas na obra de Clarice Lispector. A escritora enviara os originais do seu último romance com a incumbência de que o amigo escrevesse o prefácio para a primeira edição do livro. O material constituído por 62 páginas datilografadas tem alterações manuscritas feitas pela escritora, incluindo cortes, correções e as mudanças nos treze títulos alternativos: um deles seria “O piquenique dos mendigos”, riscado para “Ela não sabe gritar”. É uma versão mais completa e próxima do livro final, diferente da já conhecida no arquivo do Instituto Moreira Salles — afirma o livreiro. Os papéis integrarão um leilão organizado pela casa que pede o lance inicial de R$375 mil; entre os materiais, os compradores terão à disposição dez livros de Clarice Lispector autografados, recibos, cinquenta números da revista Manchete com a série de entrevistas realizadas pela escritora e outros diversos manuscritos. A notícia foi adiantada pelo jornalista Walter Porto na Folha de S. Paulo.

E, por falar em inéditos... Na Espanha, o repertório das peças para teatro escritas pelos irmãos Antonio e Manuel Machado, ganha mais uma obra

Agora são cinco os textos conhecidos desta dupla. Las tardes de la Moncloa o las brujas de Don Francisco é uma sátira da alta sociedade espanhola e dão contas da vida política e social nos últimos anos do reinado de Carlos III, em finais do século XVIII. O texto não deixa de incluir várias figuras históricas da época, como Manuel Godoy, braço de confiança e sombra do rei desde a subida ao trono, ou María del Pilar, a 13ª duquesa de Alba, e seu amante, Francisco de Goya, também marcado pela presença de três bruxas ao estilo do pintor que aparecem nas séries de telas Caprichos e Pinturas negras, duas das mais sombrias e críticas do artista. 

Achada e devolvida a pasta esquecida de Paulo Leminski.

Precisou correr 44 anos de quando o poeta esqueceu em 1982 ao deixar o avião da Varig entre São Paulo e Curitiba. A pasta foi encontrada pelo ex-gerente da empresa Ernani Edson de Paula, guardada sem saber do que se tratava, e redescoberta pela filha Caroline de Paula. Entre os papéis estavam exercícios variados de escrita: poemas, anotações e a tradução para o inglês da música “Esotérico”, de Gilberto Gil. Os materiais foram entregues no último 18 de março pela Biblioteca Pública do Paraná à família Leminski. 

BAÚ DE LETRAS

No passado 18 de março foi celebrado o centenário de Augusto Abelaira. O escritor português que apesar de reeditado nos últimos anos tem passado esquecido em seu próprio país nasceu neste dia, em 1926, em Ançã, um vilarejo de Catanhede. O leitor encontra aqui mais alguns detalhes da obra e do escritor. 

DUAS PALAVRINHAS

A poesia confere investidura na universalidade.

— Murilo Mendes

...

Acompanhe o Letras no FacebookTwitterThreadsBlueskyTumblrInstagramFlipboard
Quer receber as nossas publicações diárias? Vem para o nosso grupo no Telegram ou WhatsApp

* Todas as informações sobre lançamentos de livros aqui divulgadas são as oferecidas pelas editoras na abertura das pré-vendas e o conteúdo, portanto, de responsabilidade das referidas casas.

Comentários

AS MAIS LIDAS DA SEMANA

11 Livros que são quase pornografia

António Lobo Antunes ou a escrita como profissão-de-fé

Herscht 07769, de László Krasznahorkai

Sete poemas de Miguel Torga

Memória de minhas putas tristes, de Gabriel García Márquez

Boletim Letras 360º #682