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Mostrando postagens de Fevereiro 15, 2008

Poema-conto de sonho-cabaré

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Cabaré Santa-Fé. Foto: Paulo Abrantes na tarde sombria que alarde ouço por baixo dos panos sujos, ensebados de suor e gozo os gemidos frenéticos vindos do quarto ao lado. parece uma ladainha cantada, gritada em latim vulgar ou um grito rasgado de rito de ave-maria barroca. e mais tarde sob o desvario frenético da última trepa da noite como açoite aos meus ouvidos a sirene de uma ambulância e de carros de polícia cercam o casebre debruçado na beira da estrada solitária e vazia. alguma coisa comia meu pensamento entre o entra-e-sai de meu órgão copiosamente inebriado no orvalho do sulco vaginal. a prostituta vizinha que gritava e gemia encontra-se nua e estrangulada no meu pensamento. quando de súbito acordo e recordo mentalmente de nada, passou, um sonho, uma polução noturna. * Acesse o e-book Palavras de pedra e cal  e leia outros poemas de Pedro Fernandes.