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Mostrando postagens de maio 14, 2026

A loucura como topos da literatura e da filosofia

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Por Thiago Teixeira  A imagem resulta escandalosa porque desafia o princípio de contradição  (Octavio Paz) Sean Layh. Tragical Historie of Hamlet, Prince of Denmark. 2025 Estamos lendo Duns Scoto, filósofo escolástico medieval, e ele está enfrentando o maior desafio para um filósofo: responder às provocações céticas. E ele as enfrenta assim:  “Se objetares que, se a imagem sensível pode apresentar-se como um objeto; portanto o intelecto, em virtude deste erro da faculdade da imaginação, pode errar ou pelo menos ser impedido, de tal maneira que não possa operar como acontece nos sonhos e com os loucos; pode-se responder que, embora o intelecto seja impedido quando há tal erro na faculdade da imaginação, no entanto, nesta circunstância, o intelecto não erra porque não exerce nenhum ato.” Ele está respondendo ao argumento do engano dos sentidos, que se desdobra no argumento do sonho, da embriaguez e da loucura. Os céticos (especificamente os acadêmicos) questionam a nossa ca...