Boletim Letras 360º #685

DO EDITOR

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Michel Nieva. Foto: Coni Rosman


  
LANÇAMENTOS

O segundo livro do escritor argentino Michel Nieva a chegar aos leitores brasileiros. 

Bilionários do Vale do Silício são leitores devotos de ficção científica: investem montanhas de dinheiro no desenvolvimento de alta tecnologia para conquistar o futuro. Querem colonizar outros planetas, acabar com o envelhecimento e ser a porção ínfima e privilegiada da humanidade que vai se salvar, depois do fim do planeta Terra. Com uma prosa sarcástica para leitores desconfiados, Nieva faz uma crítica aguda ao discurso do capitalismo tecnológico, mostrando como se monopoliza o futuro e se ampliam ainda mais as desigualdades. A ficção científica capitalista é a narrativa fantástica de uma “humanidade sem mundo”, de turistas que vivem mil anos e viajam pelo cosmos tirando selfies enquanto a Terra arde em fogo. Publicação da editora Ubu; tradução de Juliana Pavão. Você pode comprar o livro aqui.

Olga Tokarczuk revisita A montanha mágica, de Thomas Mann para criar uma história sem igual que mescla horror, ironia, comédia e parábola feminista.

Görbensdorf, Baixa Silésia, 1913. O jovem polonês Miecysław Wojnicz, estudante de engenharia de saneamento, chega ao sanatório local em busca de ar puro e de uma cura para sua tuberculose, numa época em que, sem a vacina, só restava buscar repouso absoluto, o clima das montanhas e uma boa alimentação. Hospeda-se no pensionato para cavalheiros de Wilhelm Opitz, onde encontra outros enfermos vindos de todos os cantos do continente europeu. À tarde, embalados por generosas doses de licor, os hóspedes conversam sobre os mais variados temas. Qual a diferença entre o divino e o humano? Haverá guerra no continente? As mulheres nascem inferiores? Existem demônios? É preferível a monarquia ou a democracia? Ao ler um texto de autoria desconhecida, é possível deduzir se foi escrito por um homem ou por uma mulher? Porém, nesse mesmo lugar supostamente idílico passam a acontecer coisas inquietantes: a esposa do dono da pensão aparentemente se suicidara há pouco tempo, circulam rumores de que nas montanhas ao redor ocorrem mortes violentas e intui-se a presença de alguém ou de algo que observa e espreita. Enquanto se fala de assassinatos rituais e de bruxas — as empusas do título — que teriam encontrado refúgio na floresta, Wojnicz caminha ao encontro de forças obscuras que ele não sabe que já se interessam por ele, pois, em segundo plano desse simpósio de misóginos, eleva-se a voz de uma entidade feminina, onipresente e onisciente. Um século após a publicação de A montanha mágica, Olga Tokarczuk revisita o território de Thomas Mann e se apropria criativamente dele, mesclando história de horror, comédia, imaginação desenfreada e parábola feminista — e tudo construído com um extraordinário brilho narrativo. Terra de empusas sai pela editora Todavia; tradução de Luiz Henrique Budant. Você pode comprar o livro aqui.

Pela primeira vez entre os leitores brasileiros o Don Juan de Lord Byron.

Para Byron, só se vive uma vez. Por isso, cultivou a liberdade acima de tudo. Quando se tornou o poeta mais famoso da época, celebridade e estilo de vida, alguns anos antes de sua morte como herói na Grécia, onde é louvado até hoje, decidiu fazer uma obra além do bem e do mal. Assim, adotando um dos personagens mais icônicos da modernidade, o mito de Don Juan, elaborou um poema único, um épico que aborda os mais diversos temas, ora de forma satírica, ora filosófica, e sempre irônica. Na verdade, a narrativa, o enredo e o personagem são pano de fundo para a voz byroniana que narra a história, a qual se aproveita do conto para tecer uma camuflada autobiografia do poeta, e para brindar seus amigos, criticar seus desafetos, satirizar versos alheios, ironizar os costumes das nações pelas quais o ingênuo Juan passa impelido pelas vicissitudes do destino como marionete do narrador, com seu gênio sapiencial e cômico. Byron via essa sua obra-prima como uma aurora boreal versificada, por conter todas as cores e ser infinita em sua intensidade e em sua incompletude. Aqui, na primeira tradução integral para a língua portuguesa, celebrando o bicentenário do poeta. A edição de Don Juan, que sai pela editora Autêntica, tem tradução, comentários e notas de Lucas Zaparolli de Agustin. Você pode comprar o livro aqui.

Com uma atmosfera fascinante de alienação e angústia, esta é uma obra-prima envolvente que confirma Sarah Bernstein como uma nova e extraordinária voz na literatura.

Em Um estudo da obediência, uma jovem mulher abandona seu emprego em um escritório de advocacia e se muda para um lugarejo remoto ao norte, terra de origem de seus antepassados, para ajudar a cuidar da casa de seu irmão, que foi recentemente deixado pela esposa. Entretanto, logo após sua chegada, uma série de acontecimentos inexplicáveis começa a ocorrer: um episódio de histeria coletiva entre o gado; a morte de uma ovelha e de seu cordeiro prestes a nascer; a estranha gravidez de uma cadela das redondezas; uma praga nas plantações de batata. A desconfiança dos moradores locais contra forasteiros recai de modo intenso sobre ela, que percebe que está sendo acusada de algo que desconhece, em um idioma que não entende. À medida que a hostilidade aumenta, o medo a invade: até onde isso poderia chegar? O que seus vizinhos seriam capazes de fazer? Com uma voz afiada e lírica, Sarah Bernstein explora questões de cumplicidade e poder, deslocamento e herança. Este é um romance meticuloso e perturbador. Publicação da Amarcord; tradução de Camila von Holdefer. Você pode comprar o livro aqui.

Romance de estreia da escritora búlgara Rene Karabash, é uma obra intensa que expõe as tensões entre identidade, tradição e liberdade

Traduzido do original búlgaro por Amélia Bonfim e Rada Gankova, o livro já foi publicado em mais de doze idiomas, recebeu o Prêmio Elias Canetti de 2019 ― o mais prestigioso da Bulgária ― e foi indicado ao International Booker Prize de 2026, uma das premiações literárias mais importantes do mundo. A narrativa acompanha Bekia, que cresce tentando ocupar o lugar que o pai sempre imaginou para um filho homem , até se deparar com o destino reservado às mulheres de sua comunidade: o casamento arranjado. Para escapar, ela recorre a uma tradição radical dos Bálcãs e torna-se uma “virgem jurada”, passando a viver socialmente como um homem, assumindo direitos e responsabilidades masculinas. Ao fazer esse voto de castidade e se tornar Matia, desencadeia-se uma sucessão de acontecimentos irreversíveis. Karabash constrói um romance em que as lembranças e segredos do passado de Bekia se entrelaçam à sua vida adulta . Entre essas memórias, o livro revela como estruturas patriarcais moldam e restringem as escolhas de mulheres, que são forçadas a criar estratégias de sobrevivência dentro de sistemas que as oprimem. Em uma obra dolorosamente humana, Aquela que restou nos leva a refletir sobre o preço de se tornar quem se é e, acima de tudo, sobre o que permanece depois das escolhas mais difíceis. Publicação da Ercolano. Você pode comprar o livro aqui.

Marta Traba constrói um retrato incisivo e inquietante da alta burguesia latino-americana.

Ambientado em um cenário de aparente sofisticação, o romance acompanha personagens presos a códigos sociais rígidos, onde gestos, encontros e celebrações obedecem a uma coreografia tão elegante quanto vazia. À medida que o verão avança, essas cerimônias ― festas, rituais e convenções ― revelam fissuras profundas sob a superfície de privilégio e harmonia. Traba expõe, com ironia e precisão, a fragilidade moral, o tédio e a alienação de uma classe que se agarra às aparências enquanto evita confrontar suas próprias contradições. Com uma prosa afiada e uma atmosfera carregada de tensão, As cerimônias do verão é um romance que desmonta ilusões sociais e ilumina os mecanismos sutis de poder, pertencimento e exclusão na América Latina. Publicação da editora Pinard; tradução de Maria Paula Gurgel Ribeiro. Você pode comprar o livro aqui.

Novo romance do escritor angolano José Eduardo Agualusa.

Tudo sobre Deus é uma história sobre a finitude, a memória, a culpa e a redenção; sobre o amor entre um pai e uma filha; sobre a arte de despedir-se e o milagre de permanecer. Um romance iluminado pela luz estonteante do deserto, onde, contaminada pela ficção, a realidade se torna fluída e pouco confiável.
Um homem à beira da morte compra uma igreja abandonada no deserto do Namibe, em Angola, junto a um enorme penhasco de onde se avista o Atlântico. Chama-se Leopoldo G. Borges: geólogo e poeta conhecido e respeitado em seu país, ele decide transformar os últimos meses de sua vida numa escavação ― não de rochas ou minerais, mas da própria alma. Durante o retiro no silêncio mineral do Namibe, Leopoldo registra seus pensamentos em um diário, junto a poemas, reflexões, memórias, visões e presságios. No subsolo da capela em ruínas, descobre uma réplica preservada da igreja, onde o tempo se dissolve e a morte parece esperar, paciente. Entre esses dois mundos, o poeta procura a filha desaparecida, Gaia, e também a si mesmo. Publicação Tusquets Editores. Você pode comprar o livro aqui.

Lilian Sais encerra a Tetralogia da perda com um livro que costura memória pessoal e coletiva por meio de fotografias, sonhos e fabulações poético-ensaísticas 

“A regra é clara”, enuncia o bordão do comentarista de arbitragem de futebol Arnaldo Cezar Coelho, figura obrigatória nos jogos da Seleção Brasileira transmitidos pela TV durante os anos 1990. É neste contexto e nesta tensão ― a regra é clara, mas a vida não é ― que Lilian Sais situa esta obra que encerra a “tetralogia da perda”, série de livros que escreveu após a morte do pai. Do tetracampeonato de 1994 à Copa do Mundo do Catar, passando pelo trauma nacional do Maracanaço e pela história do futebol feminino no Brasil, a autora rememora episódios marcantes da relação com o pai atravessados pelo esporte: quando ganhou uma bola, quando escolheu torcer pelo time da mãe, quando, mais tarde, seu desinteresse pelo futebol fragilizava a conexão entre os dois. Poético e ensaístico, As regras costura memória pessoal e coletiva por meio de fotografias, sonhos e fabulações, explorando os interstícios e as lacunas ― “Estou perdendo algo e não sei o que é”. Ainda é possível acertar as contas com as perdas e rever as regras do jogo, mesmo que um dos jogadores já tenha se retirado de campo. Publicação da editora DBA. Você pode comprar o livro aqui.

Neste romance vencedor do Novel Prize e do prêmio Ursula K. Le Guin de ficção, o inferno está vazio e os mortos caminham sobre a Terra

Embora num primeiro momento ele possa parecer um típico terror zumbi e a narradora se dedique a saciar uma fome implacável por carne humana, os sobressaltos próprios do gênero aqui são mais existenciais que físicos. A morte também é diferente: o contrário exato de uma noite de sono infinito. Os dias da protagonista são preenchidos por histórias de outros hóspedes do hotel onde mora, também mortos-vivos que se esqueceram de muito do que os conectava à humanidade, inclusive de seus nomes. Resistente às convenções de sua nova natureza, ela decide guardar um corvo sob as costelas e partir em uma viagem rumo ao Oeste, em direção ao oceano, atrás do último lugar onde lembra ter sido amada e ter tido sua última centelha de vida. Enquanto avança pelas paisagens do tempo e do espaço ― fragmentos de um passado ensolarado e ruínas de um presente assombroso ―, tentando preencher o vazio dentro de si, a personagem vai encontrando e perdendo partes dela mesma pelo caminho: “Sinto uma excitação ou algo parecido. Medo? Esperança? O que em mim ainda quer persistir se não há vida a prolongar, nem fome a alimentar? O que em mim quer morrer?”.  Em um livro que mescla meditação filosófica com um estilo inventivo e afiado, Anne de Marcken apreende o que perdura de mais essencial no humano quando já não há mais tempo, corpo ou até mesmo vida. Com uma prosa lírica e espirituosa vertida para o português com maestria pela poeta e tradutora Angélica Freitas, este livro experimenta a ausência como forma e proporciona ao leitor uma sacudida quase beckettiana ao nos confrontar com a pergunta: o que podemos perder antes de partir? E, depois, o que nos resta? Dura para sempre e depois acaba sai pela editora Fósforo. Você pode comprar o livro aqui.

Andrea Bajani em seu livro vencedor do prêmio Strega 2025 mostra como o passado se impõe no presente, deixando marcas profundas.

É possível se desligar do passado, cortar os vínculos com os pais e começar a vida do zero? Essa pergunta sintetiza o movimento que o narrador deste romance empreende ao se despedir — silenciosa e definitivamente — de sua família. Livro vencedor do prêmio Strega 2025, maior honraria da literatura italiana. Com escrita contida e precisa, O aniversário mostra como o passado se impõe sobre o presente, deixando marcas indeléveis e profundas. Ao revisitar a juventude vivida entre Roma e uma pequena cidade no norte da Itália durante as décadas de 1980 e 1990, o narrador, aos 41 anos, reconstrói o ambiente familiar dominado pela tensão e mostra que nem sempre casa é sinônimo de acolhimento. Com tradução de Iara Machado Pinheiro, o livro sai pela Companhia das Letras. Você pode comprar o livro aqui.

Mais da literatura islandesa de Jón Kalman Stefánsson.

Alegria. Solidão. Sonhos. Tragédias. Luxúria. Calidez e frigidez. Verão e inverno. É possível que convivam tão distintas experiências humanas em uma cidadezinha islandesa de quatrocentos habitantes? Escrito por uma das vozes mais potentes da literatura da Islândia, o livro é um convite a explorarmos as vastas propriedades rurais e as poucas esquinas de um vilarejo que, mesmo diminuto, esconde em si os mais absurdos acontecimentos: um homem que começa a sonhar em latim e se volta para o desconhecido, uma mulher que tem epifanias tocando o fundo do oceano... “Coisas do cotidiano”, escreve o autor, “mas também aquelas que transcendem a compreensão humana”. Composto por capítulos que funcionam de maneira independente, mas que se complementam e ajudam a pintar o quadro geral deste vilarejo no noroeste da Islândia, a obra entrelaça, colide e amalgama os dramas e as alegrias de diversos moradores do local, pessoas comuns e, ao mesmo tempo, singulares: o homem que abandona a vida ordinária e se volta para os mistérios do Universo, cinco pares de mãos femininas que tecem tramas ocultas na cidadezinha, o caminhoneiro que talvez seja a pessoa mais feliz do mundo, a mulher misteriosa e de personalidade tão única que é até mesmo considerada uma bruxa ou os colegas que precisam enfrentar seres sobrenaturais no galpão onde trabalham. E tantos outros... Muitos outros: gente que se desvanece no ar feito pó, gente que a escuridão da noite engole e nunca mais é vista, gente que vai para longe, muito longe, só para então entender que gostaria mesmo é de estar perto. Gente ordinária e, por isso, tão especial. Brilha o verão então vem a escuridão, de Jón Kalman Stefánsson sai pela editora Köttur; a tradução é de Lucas Alencar. Você pode comprar o livro aqui.

REEDIÇÕES

A editora Pessôa adiantou o projeto de reedição da obra completa de Bruno Tolentino.

É a primeira vez que os oito livros do poeta e ensaísta, publicados entre 1963 e 2006, em diversas casas editoriais e há muito esgotados ganham um projeto uniforme por um único selo e com o devido cuidado editorial. Anulação e outros reparos, Le vrai le vain, About the Hunt, As horas de Katharina, Os deuses de hoje, Os sapos de ontem, A balada do cárcere, O mundo como ideia e A imitação do amanhecer começam a ser apresentados a partir deste mês de abril. O plano é finalizar o projeto em agosto de 2028 com entregas de um volume a cada quatro meses. Com edições em capa dura, cada livro conta com notas editoriais e aparato crítico desenvolvidos especialmente para guiar o leitor pela vasta tradição poética referenciada na obra — de Dante a Eliot, de Camões a Yeats; um trabalho coordenado pelo professor Fabrício Tavares de Moraes.

RAPIDINHAS 

De J. W. Goethe. A editora 7 Letras reedita a tradução de Pedro Süssekind para um relato que o escritor alemão classificou de inusitado e não conseguiu nomear e ficou como Novela.

DICAS DE LEITURA

Pais, como vocês atuam para a formação da educação literária dos seus filhos? Tudo começa com um exemplo, é verdade, mas é sua tarefa também oferecer caminhos diversificados aos pequenos para que sejam amantes do livro e da leitura. Que tal um presente? Aqui ficam três dicas. Aproveitamos a passagem do Dia Mundial do Livro Infantil, celebrado no 2 de abril. 

1. O homem que plantava árvores, de Jean Giono (Trads. Cecília Ciscato e Samuel Titan Jr., Editora 34, 64p.) Uma fábula inspiradora. Elzéard Bouffier é um pastor que se dedica a semear árvores em toda parte e responsável por, à medida que o tempo avança, transformar a paisagem desértica do sul da França. Você pode comprar o livro aqui

2. Poemas que escolhi para crianças, de Ruth Rocha (Salamandra, 160p.) Uma mais importantes autores de livros para a primeira infância oferece nessa antologia a poesia de autores brasileiros de diversas épocas que compuseram poemas para os pequenos. É rica a variedade de autores: Fagundes Varela, Olavo Bilac, José Paulo Paes, Adélia Prado, Chacal, Augusto de Campos... Você pode comprar o livro aqui

3. Espinho de arraia, de Roger Mello (Global Editora, 40p.) Bichos, plantas e paisagens da Amazônia são resgatados na história de trama fantástica contada por um dos oito irmãos que passa em revista dos sentimentos de fraternidade às memórias que os definem. Você pode comprar o livro aqui

VÍDEOS, VERSOS E OUTRAS PROSAS

No dia 30 de março, celebramos o centenário de nascimento do poeta Thiago de Mello. Neste vídeo, transposto para o nosso arquivo, ele recita um dos seus poemas mais conhecidos, “Os estatutos do homem”. 

BAÚ DE LETRAS

No nosso baú, encontram um breve perfil do poeta Thiago de Mello que editamos em junho de 2008. Para a leitura, basta ir por aqui

Cabe recordar ao leitor deste Boletim, que nesta sexta-feira, 3 de abril de 2026, o Letras estreou uma parceria com o projeto Observatório da Poesia Contemporânea. Na ocasião, saiu a resenha de Cuidado com quem te ama, do poeta baiano Tiago Correia; foi a estreia de George Henrique neste espaço.

DUAS PALAVRINHAS

Hoje, quem não escolher a utopia corre o risco de cair no apocalipse.

— Thiago de Mello

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* Todas as informações sobre lançamentos de livros aqui divulgadas são as oferecidas pelas editoras na abertura das pré-vendas e o conteúdo, portanto, de responsabilidade das referidas casas.

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